TENHO QUE APRENDER

TENHO QUE APRENDER A CONVIVER COM A DOR DA MORTE A DA AUSÊNCIA DE QUEM EU AMO

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domingo, 27 de novembro de 2011

NÃO QUERO....

Ontem fui ao almoço de confraternização, consegui ir e não chorei nenhuma vez. Fiquei o tempo todo pensando em como seria bom se o Eduardo estivesse ali, ao meu lado, ao lado da Flávia. Mas, por mais que eu quisesse, e eu queria muito mesmo, ele não estava e não vai estar nunca mais, em nenhum almoço, jantar, festa ou qualquer outra coisa que aconteça nessa vida. Por mais que eu saiba de tudo isso, continua sendo muito dura a realidade.
Hoje à tarde, todos os sobrinhos, fora, lá para a obra. Não quero isso. Não gosto disso. Quero que em minha casa, estejam pessoas de quem eu goste e tenham afinidade.  Não tenho nenhuma afinidade com os meus sobrinhos e muito menos com os amigos deles. Não sei o que estou fazendo aqui, nem porque estou aqui.
Minha vida era tão perfeita e feliz, porque fui querer mudar???? Realmente, não se mexe em time que está ganhando.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

É UM PROGRESSO???????

Ontem fui ao médico. Hoje fui ao cabelereiro e ao oftalmologista. Acho que progredi muito. Admito que preciso de ajuda.
Amanhã vou fazer os exames de sangue e vou ao almoço de confraternização dos pais, da escola da Flávia. Estou fazendo tudo isso sem a menor alegria, só por obrigação, mas estou fazendo.
Hoje me atrasei no cabelereiro, pois a tinta não pegou na primeira vez, meu cabelo estava bem grisalho. Afinal tenho 49 anos e não pintava o cabelo há mais de 6 meses, mas está pintado. Continuo me olhando no espelho sem ter a menor idéia de quem é aquela pessoa alí, que aparece como se fosse eu. Mas, acho que sou eu mesma. Como me transformei nessa  pessoa, não sei, mas que sou eu, sou. Simples assim....Odeio me ver no espelho e não sorrir para mim mesma (não sei se é estranho, mas sempre ri para mim mesma, sempre me achei mais bonita rindo).
A semana que vem vou mudar para a obra, eu e a Flávia. Já está decidido. Já pensei bem. Vai ser um acampamento, mas vamos para lá. Vou também comprar óculos novos e vou voltar a usar lentes de contato. Acho que estou fazendo tudo "direitinho", tudo que se espera de uma pessoa. Tudo que precisa para as pessoas acreditarem que uma situação está sendo "superada". Tudo que eu preciso acreditar que está sendo "superado".
Já faz algum tempo, que me sinto vencendo etapas, e entre tantas etapas, ter ido ao cabelereiro, ter ido ao médico, é só mais uma, só mais uma fase que estou "vencendo".
Detesto não ter a menor alegria. Detesto ser a pessoa em que me transformei. Detesto ser eu, hoje em dia.
Detesto estar aqui escrevendo, ao invés de estar me divertindo. Detesto tudo em que minha vida se transformou. Detesto não ter meu amor para me abraçar e falar que tudo vai ficar bem. Detesto saber que nada nunca mais vai ser igual. Detesto saber que o que tenho é isso, e pronto!.
Isso é um progresso???????????

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A FLÁVIA ESCREVEU...

Hoje estou escrevendo ao lado de minha filha Flávia. Ela está aqui comigo lendo alguns comentários que recebi. Ela é uma menina muito legal,e está me dando a maior força para eu sair dessa tristeza infínita em que estou mergulhada.
A Flávia vai escrever pela primeira vez no blog.
"Ontem a noite eu, minha mãe, meus dois primos Glauco e Arion, meu avô Oswaldo  e meu tio Carlos encontramos um filhote de andorinha preso na lareira pegamos a lanterna tiramos a grade e  encontramos ele. Minha mãe cuidadosamente pegou o pequenino. E depois fomos a cozinha, eu, Glauco, minha mãe alimenta-lo. Depois de dar pão com leite para ele, fomos procurar insetos achei um pensando que ele estava morto avisei minha mãe. Quado ela foi espetalo no palitinho para dar a o filhote ele não estava morto saiu pulando."
Isso tudo ela escreveu sozinha, eu só ajudei a corrigir algumas coisas.
Ela é minha menina de ouro.

domingo, 20 de novembro de 2011

EU E ELA.

