TENHO QUE APRENDER

TENHO QUE APRENDER A CONVIVER COM A DOR DA MORTE A DA AUSÊNCIA DE QUEM EU AMO

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EU GOSTARIA.....

Por mais que eu escreva, nunca, vou conseguir trasmitir tudo que gostaria de falar, que gostaria de expressar.
Me sinto tão, tão, tão mau, que não tenho palavras para explicar. A morte é a pior, das piores coisas que pode acontecer na vida de uma pessoa. Por tudo que tenho lido, que tenho estudado, nada é  pior do que a morte.
Ela nos leva para caminhos, jamais imaginados, jamais pensados, jamais entendidos.
Quando minha mãe morreu, foi ruim, mas eu tinha o meu amor para me apoiar, para me guiar para fora do sofrimento. Agora, não tenho ninguem que possa, de alguma forma, me confortar....., nem mesmo minha filha é capaz disso. Quero meu sonho de volta, quero minha vida de volta, quero meu AMOR, quero aquele, que me fez acreditar que a felicidade existe.

COMO POSSO TER SIDO TÃO ESTUPÍDA??????

Eu admirava muito minha "irmã", achava que ela era uma pessoa muito competente e inteligente. Sempre pensei dessa forma, apesar dela ser uma pessoa meio deprimida, ela tinha um desempenho bom nas funções dela.
Quando resolvemos construir a casa, aqui em Londrina, ela ficou muito empolgada em administrar a obra, afinal era uma tarefa que ela sempre gostou. Na época que meu pai construiu a casa dele, ela também assumiu, a partir de um certo ponto da obra e as coisas deram certo, claro que sempre tudo cheio de criticas e nervoso, mas no fim tudo deu certo. A nossa obra, para ela, iria ser bem mais interessante, pois ela iria participar desde o começo, e nós estariamos em boas mãos, ou pelo menos achavamos isso, pois como falei, eu acreditava que ela era uma pessoa competente e confiante, para negociar preços. Como nos enganamos muito com as pessoas....
Mas, escolhemos e contratamos a arquiteta, escolhemos e contratamos o construtor e teriamos o apoio de minha "irmã" para negociar e fazer os pagamentos necessários para tocar a obra, já que moravamos longe. No começo até que tudo funcionou direito, até começar a construção mesmo, ai as coisas começaram a tomar outro rumo, pois em algum momento, ela começou a achar que "ela é que estava tocando a obra, literalmente" e então ela começou a se envolver na construção, dando ordens e ficando brava com todos, ela começou a achar que ela tinha que assumir o papel de construtora, foi aí que os problemas começaram a aparecer, pois ela se desentendia com todos, ela começou a duvidar da competência do construtor e do mestre de obras (esse depois de um tempo, saiu da obra, pois não aguentava mais as grosserias e os atrasos, ele me falou isso), e eu presenciei algumas cenas, em que ela falava com as pessoas de uma forma bem grosseira, tipo dando bronca em um adulto como se ele fosse uma criança, eu nunca gostei disso, nunca agi assim com as pessoas, e quando acontecia, eu nem gostava de ficar perto. Mas, ela foi tomando gosto em mandar e começou a se envolver cada vez mais, em problemas que não eram dela, então se o construtor falava uma coisa, ela achava que estava errado, se o mestre de obras falava alguma coisa, ela achava que estava errado, e assim foi...
Eu e o Eduardo, quando pedimos para ela tomar conta da obra, nunca pensamos que ela fosse se envolver da maneira como ela se envolveu, nós achavamos que a parte dela seria negociar preços e fazer os pagamentos para o construtor. Mas ela começou a se envolver em tudo, se o construtor mandasse fazer um orçamento, não estava bom, e assim ela foi tirando das mãos dele o que era papel dele, e então começaram os atrasos, pois esses orçamentos demoravam, porque primeiro cotava com um, depois de um tempo com outro e as coisas começaram a não andar direito, mas até então as coisas iam indo, e nossa vida estava sendo tocada lá em Pirapetinga.
O primeiro grande, mas grande atraso mesmo, foi por conta das janelas, pois com a arquiteta falamos que queriamos janelas de madeira, e realmente queriamos, e assim foi feito o projeto, isso foi em abril de 2009. Viemos para Londrina, tivemos a reunião com a arquiteta, decidimos sobre as janelas e fomos embora. Ela iria desenhar as janelas e já poderiam ser enviadas para cotação, tudo certo, tudo definido, até que... Minha "irmã" foi em  maio para São Paulo, em uma feira de construção e nessa feira ela viu um revendedor de janelas de alumínio que imitava madeira e ela se encantou por isso. Ainda em maio, quando ela voltou da feira, me ligou em Pira, para falar das janelas de alumínio, eu não me empolguei, e falei que nós não queriamos alumínio, que não gostavamos. Ela ficou meio puta e falou que eu TINHA que ver como essa era legal, que seria muito mais interessante, que era tudo de bom e que valeria a pena olhar. Portanto, não foi mandado fazer orçamento das janelas de madeira. Em junho, sempre faziamos a festa junina e naquele ano, ela resoveu ir também, pois assim me levaria a amostra do alumínio, a festa foi no final de junho. Nós não sabiamos que não havia sido feito nenhum contato ainda com algum fabricante de janelas de madeira e a essas alturas, a casa já estava de pé, porem para o construtor prosseguir com alguns detalhes, ele precisava ter certeza como seriam as janelas, pois cada material usado, requer um tratamento diferente na finalização
do enquadramento dos vãos, onde vão ser colocadas as janelas, se for madeira é um acabamento, se for vidro é outro, se for alumínio outro. Então, na festa junina ela levou a amostra do alumínio, não era feio, era até bem interessante, mas não era a madeira que nós imaginavamos, mas para não decepciona-la, concordamos em também fazer uma cotação das janelas em alumínio. Ela veio embora, e em julho mandou os projetos das janelas para serem cotados, no alumínio e só. Vim para cá depois do dia 15 de julho, encontrei com o construtor e ele perguntou se já haviamos decidido sobre as janelas, para ele poder dar continuidade, não esqueço esse dia, estavamos na rua, em frente a obra, ele fez a pergunta e eu falei que seria madeira, então minha irmã falou, "eu acho que vai ser de alumínio". Fui embora no final do mes e a cotação não havia chegado ainda, voltei para cá no dia dos pais, em agosto. A cotação estava pronta, mas era uma coisa absurdamente cara, o alumínio branco tem um preço acessível, mas esse outro imitando madeira é um material importado e portanto o custo é muito, mas muito elevado, vendo os preços falamos que queriamos a madeira, então, só então é que começou a procurar um fabricante. Em setembro, quando voltei para cá já tinha o orçamento na madeira e só de olhar já sabiamos que era bem mais barato, aí vem a parte que me aborrece e aboreceu muito naquela época, não contente ainda com a nossa posição, ela queria conferir janela por janela, para ver se realmente a madeira era mais barata, aquilo foi um horror, pois ela não conseguia se convencer que NÓS, OS DONOS DA CASA, QUERIAMOS JANELAS EM MADEIRA, não importando se a manutenção seria melhor ou pior, mas nós QUERIAMOS MADEIRA. Por conta disso, veja quanto tempo de atrasos e desgastes, para no fim fazer as janelas em madeira, como realmente foi feito. Esse atraso foi definitivo para todos os outros que vieram depois. Só que tudo isso não foi com bom humor, era sempre falando que ela estava fazendo um favor para nós, ela estava fazendo tudo isso de graça... por mais chateados que ficavamos, não sabiamos como fazer,para não brigar, pois é super difícil converar com ela, a conersa flui bem, enquanto não se contardiz, o que ela diz, então não queriamos criar um clima ruim, pois, afinal, estavmos construindo aqui, para ficar um pouco mais perto da família, e por outro lado ela estava feliz. Tomamos decisões muito erradas na vida, e pedir ajuda para ela foi uma delas e a mais fatal de todas.
Com o passar do tempo, ela foi se envolvendo mais e mais, a ponto de ter uma dedicação sem explicação, e era sem explicação mesmo, pois jamais imaginamos uma coisa assim, jamais imaginamos que ela fosse transformar isso na vida dela (ela é solteira, sem filhos, mora sozinha), só que sempre tudo foi bem pezado, não era com alegria e bom humor, era sempre falando do favor que ela estava fazendo para nós.
A essas alturas o construtor foi perdendo o poder, ele falava para o Eduardo "Eu não mando porra nenhuma nessa obra" e se tentassemos falar com ela sobre isso, a conversa sempre terminava em cara feia, então fomos levando e o tempo foi passando. Tudo que a arquiteta nos falava que estava na hora de escolher, iamos aos lugares e escolhiamos, passavamos para a arquiteta e pronto, certo?? Não, pois minha irmã não conseguia acreditar que não fossemos mudar de ídeia, então ela insistia para que fossemos dar mais uma olhada, isso com basicamente tudo. Nós fomos pelo menos 4 vezes escolher maçanetas, que foram escolhidas na primeira vez que fomos a loja, e não mudamos, alías, nunca mudamos de ídeia sobre o que já haviamos escolhido. O piso foi outra novela....Fomos para São Paulo, escolhemos os pisos que gostamos, levamos a lista para a arquiteta, escolhemos os ambientes onde eles seriam colocados e a partir disso escolhemos as pedras de granito para as soleiras e bancadas, perdemos horas e horas com essas amostras e escolhas, tudo resolvido, não precisamos mais pensar nisso, certo? Não, errado... Antes de comprar os pisos, ela me liga em Pira, que ela não estava segura de já comprar, se não era melhor eu dar mais uma olhada para confirmar se era isso mesmo que nós queriamos, nesse dia eu fiquei brava, e falei que o que estava escolhido, estava escolhido e que a essas alturas não queria mais saber de ver pisos e pedras, esse dia eu fiquei bastante insatisfeita, fiquei com raíva. E o tempo foi passando, fechei minha loja em Pira, para já ir me preparando para a mudança. E o tempo continuou passando e as coisas emperradas, pois ela nunca tomava uma decisão, sempre tinha que esperar que eu chegasse, as vezes para ver detalhes tão insignificantes, que dava raíva, mas ela estava fazendo um favor, e nós não tinhamos o direito de reclamar.
Nesse meio tempo, abrimos mão de viagens para outros lugares, que não fosse Londrina, para escolher, reescolher e escolher novamente as mesmas coisas, até que em setembro do ano passado, não aguentei mais e falei algumas coisas, ela virou uma fera e nós tivemos uma briga muito acalorada, eu ía embora no dia seguinte, e foi uma discusão muito horrível, onde mais uma vez ela jogou na minha cara que ela estava fazendo um favor e que não estava ganhando nada para isso. No dia seguinte no aeroporto, ela foi se despedir da Flávia e não se despediu de mim, perguntei se ela não ía me dar tchau e ela falou que não, pois não eramos irmãs. Fui viajar bastante chateada e chegando em Pira contei para o Eduardo o que havia acontecido e liguei para ela, falando que ela deveria procurar um médico, pois com certeza se ela voltasse a tomar um anti depressivo, que ela já tomou, as coisas poderiam melhorar, mas ela não quis nem saber, mas era tão evidente que ela estava com depressão novamente...
Na semana seguinte, ela passou um e-mail para nós, falando que como a casa estava na reta final, e que ela era muito insegura então ela tomaria conta por mais 30 dias, e o construtor terminaria. Confesso que até ficamos aliviados com isso, nesse mesmo mes, o construtor também passou um e-mail falando que estava na reta final, então estavamos próximos da mudança finalmente, e eu comecei a sonhar em fazer a festa de 60 anos do Eduardo, como forma de inaugurar a casa, o aniversário dele, é no dia 29 de janeiro, então iria ser perfeito.
Voltei para Londrina em outubro, para o aniversário de 80 anos do meu pai, ía ter uma festa, e realmente foi uma linda festa. E, em relação a casa, ela não desistiu, como havia falado, pelo contrário, continuou como se nada tivesse acontecido, mas as coisas estavam indo, pois os pisos foram colocados, depois de muita insistência so construtor, pois minha irmã não queria que colocasse, pois iria sujar, então falamos que era para ser colocado e pronto.
Voltamos para cá em novembro, e as coisas estavam novamente devagar, aquilo deu uma sensação bem ruim. Em dezembro eu não vim, pois tinhamos a formatura da Flávia, o aniversário dela no dia 21 e iria ter uma festa, como em todos os anos, e o Eduardo também estava cheio de compromissos. Passou o aniversário, o Natal (meu pai estava lá em Pira, como todos os anos, desde que minha mãe morreu), passamos o ano novo no sítio, eu o Eduardo e a Flávia, foi muito legal, fizemos ceia, colocamos roupas brancas e tudo que tinhamos direito, afinal seria o último ano no sítio.
Viemos para Londrina dia 3 de janeiro, e qual não foi nossa decepção ao vermos que as coisas não estavam andando como deveriam...Assim que encontramos o construtor cobramos dele, e ele falou que não tinha progredido mais, pois a grama ainda não havia sido plantada e minha irmã não queria que colocasse o piso na piscina, pois iria sujar, nossa que raíva, de novo essa história, dessa vez eu falei que era para fazer sim, e que se sujasse depois limpava e pronto.
A essas alturas, já sabiamos é claro, que a casa não iria ficar pronta nem mesmo em janeiro, mas não tinhamos mais como voltar atrás, pois já havia pedido a transferência escolar da Flávia, e pior, do filhos da Léa também, então como voltar atrás agora??? O construtor garantia que a parte dele estava bem no final e que em março poderiamos mudar com certeza e minha irmã alegava o mesmo. Voltei para Pira, mais ou menos dia 15 de janeiro e comecei a preparar a mudança, pois as aulas tanto da Flávia, como dos filhos da Léa, iriam começar no ínicio de fevereiro. Arrumei, encaixotei, embrulhei e preparei tudo para estarmos aqui no dia 5, as aulas iriam começar no dia 7.
A Léa iria morar na casa do caseiro, como mora hoje em dia e em janeiro ainda, comecei a agitar o término da casa dela, pois a casa estava pronta, mas faltava pintar por dentro e colocar pia, vaso sanitário, enfim, faltava terminar e a casa estava cheia de caixas, das coisas que estavamos comprando para nossa casa, e essas caixas estavam guardadas lá, foi um saco, quando eu queria tirar as caixas de lá e minha irmã falava que não, que não precisava, pois o pintor poderia muito bem pintar a casa com as coisas lá, mas isso não aceitei e contratei 2 chapas e mandei tirar tudo de lá, e não conseguia parar de pensar, em como minha irmã gostava de complicar as coisas, para que deixar tudo lá... não conseguia entender, e ainda bem que tomei a atitude, pois senão nem a casa dela teria ficado pronta a tempo.
Quando fui embora em janeiro as coisas estavam caminhando bem, o construtor estava correndo, a paisagista estava correndo com o jardim e estava tudo funcionando.
Quando viemos em fevereiro, arrumamos  a casa da Léa, e ela se mudou com os filhos, e Eduardo voltou para Pira e eu fiquei por conta da obra, só que minha função passou a ser andar atrás de minha irmã, pois ela também não me passava nada, ela queria resolver tudo junto, ela é extremamente controladora, ela queria participar de tudo, eu não podia resolver nada sem o aval dela, eu fiquei conhecendo esse lado, depois de estar aqui alguns dias, e tudo começou a ficar muito ruim, mas eu estava firme no meu propósito de não brigar com ela, então quando alguma coisa me irritava muito, eu preferia sair de perto um pouco e contar até 10, as vezes tinha que contar até 20 ou 50, era muito ruim. E isso acontecia muitas e muitas vezes. Uma delas, que me deixou muito mal, foi quando eu soube, que contra a nossa vontade, ela tinha mandado fazer uma caixa de concreto, com todos os fios passando, para previsão de um dia ter um gerador, coisa que já haviamos descartado a muito e muito tempo, e mesmo assim ela mandou fazer, como se só deixar previsto, não custasse nada, como se o material, os fios a mão de obra fosse de graça, por ser só uma previsão, como se isso não fosse mais uma obra. Ela não se preocupava em economizar. Foi quando falei disso com o Eduardo, que ele se mostrou muito decepcionado com a adminstração dela, pois em vez de procurar economizar, ela gastava cada vez mais, e com coisas tão inutéis, como essa previsão para se ter um gerador no futuro, futuro esse, que já não existe mais, mas, tem uma previsão para ter um gerador.
Sempre que eu perguntava alguma coisa, ou queria que alguma coisa fosse feita, ela me falava que ainda não era a hora e assim os dias foram passando e nada da casa ficar pronta. Chegou março e decidimos viajar com a Flávia no carnaval, resolvemos ir para Santa Catarina, para levarmos a Flávia no Beto Carrero, e foi muito legal. Quando falei para ela que nós iriamos viajar, ela ficou bem decepcionada, pois na cabeça dela, é claro que deveriamos estar aqui para ficar resolvendo coisas que nunca eram postas em prática. Marcamos a viagem para quinta feira, antes do carnaval e ficariamos até o domingo seguinte ao carnaval. Na quarta feira a tarde, ela me chamou para ir para a obra urgente, pois eu precisava resolver de qualquer maneira, nem lembro mais o que era, pois segundo ela, tinha que resolver naquele dia, pois como eu ía embora, tinha que deixar isso resolvido, aí eu falo : " Eu não estou indo embora, só vou fazer uma viagem durante o carnaval e volto, só vou estar fora durante 3 dias úteis, pois com certeza ninguem vai trabalhar durante o carnaval", e eu louca para fazer as malas, e tive que ficar na obra resolvendo coisas, que poderiam perfeitamente ter esperado a minha volta, já que quando voltei no domingo, nada tinha mudado. Estavamos no hotel na sexta feira, nos preparando para sair para o parque do Beto, quando toca o celular, era ela, para resolvermos coisas que não tinhamos como resolver de onde estavamos, a respeito do seguro desemprego da Léa, pode????? Como o Eduardo e eu também ficavamos irritados com isso. Era desgastante e ao mesmo tempo hilário.
Voltamos das nossas "férias" e tudo continuava na mesma. Então comecei a perceber que as coisas continuavam não andando, e comecei a querer soluções, só que tudo era um parto, nunca podia fazer nada, e quando realmente comecei a cobrar e querer as coisas prontas é que foi indo, mas no ritimo dela, pois não podia esquecer que ela estava fazendo um favor. O construtor pedia para quardar os restos dos pisos de cerâmica para poder dar continuidade a outras coisas, ele me falou e eu mandei guardar, aí vem ela e diz que não, pois precisava classificar e separar tudo que havia sobrado e que só ela poderia fazer. Isso é, ela não fazia, mas não deixava ninguem fazer.
Veja bem, já estamos no final de março e nada. Nessa época o Eduardo comprou a casa que queriamos doar para o Sr. Tim, nosso caseiro em Pira, durante muitos e muitos anos, e que o Eduardo queria deixar sem a preocupação dele ter que pagar um aluguel novamente. Nessa época o Eduardo estava louco para vir embora e eu comecei a forçar mais, mas pouco adiantava. Quando chamei uma empresa para fazer orçamento de limpeza da cozinha, pois queria terminar alguma coisa e poder começar abrir nossas coisas, então ela me falou que havia um problema na altura dos sifões das pias e que precisava quebrar a parede para concertar, perguntei desde quando ela sabia disso, ela me falou que fazia tempo, mas não falou nada antes, pois estava esperando eu me decidir se iria ou não fazer um nicho no armário, que em janeiro, antes de ir embora, eu já havia falado que não iria fazer o tal nicho. Nesse dia, tive que contar até 99, pois  foi uma grande decepção. Fiquei muito puta, muito chateada, nesse dia falei com minha comadre e ela lembra de como eu estava indignada com a situação e nesse dia, a noite, quando o Eduardo ligou, logo me perguntou, com uma voz bem desanimada "Paula, e a nossa casa?" e eu tive que contar para ele o que estava acontecendo, pois a essas alturas, já sabia que não iria passar a pascoa em casa, mais uma vez, a coisa não estava funcionando.