Hoje a Flávia tinha um aniversário para ir, de um amiguinho da escola. Ela estava super empolgada, por ser a primeira vez que  foi convidada para ir na casa de um amiguinho, aqui em Londrina. Eu não fui com ela, minha irmã que foi. A semana que vem, vai ter um almoço de confraternização dos pais, em um restaurante próximo a cidade, ela quer ir, e acho que ela está certa. Não tenho vontade de ir, mas acho que não vai mais ter jeito.                                                                                                                                                    Preciso desesperadamente ir ao cabelereiro, estou horrível. Hoje tomei um banho lá na obra, e tem um espelho grande no banheiro, realmente estou horrível, estou muito magra, muito feia.
Hoje falei com minha sogra, e ela me falou que esteve viajando durante 20 dias pela Europa. Ela sempre adorou viajar, veio daí o gosto do Eduardo por viagens, ele também amava viajar. Ele sonhava em morar, por pelo menos uma ano na Europa, de preferência na França, mas ele também adorava a Itália. Nossa viagem inesquecível foi para a Itália. Sonhavamos em voltar para Veneza, e queriamos muito levar a Flávia, e também que fosse enquanto tivessemos condições de andar muito, pois não tem outro meio de conhecer Veneza, sem ser, andando muito e tendo muita disposição para subir e descer escadas.
Queira ou não, a vida não parou porque eu metade de mim morreu. A vida não parou porque eu desejei ardentemente que ela parasse. A vida não parou porque para mim perdeu a graça do viver. A vida não parou porque o Eduardo não pode conhecer todos os lugares que ele gostaria. A vida não parou, nem mesmo por um minuto, para que eu conseguisse entender a nova realidade que estava em minha frente.
A vida não para. A Flávia cresceu muito nesses últimos meses e está crescendo a cada dia, a cada hora, e na semana que vem, queira ou não, vou ter que encarar uma confraternização famíliar, e vamos eu e ela, a nossa nova família, a minha nova família, a nova família dela. Eu e ela.

sábado, 19 de novembro de 2011

EU QUERO...

Estou quase lá. A obra está quase pronta. Ainda é uma obra, mas já tem telefone. Tem dvd ligado na tv. Tem luz. Tem água quente e fria. Tem armários, para guardar o básico. Estamos bem perto da mudança. A insegurança é grande, mas ,acho que vamos conseguir. Eu e a Flávia, vamos mudar. Está por bem pouco. Sei que parece dramático, mas pôr, uma casa para funcionar, sem a menor alegria, é muito, muito triste. De qualquer forma, estou chegando lá.
Quero ter,  um pouco de volta, a minha antiga vida. Será que conseguirei??????

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NÃO AGUENTO.....

A Flávia tem um aniversário para ir no domingo, de um amiguinho da sala dela. Eu não quero ir para uma festa, e agora????
De alguma maneira, sei que tenho que renascer, mas como????? Não sei como fazer as coisas sem o meu amor, sem o meu companheiro, sem o meu marido. Sei que tenho minha filha, mas não sei o que fazer com as situações que se apresentam. O que fazer com os aniversários e jantares de confraternizações de final de ano????? NÃO QUERO PARTICIPAR DE NADA DISSO, MAS COMO EVITAR??????????
Não aguento mais ficar aqui, não aguento mais, minha vida.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

TUDO...