Nessas alturas, passei a perceber que o eletricista deixava de fazer o trabalho dele, dentro da casa e ficava acompanhado do rapaz que foi contratado para a instalação dos interfones e das camêras de segurança, e então eu perguntei para ela o porque disso, então ela falou que contratou tudo que haviamos escolhido, mas que ela preferiu não pagar a mão de obra da instalação, para que o eletricista fizesse isso, e pagaria para ele, a mão de obra das instalações. Esse foi outro dia muito ruim, pois na hora me veio na cabeça, o quanto isso estava atrasando as coisas e que eu ficaria refem do eletricista para sempre, pois então, no futuro, quando desse algum problema,  a empresa contratada para esse serviço, não teria a responsabilidade de concertar alguma coisa que desse errado. Mais uma vez, fiquei muito decepcionada com a administração dela, é tão claro na minha cabeça, que cada um deve fazer a sua parte. Ela tomava essas decisões estapafurdias da cabeça dela, ela não pedia opinião, ela simplesmente fazia como queria.
Finalmente chegou o dia de colocar a iluminação na cozinha, já estavamos em abril, nessas alturas. Já tinha escolhido todos os embutidos que seriam usados na iluminação no geral em novembro, reescolhi os mesmos em janeiro, mas foram comprados???? Não, é claro! Tinha que ter mais certeza, mais ainda. Então ela fez o pedido de uma pequena parte, bem pequena mesmo, tanto que hoje o teto está todo recortado, mas não tem os embutidos para colocar, isso em uma obra, que nunca faltou dinheiro, pois realmente nunca faltou, o Eduardo queria sempre pagar tudo a vista para ter descontos, mas era bem mais importante ter uma previsão de gerador, do que comprar o que efetivamente iriamos usar.
Ela me chama, vamos resolver a iluminação da cozinha, e me explicou como ela tinha imaginado, eu não gostei da posição que iria ficar o ventilador e mudei, aí ela fechou a cara e começou a fazer tudo de má vontade, até que nesse dia eu também não aguentei, e falei: "porque você pergunta se não quer ouvir o que eu penso, então é melhor não perguntar, faz do seu jeito, e pronto." Tudo isso era muto desgastante e irritante.
Essas pequenas e grandes coisas que aconteceram no decorrer dessa droga dessa obra, tornou tudo muito estressante e chato. No fundo, por tudo isso, nunca foi uma obra que trouxe grandes alegrias, eu  e o Eduardo sentiamos um enorme prazer em comprar os objetos que iriam decorar e mobiliar a nossa casa, mas a obra em sí, sempre foi muito desgastante por conta desses atrasos e dessas chatices que eram impostas.
Não tenho nem noção de quantos fios, cabos, conduites e tantas outras coisas foram gastas em previsões, como a última que ela queria, porque queria fazer, que era passar um fio por todos aparelhos de ar condicionado, para que nós pudessemos ligar o ar de qualquer lugar onde estivessemos, pelo celular, e ela ainda deu o exemplo "Vocês chegam de viagem, e do aeroporto já podem ligar o ar", eu falei, não quero isso, ela falou "não precisa instalar, basta passar os fios e deixar previsto, se um dia vocês quiserem", nesse dia também acabei perdendo a paciência, quando perguntei "só pra deixar previsto não tem custo? os fios vão ser de graça? não preciso pagar mão de obra?" e mesmo assim ela ainda insitiu nisso, era de matar, era de dar muita raíva, ela não conseguia entender que essa não era a obra da nossa vida, e que nós preferiamos gastar com coisas que fossemos aproveitar, e não com bobagens como essa do ar, essa acho que foi a pior de todas, das que eu sei é claro, pois como já disse, vai saber quais outras previsões tem  nessa droga dessa casa, que no fim, em vez de trazer alegrias, só trouxe aborrecimento e agora uma tristeza infinita.                                                                                                                                                          No fundo faltam tantas coisas, que já poderiam estar no lugar, há muito e muito tempo. Ela foi de uma incompetência que eu não tinha noção, eu realmente acreditava que ela era bem diferente do que se mostrou. E isso simplesmente, acabou com a minha vida e a vida da Flávia.
E foi assim que tudo acabou do jeito que acabou, e eu sinto uma culpa terrível de não ter colocado a minha, a nossa vida, na frente, dessa relação famíliar. Dessa relação tão cansativa, que realmente me rendeu algumas noites de pura ansiedade.
Eu não consigo compreender como tudo pode ter tomado o rumo que tomou, não consigo compreender o que aconteceu com aquela que eu sempre admirei pela esperteza, ter se deixado deslumbrar, não consigo achar outra palavra, para querer e fazer coisas tão cheias de frescura, que não tem nada haver com agente. Eu não participei da reunião do projeto elétrico, essa reunião foi entre a arquiteta e minha irmã, elas me contaram que fizeram um projeto bem detalhado, bem interessante. Até aí tudo bem, afinal não deve ter muitos mistérios em decidir onde vai ter uma tomada, um interruptor, etc. Quando começaram a cortar as paredes e passar os conduítes, tinha sempre muita coisa, um dia perguntei e minha irmã me falou que era para uma luz noturna, ou algo assim, então foi colocado em cada quarto e nos corredores uma luz, voltada para baixo, com um sensor de presença ao lado, quando entendi o que era, ainda quetionei se eu iria gostar disso, pois nós gostamos de escuro e gostamos de abajour, então vi isso como algo totalmente inútil, e que com certeza foi uma frescura muito, mas muito dispendiosa mesmo. Isso não foi uma espécie de deslumbramento? principalmente quando o suado dinheirinho não saia do próprio bolso? Como posso ter sido tão cega? Como posso não ter percebido antes o quanto as coisas estavam sendo doentias? Ela no fundo, não tinha preocupação com a nossa vida, ela queria cada detalhe da casa tão perfeito, mas tão perfeito, que cansou a todos os que estavam participando da construção, inclusive a nós. Porque já estava sendo um suplício estar aqui sem o Eduardo, morando em um quarto, vendo minha filha ser tratadada com desprezo pelos primos, não ter nossa vida e ainda ter que ficar engulindo sapos, para não brigar, com uma pessoa, que está mais do que evidente, é muito, mas muito doente.
Só que ela não procura ajuda, mas 20 dias depois de eu perder o meu amor, ela achou que estava na hora de eu me recuperar, e chamou um médico, mesmo contra a minha vontade, pois eu já sabia que um médico não poderia resolver meu problema, como realmente, não resolveu.
Imagine, a dor que sinto em meu peito, de culpa e arrependimento por não ter mandado minha irmã a merda, como muitas vezes tive vontade.
Um dia depois que ele morreu, ela veio me falar que "infelizmente a vida não quis que ele aproveitasse a linda casa", nossa, me deu vontade de matar ela, e eu falei, que não tinha sido a vida a responsável por ele não ter aproveitado e desfrutado do nosso sonho. E realmente não foi.
Talvez tudo tivesse dado certo, se ela não tivesse tentado assumir um papel que não era dela, em um certo momento ela começou a achar que ela era a construtora e não a administradora dos recursos financeiros, só isso, nada mais. Por outro lado sei que ela se esforçou para fazer tudo no maior capricho, mas ficar presa a tão pequenos detalhes, que as vezes, quando ela me falava, de certos detalhes, para mim não fazia a menor diferença.
Então, é claro que ninguem esperava o que aconteceu, mas para sempre vou carregar esse peso no peito, essa dor tão angustiante que está me matando.
Escrevi isso tudo, porque nesses dias esses sentimentos tem estado muito presentes, acho que porque, a última "surpresa" acabou comigo mais uma vez. Estou devendo um dinheirão para a empresa da pintura, e só essa semana é que fiquei sabendo, tudo estava sendo feito sem orçamentos, e agora que chegou a conta, não sei como vou fazer para pagar, então mais uma vez, em uma obra em que nunca faltou recursos, isso é de uma incompetência absurda, e mais uma vez, minha irmã me surpreendeu, realmente me mostrando um lado dela que eu desconhecia, então a admiração que eu sempre senti, se esvaiu totalmente, e infelizmente, só agora é que consigo exergar a insanidade dessa história toda, como posso ter sido tão estupída em não ter visto isso antes? Como posso ter sido tão estupída a ponto de achar que valia a pena me segurar para não brigar?
Estou com muita raíva de mim mesma, pois chegamos a cogitar a ídeia de alugar um apartamento e só não fizemos pois a promessa da mudança em março, não acarretaria tanto sofrimento, pois seriam só 2 meses, que se transformaram em 4 e que agora já são 8.
Eu perdi minha vida, meu amor, meu sentimento e continuo angustiada como no primeiro dia. Só que agora com mais conciência da minha estupídez.
Talvez, um dia essa magoa passe, talvez um dia eu possa suportar novamente ter um contato com minha "irmã", aquela que já falou várias vezes, que não somos irmãs, e que hoje em dia, eu tenho que concordar que realmente não somos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Não quero....