Hoje de madrugada perdi o sono, mas fiquei com sono novamente, já estava amanhecendo, dormi e sei que sonhei com o Eduardo, mas não consigo lembrar do sonho e isso está me tirando do sério. Tudo que quero é sonhar com ele, e quando sonho, não lembro????? Não é justo!!!!
Continuo querendo estar ao lado de meu amor. Continuo querendo ouvir a voz dele. Continuo com tanta saudades. Continuo "viajando na maionese".
TUDO QUE QUERO, É MEU AMOR DE VOLTA!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

SEIS MESES.

Hoje fazem seis meses (180 dias) que vivo (sobrevivo) sem meu amor. Comecei o dia bem mal, fui ao cemitério, enfeitei um pouco a morte, tive um conversa bem séria com o Eduardo e me senti esgotada e sem forças, foi muito estranho. A tarde me senti um pouco melhor, fui para a obra, as crianças também foram. Meu irmão me ajudou a pendurar dois armários, fiz um lanche para as crianças (misto quente) e agora estou de volta aqui, na minha rotina atual, com o pensamento lá longe, lá no sítio, onde eu realmente era feliz e satisfeita. Há essa hora (20:40) estariamos jantando, os tres juntos e a sala estaria aquela bagunça, cheia de bichos, ou de quebra cabeças, ou de papeis e lápis coloridos, ou jogos, ou bonecas. Do que exatamente estariamos brincando, eu não sei, mas sei que estariamos juntos, e essa é a grande falta, o estarmos juntos. Era tão bom. É sempre muito dolorido saber que as coisas nunca mais vão voltar a acontecer, que nunca mais estaremos juntos novamente, que nunca mais vamos brincar, nem bagunçar a sala. Isso dói profundamente, e só quem já perdeu sabe a dor que causa o nunca mais.
Essa semana vou procurar um médico, um cliníco geral, vamos ver se estou realmente desequilibrada fisícamente. Ando muito apática últimamente, não tenho vontade nenhuma de fazer qualquer coisa, tudo tem sido um tremendo sacrifício. Tenho percebido que estou muito estranha, pois começo a fazer as coisas e não termino nada até o fim, isso nunca fez parte de mim, sempre que começava algo, não sossegava antes de ver o fim, agora tem um monte de coisas começadas e nada teminada, é muito estranho.
A Flávia se divertiu bastante ontem e hoje, também. Acho que isso é o que importa. Agora é continuar a sobreviver para ve-la bem, para tentar que ela tenha uma vida o mais "normal" possível. Como todos me falam, eu tenho que pensar nela, eu tenho que ser forte para criar ela, eu tenho que fazer das "tripas" coração por ela. Então vamos lá....
Tudo é muito dolorido quando se tem uma pedra no peito ao invés de um coração. O peso é muito grande. A vida se torna muito sem graça. Mas, queira ou não, essa sou minha nova EU.
A novidade da semana é que agora tem telefone na obra, a primeira ligação que recebemos, foi engano, mas já é um progresso. Pelo menos alguem ligou, pelo menos o telefone tocou. Pena que não era o Eduardo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

EU DETESTO....