Hoje acordei razoavelmente bem, fui ao mercado com a Flávia, comprar ração para os cachorros e frutas para a bicharada. A Flávia adorou o programa, pelo menos foi o que ela disse. Tenho muita dó da Flávia, ela amadureceu e mudou muito nesses poucos meses. depois da perda do pai, ela já não é mais a mesma criança de antes. Até 13 de maio, ela era uma criança muito, mas muito criança e muito, mas, muito feliz.     É estranho como os olhos falam pela pessoa, o olhar dela mudou... Não existe mais o brilho da inocência, da infancia sem preocupações, da segurança, do sonho, do acreditar. Não que ela tenha deixado de acreditar na vida, mas o olhar dela, não é tão brilhante como antes... Talvez, eu que não enxergue, mas mudou tudo, inclusive ela.
Sei que eu também mudei, sei que eu não sou mais, o que achava que era. O sentimento da perda nos faz questionar a nossa vida, a vida que queriamos ter, a vida que poderiamos ter, a vida que não vamos mais ter.
A morte é uma coisa horrivel, é um absurdo, é uma dor sem tamanho.
Ontem, no encontro com minha sogra, eu me senti muito triste, mas também tive muita vontade de mandar ela para...., nem sei onde.
O Eduardo pertencia a uma família meio tradicional de São Paulo, e foi criado, com as normas mais rígidas, que podemos imaginar. Ele não foi feliz em vários momentos da vida, mas ele soube o que queria, lutou e conseguiu... Ele só queria AMOR e CARINHO. Sei que foi na nossa relação que ele encontrou o que tanto desejava, mas eu nunca fui muito aceita pela família de origem (como ele costuva dizer), a família é toda muito seca, em relação a sentimentos. Para mim, sempre foi muito estranho, e para ele também... Ele não tinha nenhuma lembrança, nem da mãe, nem do pai, abraçando ou beijando algum filho. E, ontem a mãe dele me confirmou isso, quando me contou, que na casa dela nunca teve muitos beijos e abraços, e ela, só me falou isso, porque, ela acha que eu já deveria ter saído dessa tristeza, ter deixado tudo para trás. Ela acha que eu não deveria me preocupar com os animais "Afinal, são animais, não pensam e não sentem nada" , ela me falou, e mais do que isso, me falou " você não deve perguntar nada para a Flávia, decida e comunique a ela a sua decisão". Isso é tão diferente do que eu imaginei para a minha vida, e o que o Eduardo imaginou para a vida dele também. A família dele sempre foi muito prática e objetiva. É interessante, como tudo pode ser resolvido, sem mostrar sentimento algum. Ele fugiu disso, e nem assim eles conseguem entender, o que é não demostrar sentimentos, que não era isso que ele queria viver.
Não quero mais escrever, pois estou muito confusa!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

AGORA EU SOU....

Amanhã vou para São Paulo, para a reunião com o advogado e depois vou almoçar com minha sogra.
Passei um dia super tenso, estou numa ansiedade difícil de controlar, meu coração está a mil, minha dor está a mil, minha pressão não tenho nem ideia.
Tentei ir ao cabelereiro hoje, mas não foi possivel, justo hoje ela não estava atendendo, então amanhã vou usar um lenço preto, como uma faixa. Apesar, do meu sentimento, não quero que minha sogra se choque com o meu visual, não quero que ela pense, que o filho dela, amou uma mulher tão...tão...tão... sem graça.
Nem sempre fui assim, é claro, mas agora eu sou.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

EU NÃO QUERIA.

Talvez esteja na hora de procurar alguma ajuda, pois sinto que não saio do lugar, estou estancada, estou apavorada, estou pior... Nunca fui tão insegura como sou hoje em dia, nunca tive tão pouca paciência, como tenho hoje em dia, não sei mais o que fazer comigo mesma...
Estou me sentindo tão infeliz, tão sem rumo, tão sem graça, tão sem sentindo, tão mau.... Não quero viver isso tudo, sei que a morte existe, faz tempo, mas não consigo lidar com ela, não consigo sair desse enorme poço de sofrimento e  angustia que estou envolvida, com certeza por minha própria culpa, mas é assim que sou. É uma pena não ter escrito enquanto eu era uma pessoa feliz, era muito legal, era tudo de bom... mas, agora, não sou mais feliz, não sei quem sou, não tenho mais nenhuma resposta para essa droga dessa vida, em que me coloquei por minha própria vontade, achando que iria ser bom, que iria ser legal. Como posso ter sido tão burra???? ter sido tão estúpida???? como posso ter achado que a relação com a família de origem fosse importante????? Estou aqui na casa de meu pai, e não tem nada a ver comigo, nada a ver com a minha vida anterior, nada a ver com nada.
Estou vivendo meses de tormento, meses de angustia, primeiro para esperar a droga da casa ficar pronta, e agora, por estar vivendo sem nenhum sentido.
NÃO QUERO MAIS VIVER, NEM PELA MINHA FILHA, NEM PELO MEU PAI. SIMPLESMENTE, NÃO QUERO MAIS. NÃO AGUENTO TANTO SOFRIMENTO, TANTA ANGUSTIA, TANTA SAUDADE, TANTO RANCOR, TANTA... TANTA COISA, QUE NEM SEI EXPLICAR. SÓ NÃO QUERIA ESTAR AQUI.

domingo, 25 de setembro de 2011

NÃO SEI.........

Nossa, está quase acabando o domingo, ainda bem... E não consigo parar de me perguntar, "O que estou fazendo aqui???????" Não tenho nada a ver com a "família" que eu achava que teria.... Não tem nada a ver com nada......
Eu era tão feliz!!!!!!!! era, mesmo!!!!!!
Por que, em qualquer momento de minha vida, achei que iria ser bom ficar perto de FAMÍLIA??????????.
Sou louca, muito louca (daquelas que merecem internação).
Hoje é aniversário do meu "irmão". Eu fiquei sabendo agora há pouco, mas por todo o rumo que tudo tomou hoje, acho que não fui só eu que fiquei sabendo agora há pouco, acho que todos, ou talvez não.... Não sei e nem me interessa saber.... Esses dias, detestei ver meu sobrinho falando sobre racismo, ele é racista, e meu irmão disse que não pode fazer nada, pois "ISSO É ASSIM NA ESCOLA EM QUE ELE ESTUDA". O que estou fazendo aqui?????? porque estou aqui?????? porque tenho que escutar isso????.
Como pude, ter trocado o que me fazia feliz, por isso que vivo hoje????
Realmente, não sei.........

sábado, 24 de setembro de 2011

COMO FAZER??????

Sabado, hoje é sabado, sabado à noite, mais um sabado que eu vivo, mais um sabado que vai acabar logo, se tudo der certo, mais um sabado sem sentido, mais uma noite estranha, mais uma noite, em que me sinto, mais, e mais, e mais sozinha. Sou uma pessoa totalmente sozinha. Estou em um baixo astral sem tamanho. Não consigo reagir de maneira diferente...
Como escolher, entre o pior, o pior e o pior?
A minha revolta não tem limites, não enxerga, não me faz reagir... Como se sentir bem, em um lugar que não é o seu????? Não tenho nada a ver com o lugar onde estou, e não consigo me sentir bem, em relação ao lugar onde deveria estar!!!! E agora????? Como fazer??????

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

NÃO SEI....

Hoje é sexta feira, dia 23 de setembro de 2011, e eu continuo não sabendo o que estou fazendo aqui????!!! Sei que é errado querer desaparecer, querer sumir, querer morrer, mas eu quero, quero não ter que enfrentar toda essa situação, quero não estar aqui, quero, só morrer, só desaparecer, só não me sentir tão mal quanto tenho me sentido.
Realmente, a tristeza tem um gosto super amargo. Não existe como descrever esse sentimento. É a pior coisa que alguém pode sentir, é o pior, dos piores, dos piores dos sentimentos.
Há muitos anos atrás, fui em uma psicóloga, que me falou que existem  5 sentimentos, que todos os seres sentem, e, essa palavra é TRAMA:
T- tristeza
R- raiva
A- amor
M-medo
A- alegria
Isso nunca me saiu da cabeça, pois, realmente, passei a acreditar que era isso, e acho isso até hoje, nossa vida é uma TRAMA, cheia de emboscadas, cheia de surpresas, cheia de TRITEZAS, cheia de RAIVA, cheia de AMOR, cheia de MEDOS e cheia de ALEGRIAS.
Hoje, não consigo, por mais que eu queira, achar um sentido para essa trama, para essa vida. Estou desesperada de dor, de amargura, de ressentimentos, de angustia, de .... Os sentimentos, são tão confusos, que não comsigo descrever, mesmo querendo.
A morte, é  a pior coisa que alguém pode enfrentar. Hoje o  construtor da casa, me falou 'que a morte é como um leão, ou ela nos devora, ou nós devoramos ela'. Sei que ele estava sendo sincero, pois ele já perdeu um filho, de sete anos, atropelado por um ônibus, na frente da casa dele.
Estou muito transtornada para entender algumas coisas. Estou muito sem chão, estou me sentindo péssima.
Não sei como viver sem AMOR.
Não sei como viver com esse sentimento tão ruim que estou sentindo por minha "irmã", não sei como posso viver sem o meu Gatão, não sei como posso ir adiante.... Não sei como posso voltar a dar segurança para minha filha.
EU ODEIO A MORTE. Sei que acontece com todos, e também vai acontecer comigo, com meu pai, e, com todos que eu conheço, mas, estou com tanta pena de mim mesma, que continuo totalmente perdida.
Perdida de tristeza, de rancor, de amor, de medo.
Gostaria muito de sair do fundo do poço e voltar à tona, mas por enquanto, não consigo, não consigo sair do lugar, não consigo.... só isso, não consigo, por mais que me esforce, não consigo. Foi uma "paulada" sem explicação.... A MORTE É A PIOR COISA QUE TEMOS QUE ENFRENTAR NA VIDA, NÃO PARA QUEM MORRE, MAS PARA QUEM FICA.... E, EU FIQUEI.... INFELIZMENTE.
As sextas feiras são especialmente difíceis, assim como os sabados e os domingos... e as segundas, as terças, as quartas e as quintas. Eu não sei o que fazer comigo mesma....
Quero muito estar ao lado de meu Gatão, de meu Amor, de minha Vida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NÃO GOSTO...