Depois de estar ao lado de alguém durante 25 anos, é bem complicado se ver sozinha. O que fazer e como fazer?
Tenho lembrado muito de coisas que vivemos, mas não lembro disso só agora, sempre me lembrava dos momentos vividos, vendo uma foto, escutando uma música, vendo alguma situação, enfim, sempre lembrei dos momentos importantes e marcantes que viviamos, e sempre que havia alguma recordação eu contava para a Flávia, ou comentava com o próprio Eduardo.                                                                        Sempre adorei histórias, as reais, as inventadas, os contos de fadas, enfim, qualquer história é boa de se ouvir. Mas, mais que tudo, tinham aquelas histórias que nós gostavamos de contar. Aquelas, em que um começa a contar e o outro complementa com o seu lado e tudo fica muito engraçado e legal. Essas eram as melhores, mas só tem graça e significado, se for contada a dois. Minhas histórias, estão todas ligadas ao Eduardo, pois pouco me lembro de como era há 26 anos atrás. E, agora, me pergunto: Como contar essas histórias sozinha? Qua graça tem isso?
Esse ano, no começo do ano, fomos a uma reunião na casa de meu irmão Alexandre. Em certo momento, depois do jantar, formou-se o grupo das "Luluzinhas" e o grupo dos "Bolinhas". Como sempre gostei  tanto de escutar histórias, comecei a perguntar para as meninas, como elas tinham conhecido o amado, e todas contaram sua versão, inclusive eu. Acabamos de contar e saí da roda para fumar um cigarro e o Eduardo veio logo ficar comigo. Perguntei para ele, qual o assunto do grupo dos "Bolinhas" e ele me falou que, estavam conversando sobre generalidades, contei para ele do nosso assunto, e falei: "vamos sentar todos juntos, e vou pedir a versão masculina das histórias que acabei de ouvir", ele concordou, é claro, pois também adorava uma história; E assim fizemos. Falei para todos que queriamos ouvir as versões deles sobre os fatos. No fim, acabou se transformando em uma noite única, pois, tanto os homens, como as mulheres contaram as versões de quando e como se conheceram. Tinham casais de várias idades. E, no final, ficou um clima super rômantico, pois as histórias eram bem parecidas. Foi uma noite muito legal.
Agora me pergunto: " O que faço com 25 anos de vivência perto de alguém, que não vai mais contar todas as lindas (as feias, agente deixa para lá) histórias comigo?"
O mundo, perdeu o sentido. Não tenho mais como contar coisas, que só eram legais, contadas por dois. Portanto, posso deduzir que não tenho mais histórias para contar. E, confesso, não tenho mais vontade de ir atrás de histórias para serem contadas algum dia. O meu mundo perdeu o sentido totalmente. Não tenho mais amor, e isso é muito ruim. Todas as histórias de amor, precisam de duas pessoas, para poderem ser contadas. Se não for a dois, é só imaginação. Não tem ninguém para confirmar, ou não, a nossa versão, e então não tem mais graça. Minha história não tem mais sentido, não tem mais porque.
EU DETESTO SER VIÚVA, EU DETESTO NÃO TER O MEU AMOR, EU DETESTO NÃO SABER QUEM SOU.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

HOJE NÃO VAI TER JEITO...

Hoje acordei me sentindo tão pra baixo, tão desanimada, tão emocionada e chorona. Não houve nada especifíco para isso acontecer, simplesmente só aconteceu, do nada. Isso é tão estafante e desgastante que não existe como descrever. Que saudades dos dias tranquilos, sem mudanças repentinas de humor e de emoções, sem estar sempre na corda bamba, despendendo tanta energia para se manter, sem cair. Que saudades de rir por rir, que saudades de acordar e pensar como a vida é boa, que saudades de acordar e pensar no que iria fazer para o almoço, que saudades da Paula.
Quando eu morava no sítio, sempre organizei meus documentos em pastas, daquelas transparentes. Eu tinha pastas de meus documentos pessoais, de notas fiscais e garantias, dos funcionários, de receitas médicas (uma minha e outra do Eduardo), de curiosidades de Pirapetinga, dos bichos, e por aí vai.
Ontem desencaixotando as pastas, me dei conta que, agora tenho: as pastas do Eduardo, as da antiga Paula e as da nova Paula. Minhas pastas atuais são: Pensão Inss, Rescisão trabalhista, Contas pagas Paula, Contas Eduardo pagas Paula, Inventário, Obra... etc.
O que antes eu guardava em uma prateleira, agora, preciso de várias, e detesto pensar no meu antigo EU e no meu novo EU. O meu novo eu me deixa muito deprimida.
Não sei mais quem sou, nem do que gosto. Sei de onde vim, mas não sei para onde vou. Sei que vou dormir de um jeito hoje, e amanhã não tenho a menor idéia de como vou acordar. Eu ria à toa, e agora não sei o que vai me fazer sorrir. Eu tinha um bom coração, e agora tenho uma pedra no peito. Eu me sentia protegida e segura, e agora sou um mulher fraca e insegura. Que saudades de mim. Acho que eu era legal. Como posso deixar de ser o que eu era, e pronto? Como uma pessoa pode deixar de ser ela mesma?
Acho que estou vivendo um péssimo dia, portanto é melhor não ficar falando muito, pois amanhã, tudo pode ser diferente novamente, ou não! Acho melhor esperar (arte essa, que estou aprendendo aos trancos, principalmente, de madrugada).
Acho que meus hormônios estão alterados, isso deve contribuir para esse emocional tão sem sentido. Não sei o que acontece comigo. Hoje, depois de mais ou menos 5 dias sem chorar, sinto que não vai ter jeito. Estou precisando das lágrimas, será que estou viciada?????? E queira ou não, e eu não queria, mas elas estão aqui, loucas para escapulirem.... E hoje, vou me entregar! A Flávia que me perdoe, mas hoje não vai ter jeito.