Hoje nem chorei, ainda.
Hoje liguei para minha sogra, e vamos nos encontrar no dia 28/09. Ela me convidou para almoçar na casa dela. Portanto, vou marcar com o advogado de manhã e na hora do almoço, vou para lá.
Continuo me sentindo muito triste, muito sem rumo...Às vezes me sinto mais fortalecida, mas na maior parte do tempo, não tenho a menor ideía de quem seja "EU", de quem sou "EU", do que "EU" estou fazendo aqui.
os sentimentos são tão contraditórios, tão sem graça, tão sem sentido...
Não funciono aos 'TRANCOS". O que devo fazer comigo mesma?????????
Minha vida, é um grande ponto de interrogação?????????????????????????????????????????????????.Não sei como lidar com isso, não sei como conseguir me superar, não sei como posso ir adiante.
Sei que tudo que escrevo, é de um baixo astral sem tamanho, mas é  assim que sou hoje em dia. Me sinto num baixo astral sem tamanho. Sei que é repetitivo, mas quero MORRER. Não gosto de viver o que tenho que viver, não gosto de estar aqui, não gosto de.... nada!!!!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

QUERO SER....

Sou um caso totalmente perdido. Não me conformo com a saída de meu amor de minha vida, assim, sem mais nem menos, assim, de surpresa absoluta, assim, como tudo e como nada; Simplesmente, ele saiu da minha vida, assim como ele chegou, de repente, sem, mais nem menos, simplesmente foi, simplesmente parou de existir, simplesmente, acabou. Simplesmente, estou sozinha, estou sem chão, estou sem poder pensar ou acreditar... Simplesmente, é assim que funciona a vida... Alguns chegam, alguns partem, alguns nos amam, alguns não servem para nada, alguns servem para tudo, alguns marcam a nossa vida para sempre, outros só nos trazem sofrimento...
QUERO MINHA VIDA DE VOLTA, QUERO MEU AMOR AO MEU LADO, QUERO NÃO ME SENTIR TÃO  TRISTE, QUERO SER UMA PESSOA MELHOR, QUERO SER.....

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

É ASSIM...

Hoje estou especialmente triste, especialmente sensível, expecialmente mortificada, expecialmente sobrecarregada com tantos sonhos, com tantas expectativas que jamais existirão. Hoje, foi um dia muito difícil, mas acho que só foi mais um, de outros que virão... de outros, que vou ter que viver, quer queira ou não. Eu realmente não queria....Eu realmente, nem sabia que a vida poderia ser tão difícil, tão complicada, tão irracional... Mas, é assim que é, é assim que está acontecendo, é assim que vai ser de agora em diante.

domingo, 18 de setembro de 2011

AINDA SÃO 21:34.

Eu nem acredito que ainda são 21:34.

NÃO SEI....

Cheguei até às 18:40 sem chorar, porem com um peso tão grande no peito e nos ombros, que nem sei como consegui respirar a tarde toda.
Fui na obra, coloquei alguns acessórios, naquele que seria o nosso banheiro, coloquei o suporte de papel, as argolas para toalhas de rosto, a saboneteira do bidê e só, ainda faltam as barras para toalhas e ganchos. Foi tão sem gracinha, só estou colocando tudo isso, pois já estava tudo comprado a muito tempo, pois senão nem colocaria. Não tem nada mais sem graça, do que colocar no lugar, algo que foi comprado por nós, para nós, e que não vamos usar. Imagine que coisa mais boba. Temos uma banheira no nosso banheiro, uma linda banheira dupla, com hidro massagem, diante de uma linda janela tipo "bay window", e tem prateleiras num nicho, ao lado da banheira, que era para deixar os roupões. É muito cruel, fazer sozinha uma coisa, que foi sonhada a dois. Como sonhamos com os banhos na linda banheira, nos namoros e nas transas que iriam rolar, e, iriam mesmo. Não tem como, ao abrir cada peça, não pensar e não lembrar dos sonhos... dos sonhos não vividos, dos sonhos interrompidos, dos sonhos que jamais se realizarão. No ano passado compramos um enxoval de toalhas novos, vários conjuntos, escolhidos por nós dois, para usarmos no nosso lindo banheiro. Como posso não lembrar ou não pensar? Como posso não me sentir tão triste? Como posso continuar?.
Tudo tem sido muito ruim, mas, fazer as coisas sem a menor alegria, realmente para mim é um desafio e tanto. Era para ser tudo tão diferente do que está sendo, que dói muito, lá no fundo, dos fundos mais profundos dos sentimentos que existem dentro de mim. Eu sempre soube que a vida sem ele, seria muito sem graça, seria horrivel, mas confesso novamente, que é muito mais TERRÍVEL do que qualquer suposição que eu tenha imaginado algum dia. Eu continuo me sentindo muito infeliz, mas muito, muito, mesmo.
Sempre soube que a vida trás surpresas, que ela sempre dá e sempre tira, que ela é boa e ruim, que tudo pode acontecer, sabia de tudo isso na teoria, mas jamais imaginei que a vida pudesse dar uma rasteira tão grande, mas tão grande, a ponto de não se saber mais quem se é, a ponto de não conseguir reagir, a ponto de nos tornar irremadiavelmente tristes. A vida é, realmente, surpreendente. Hoje, entendo muito melhor, quem, por algum motivo, resolve desistir, resolve se matar... Realmente, não temos como julgar ninguem, mas eu sempre achei um desperdicio, quando escutava falar em suicídio, achava uma covardia... Não vou me matar, pois continuo achando que seria uma herança muito ruim para a Flávia e para o meu pai, mas que dá vontade de sumir, de não estar aqui, de não estar tendo que fazer tudo que tenho que fazer, ah, isso dá...
Por mais que eu saiba, que não tenho outra alternativa,a não ser me mudar para "nossa casa" com a Flávia, essa casa sempre vai trazer as lembranças, do que não foi vivido. Eu ainda nem comecei a abrir as caixas dos objetos de decoração, que compramos juntos, e nem sei como vai ser isso. Na maior parte das vezes, eu encaro tudo, pois continuo me sentindo entorpecida (nem fumei o baseado que eu queria, não sei onde comprar um aqui), mas na maioria do tempo, me sinto fora da realidade, fora de mim mesma, fora da vida que me restou agora.
Fiz uma reserva no hotel que vou ficar no ano novo, hoje recebi o e-mail da confirmação e dos dados bancários para o pagamento; junto com isso, vem um e-mail complementar, explicando como chegar ao hotel, mas ao final do e-mail, eles pedem para a pessoa dirigir com atenção e devagar, pois existem muitas curvas perigosas, pronto, esse final, já me fez "suar frio", já me deu "aquele medinho na barriga (como diz a Flávia). Jamais teria me preocupado com isso antes, pois apesar de saber que as pessoas são falíveis, nunca pensava nisso, quando eu sabia que tinha o Gatão para cuidar de nós. Eu confiava cegamente nas habilidades dele (não todas, mas essa da proteção e de saber o que seria melhor, eu nunca tive qualquer dúvida). Mas, não vou desistir da viagem por causa das curvas, o que terá que ser, será... Outra coisa que estou tentando aprender e assimilar: "o que tiver que acontecer, acontecerá, independente do que eu quero ou não". Eu sei direitinho que não quero estar aqui no ano novo, na realidade, não gostaria de estar aqui em nenhum dia, mas, por mais que pense, atualmente, não tenho escolha (mas, também não gostaria de estar em lugar algum, não me vem na cabeça, algum lugar que eu quisesse estar).
Acho que nunca vou para a frente... estou, mesmo sem querer, sempre voltando para trás, sempre voltando para o que não existe mais, sempre pensando, no que iria ser ou no que poderia ter sido. Eu não estou avançando nunca, eu não estou conseguindo, eu não sou nada, eu não sou digna, de ser mãe de uma criatura tão boa como minha filha.
Não sei onde vai dar tudo isso... O telefone tocou, mas eu sei que não é o Eduardo, não é!!!!!!!.
A boa noticia, já são 19:46.