domingo, 6 de novembro de 2011

BARATAS....

Minha vida está quase toda "desencaixotada" faltam poucas caixas para serem abertas. Entre elas, estão as coisas do Eduardo que estão no  nosso quarto, e eu não sei o que fazer com elas. preparda ainda paramplesmente me desfazer de tudo. Amanhã eu resolvo o que vou fazer.
Também não tenho uma cama, nem a mobília do quarto, mas eu tenho um colchão inflável, e é ele que vou usar por enquanto.
Na quarta feira que vem, vai ser instalado o telefone, e também a casa vai ser dedetizada, aqui em Londrina, tem muita baratas, e eu tenho verdadeiro pavor de baratas e não tenho mais o meu amor para me proteger dessas criaturas tão nojentas (essa é a minha opinião). Lá no sítio, quando aparecia alguma, por acaso, pois era bem raro, eu chamava: "Gatão, corre aqui, me salva", e lá estava meu super herói, me salvando da situação. Mas, agora, sou eu, para proteger a Flávia e a mim mesma. Portanto, dedetização na casa. Em seguida vamos fazer a tão esperada "comprona", e vamos nos mudar para a obra, aliás, vamos acampar na obra. Também é um progresso, não????

sábado, 5 de novembro de 2011

SABADO.

São 20:59, de um sabado, de calor. Uma noite propícia para um jantar em casa, um passeio, uma lanchonete, uma pizza, qualquer coisa legal. Mas, estou eu aqui, escrevendo, sobre o que eu poderia estar fazendo. Posso até fazer, mas cadê a graça?????
Se eu ainda tivesse minha família, meu marido, poderia estar fazendo qualquer coisa, menos estar aqui escrevendo, sobre a falta que tudo me faz.
Mas, não tenho mais meu marido, nem minha família. Portanto, estou aqui escrevendo. E, agora vou descer par comer uma "pizzinha feita em casa", como dizia o Eduardo.
Isso é o que me restou, no momento.
O telefone está tocando, não vou atender, pois eu sei que não é o Eduardo. Meu pai atendeu, realmente não é o Eduardo....Era meu sobrinho, contando a história de amor que ele está vivendo. É bom, ver pessoas se sentindo felizes! O AMOR, REALMENTE, É LINDO!!! Eu, falei direitinho no telefone e dei a maior força para ele ser feliz, é um grande progresso, não é??????

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESTOU AQUI!

Estou mudando a cada dia. Estou mudando a cada hora. Estou mudando a cada minuto. Estou mudando de sentimentos e de pensamentos. Já sei que não tem mais volta. Já sei que nunca mais vou viver o sonho, tão sonhado. Já sei que preciso, quer queira ou não, seguir adiante.
Aprendi muitas coisas nesses meses. Aprendi coisa úteis e coisas inúteis.
Estou aqui!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ALGUMA COISA ESTÁ ACONTECENDO....