MINHA VIDA SE RESUME...

Mais um domingo sem graça está acontecendo, metade já foi, afinal já são 14:15, portanto já faltam menos horas, de tortura para se viver... Daqui a pouco vou até a obra, vou catar um pouco de mato e vou ficar lá sentindo com amargura e pensando em tudo, que jamais vai ser vivido. É muito amargo, o gosto do desgosto, de não viver o sonho tão sonhado, tão querido, tão desejado. Não consigo me acostumar e nem consigo aceitar o que aconteceu. Até hoje, acabo tendo alguma dúvida, se realmente tudo isso é verdade, até hoje me pego pensando, se tudo não está sendo só um pesadelo interminável, e que a qualquer momento eu vou acordar e pensar: "Úfa, ainda bem que acabou"... Será que isso pode acontecer???? A esperança, dizem, é a última que morre.
Sinto cada vez mais falta e saudade de meu Gatão e de nossa vida em família.
Estou morrendo de pena de mim, sei que isso é triste, mas é real.
Queria que hoje fosse um domingo qualquer do ano de 2025, ou 2026, ou qualquer ano que me levasse para longe da minha triste realidade atual. Que já estivesse em algum "lugar", me sentindo mais forte, mais lúcida, mais conformada e menos triste. Será que esse "lugar" vai existir algum dia???
Será que algum dia vou voltar a sentir paz??? Será que algum dia vou voltar a ser, pelo menos um pouco, a pessoa que eu gostava tanto de ser???? Será que algum dia vou voltar a amar minha filha e as pessoas que eu amava, como eu amava antes???
Será que algum dia minha vida vai voltar a ter pontos de exclamação, em vez de ser um monte de pontos de interrogação???????????????????? Afinal hoje em dia, é nisso que minha vida se resume, a um grande e amargo ponto de ????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Não tem mais jeito. Hoje eu marquei minha passagem para São Paulo, pois quero ter uma reunião com o advogado e também vou ver minha sogra (ainda não falei com ela, mas imagino que vamos nos ver).
Também falei para a  Flávia, que vamos viajar no ano novo, ela ficou apreensiva na hora, mas depois que expliquei porque iriamos viajar,ela entendeu. Ela é uma menina de ouro, ela não tem explicação. Que filha boa que eu tenho, que nós temos.
Hoje ela me perguntou sobre lamentações, e, eu tentei explicar, que eu LAMENTO a cada hora do dia, eu só não falo, pois não tem um sentido em ficar se lamentando o tempo todo. Mas, me fez pensar... Eu, realmente lamento, desde a hora que acordo, até a hora de dormir (quando eu consigo), eu realmente, lamento muito, nos meus sentimentos, toda a falta que ele me faz, toda a agônia que sinto a cada dia que acordo, e sei, que não terei mais ele ao meu lado (isso é uma certeza absoluta???, e se um dia eu encontar uma lâmpada mágica?).
A Flávia, fica apreensiva, pois ela não quer me ver chorar. Logo que falei com ela sobre a viagem, ela me perguntou se eu iria chorar, e eu não sei falar para ela com certeza, sim vou chorar!, ou não, não vou chorar! A minha única certeza, é que vou tentar não chorar, e que também, não quero ficar aqui, não vou ficar aqui, não quero ficar lembrando, e me LASTIMANDO, pelo o que não vai mais acontecer, pela festa que não vai mais haver, pelo ano novo que não vai mais....
Esse vai ser o primeiro ano, em 25, que passo sem o meu amor, sem meu tesão, sem o meu apoio, sem o meu.... nem sei mais o que falar... Ele era tudo,  se não tudo, era grande, mas grande parte de minha vida. No fundo, ele, era tudo.... E agora???????

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SÓ ME RESTA....

A Dudinha está com a doença do carrapato, ela vai precisar tomar antibiótico durante 21 dias. Portanto, posso deduzir, que tudo vai dar certo. Ela não vai morrer, pelo menos, não por enquanto.
Hoje fiquei o dia todo por conta de papéis, papéis, papéis e mais um pouco de papéis. Tem que falar com o advogado, com os bancos, com os gerentes, com os encarregados, com.... é infinita a burocracia. Mas de uma maneira ou de outra, "aos trancos e barrancos", muito mais aos "trancos", eu estou fazendo tudo "direitinho", estou enfrentando as situações que jamais pensei em enfrentar, então posso dizer que de uma maneira, ou outra estou conseguindo.
O que mais dói nisso tudo, é a falta que meu amor me faz. A falta que eu sinto de ter um apoio. A falta que eu sinto de um carinho, de um afago, do Gatão chegando em casa do trabalho, e me falando: "Como foi o seu dia?", de estar fazendo o jantar, e de repente ter uma mão boba no meu "bumbum", como eu ensino para a Flávia. Era super bom acordar no dia seguinte, com ele falando: " Você se divertiu ontem a noite", e ele falava isso, com a maior cara de safado que possa existir... E era tão gostoso, era tão... safado mesmo, era sem explicação.
Eu tirei a sorte grande mesmo! Além de ser bonito (eu não chamava ele de Gatão, à toa, ele realmente, era bonito), era gostoso, era inteligente, realmente brilhante, e também me irritava muito! Mas, era a minha vida, o meu amor, o meu tudo.
Sou uma pessoa muito infeliz, por ter perdido aquilo que me fazia feliz.
Queira ou não, e eu não queria, a vida está seguindo em frente... E a vida me cobra a cada dia, que eu tenha atitudes, que eu faça alguma coisa... E, eu estou fazendo "tudo direitinho".
EU ODEIO MINHA VIDA ATUAL. EU ODEIO FAZER "TUDO DIREITINHO". EU VOU, UM DIA, CONSEGUIR FAZER MINHA FILHA ACREDITAR QUE A VIDA É BOA, QUE VIVER, VALE À PENA.
Apesar, de ainda saber que, tudo vale, eu, não consigo compreender que o sofrimento também deve ser algo inexplicavel, algo que eu não tenho como saber.... Mas, que de alguma forma, vai me transformar (eu não sei quando) em uma pessoa MELHOR.  Só me resta, esperar para ver.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

QUEM É ESSA?????