Hoje fui ao cemitério pela manhã e a Flávia foi comigo. É a primeira vez que ela vai ao cemitério. Compramos cada uma, uma flor para o papai e uma para a vovó, e pedimos que o papai entregasse para ela. Fizemos uma oração (pai nosso e santo anjo), ela falou para ele que estava com muita saudades e que amava muito ele, e falou também que quando ela morrer, quer ficar perto dele e de mim, no mesmo lugar. Isso já tinha me passado pela cabeça ( pois nesse cemitério, cabem tres corpos em cada jazigo), eu confesso, mas nunca falei nada para ninguém. Essa minha filha é muito esperta e sensível. Apesar, de eu achar que ela não vai ocupar o lugar dela, pois ela vai casar, vai ter família e com certeza vai ter outro desejo. Mas, de qualquer maneira, achei interessante ela ter pensado nisso. Meu pai também foi ao cemitério, antes de nós.
É interessante como as coisas mudam, nunca fui ligada no dia de finados, para mim era um feriado, no qual tinhamos a oportunidade de estarmos juntos, de estarmos em casa, ou viajarmos. Mas hoje, logo que acordei às 04:30, pensei no feriado e qual o seu significado. Chegando ao cemitério, fiquei bem surpresa, de como estava cheio, de como as pessoas lembram e homenageiam seus amados. O cemitério todo estava super enfeitado com flores e realmente muito cheio, então compreendi, que as pessoas nunca esquecem os amados. A vida pode até continuar, mas o pesar de não ter mais a pessoa, permanece para sempre. Eu nunca tinha ido ao cemitério no dia de finados, talvez, quando criança.
Lí em uma reportagem, que esse feriado, no México, é "comemorado" de uma maneira diferente daqui do Brasil. Os Mexicanos enfeitam a casa, e se reunem com famíliares a amigos, para lembrar histórias dos falecidos, porque acreditam, que nesse dia, o espirito do falecido, visita a casa e se sente feliz de ver todos bem e fica feliz de ser relembrado por todos. Achei isso muito interessante e contei para a Flávia. Ela queria ser Mexicana, mas como não somos, ela propôs que no ano que vem, convidemos toda a família para lembrarmos do pai dela. Ela é danadinha.
Tem alguma coisa acontecendo comigo. Esses 2 últimos dias, tenho me sentido um pouco diferente. Acho que estou cansada, de tentar encontrar respostas para o inexplicável. Acho que estou cansada, de tentar voltar no tempo, para que o Eduardo não tivesse morrido. Acho que estou cansada, de tentar entender porque tudo aconteceu da forma como aconteceu. Acho que estou cansada, de ficar me cobrando e ao Eduardo também, por todas as decisões infelizes que tomamos. Acho que estou cansada, de esperar que as coisas possam voltar atrás ( por mais que saiba que elas não voltarão). Acho que estou cansada, de pensar, todos os dias, que é só um pesadelo, do qual vou acordar a qualquer momento (já sei que não é, já me belisquei várias vezes, e vi que estou acordada). Acho que estou muito cansada, de esperar por algo que não vai acontecer nunca mais. Acho, que mais uma vez, estou mudando.
Com todo esse cansaço emocional, de alguma maneira, voltei a me aproximar um pouco mais da Flávia, e estou colhendo os frutos. Ela está mais segura e mais equilibrada. Ela está procurando ajudar como pode para a mudança acontecer. Ela está se mostrando uma criança realmente maravilhosa e compreensiva, e por tudo isso, tenho percebido o quanto ela precisa de mim, o quanto ela quer e precisa que a vida volte "ao normal".
Sei que nunca mais vou voltar a ser a pessoa que  fui até 13 de maio de 2011, e ainda não sei quem sou depois de 13 de maio de 2011, mas acho que estou conseguindo ter algum progresso emocional. A dor não sai de perto, a saudade não dá trégua, os pensamentos fervilham. Não choro mais a toda hora. Estou mais dura, mais madura, mais.... nem sei.
Alguma coisa está acontecendo....