Hoje fui ao cemitério, tinham flores, e já sei, sem perguntar, que foram de minha cunhada e de meu irmão.
Hoje, está sendo um dia difícil, mais um, só mais um....Acho que ainda virão muitos, muitos dias difíceis, e acho que estou me tornando mais lúcida, mais lúcida e mais lúcida... Que coisa mais entediante...Eu que sempre achei que era uma "metamorfose ambulante", hoje não passo de "uma monotonia entediante", com minhas lamentações, com minha dor, com minha angustia, com meu desespero, com minha incertezas, com minhas frustrações, com minhas decepcões, com meu amor próprio largado, com minhas atitudes e ações repetitivas (é muito chato ser repetitiva, eu falava tanto, que as vezes eu repetia as mesmas histórias, e, então o Gatão entrava em ação, me falando que eu já tinha falado aquilo, eu sempre pedia para ele não me deixar ser repetitiva), mas agora eu sou assim. Não sei como pode, uma pessoa mudar tanto, uma pessoa ser tão irreconhecível, uma pessoa se transformar tanto, em tão pouco tempo. Por que isso acontece comigo???
Eu não sou mais legal, não sou mais alegre, não sou mais expontânea, não sou mais eu... Como pode acontecer isso com uma pessoa?????? Aliás, não sou mais uma pessoa, sou um ser, tentando achar o caminho no meio da escuridão, e, que escuridão!!!!
Hoje eu levei nossa cachorra Duda, ao veterinário, ela está com dificuldade para andar e também está emagrecendo, isso é preocupante... Fiz tudo que tinha que fazer, comprei o remédio e já dei... A única coisa que não quero é que ela morra, pois acho, que seria muito difícil para a Flávia, no momento, lidar com mais uma perda, e para mim também. A Duda chama Duda por causa do Eduardo, ele que achou, ele que, pela primeira vez, sentiu muita pena de um animal maltratado e abandonado. A Duda é uma cachorrinha bem boazinha. É feia, mas, muito feia mesmo! Mas, é a nossa Dudinha. Ela não tem raça, não tem cor definida, não tem nada demais, mas é a nossa Duda. Só quero que tudo fique bem, pois não quero passar pela situação de perda novamente, e não quero que a Flávia passe por isso também, não há tão pouco tempo, da morte do pai.
Tenho total consciência que vou morrer, que todos vamos, mas até hoje, mesmo indo ao cemitério, mesmo tendo participado de toda cerimônia, não consigo acreditar no que está acontecendo, não consigo me sentir totalmente segura, de que, de agora em diante, somos eu e a Flávia.
Eu queria muito fumar um "baseado", um "fuminho", quem sabe eu conseguiria me sentir melhor????? Ou talvez, pior???? Não sei.....
Mas, queira ou não, continuo me perguntando, quem é aquela pessoa que aparece no espelho???? Essa não sou eu, não é possivel uma coisa dessas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

REALMENTE...

Eu queria que alguem me convencesse que, sofrer nos torna uma pessoa melhor!!!!! Eu era muito melhor quando eu era feliz!!! Eu era, muito, muito, muito melhor pessoa do que sou hoje.
REALMENTE EXISTE, COMO, ACREDITAR NISSO??!!!!????!!!

EU QUERO...

Hoje é dia 12, portanto amanhã será dia 13, isso é quatro meses sem a minha vida, quatro meses sem metade de mim mesma, quatro meses sem perspectiva, quatro meses sem amor, quatro meses sem entender nada, quatro meses de pura insegurança, quatro meses represando os pensamentos, quatro meses sem saber o que fazer, quatro meses de angústia, quatro meses de incertezas, quatro meses de espera inútil para melhorar, quatro meses de choro, quatro meses vivendo sem a menor alegria, quatro meses vivendo no inferno, quatro meses que não sei mais quem eu sou, quatro meses de pura infelicidade, quatro meses sem ter um único pensamento ou sentimento bom, quatro meses sem eu mesma....
Fazem somente 121 dias, é muito pouco! isso não é nada! Eu vivi com ele 9.125 dias, e vivo com minha filha 2.737 dias. Já vivi 18.067 dias. Como posso viver sem a metade de minha vida????
Eu gostaria muito de ter fé, gostaria nuito de encarar a situação como uma "coisa que acontece a qualquer um", mas não consigo, não tenho essa força toda.
Até hoje, passados 121 dias, não consigo acreditar, que ele não vai mais estar no avião, no carro ao meu lado, no celular, no telefone, em casa.... Não consigo acreditar que minha vida se esvaiu junto com ele, minha vida está enterrada lá no cemitério, lá, onde tem a tal plaquinha com o nome, ano do nascimento e ano da morte, e uns desenhos que fazem parte, e quem assina o contrato se responsabiliza. Eu não assinei o contrato, foi meu pai, eu nem sabia que existiam regras para cemitérios. Eu nunca fui muito boa em  realidades. Eu deveria ter morrido no lugar dele, ele se sairia muito melhor do que eu. Tenho certeza, que ele se sairia muito melhor para a menina, do que eu tenho me saído.
Hoje, cuidando do jardim (para variar), pensei o quanto ele estaria se saíndo melhor do que eu... Ele pensava mais com a cabeça, ele pensava mais.....
Eu quero morrer!!! Eu quero que essa tristeza tenha fim.... Eu quero... Não, não adianta querer.

domingo, 11 de setembro de 2011

DO PARAISO PARA O INFERNO....

EU ESTOU NO INFERNO!!! Eu vivia no paraíso até fevereiro, vivi no purgatório até maio e agora, literalmente vivo no inferno.
Não aguento mais os gritos, os choros, as crianças brigando o tempo todo, a Flávia chorando e ficando nervosa. Hoje na hora do almoço, mesa das crianças posta, a Flávia sentou e aí ninguem queria sentar perto dela, não é a primeira vez que isso acontece, mas antes eu ainda tinha paciência para relevar, mas agora não consigo mais. Estou muito, muito, muito, muito mau humorada mesmo!
Já conversei com a Flávia, para ela ir se acostumando, pois não vamos estar com os primos dela todos os sabados e todos os domingos (coisa que está acontecendo desde fevereiro), pois eu e o Eduardo sempre preservamos muito nossa intimidade, nossa privacidade, nossa liberdade de ficar em casa com tranquilidade, adoravamos os  finais de semana. Eu não estou aguentando mais essa falta de privacidade, essa falta de respeito com a Flávia, que realmente não merece ser tratada de maneira tão grosseira pelos primos. Ela é uma criança carinhosa, de bom coração, incapaz de fazer mau, ela é uma boa menina, que adora beijos, carinho, abraço, e sempre que ela tentou isso com os primos, era uma coisa horrivel. Ela sofreu muito quando um dos primos falou que ela era a pior coisa que podia existir na vida dele, nossa, ela sofreu com isso durante dias. Numa outra ocasião a prima escreveu que odiava ela. O dia que saiu a entrevista dela no jornal, foi tratado com um verdadeiro desdém por eles, é muito triste, pois não era assim que ela estava acostumada.
Todos os sabados no sítio, sem excessão (a não ser que estivessemos viajando), a Flávia convidava uma ou mais amiguinhas para brincar, eu ligava para as mães e no sabado de manhã ia buscar as crianças na casa delas, a Flávia ia na maior alegria, quando chegavamos, desciamos do carro e as crianças se abraçavam, com verdadeiro carinho, crianças no carro iamos nós, naquela cantoria, numa verdadeira alegria. É claro, que existiam aquelas amiguinhas que ela tinha maior afinidade, mas era sempre alegre. Brincavam juntas de uma coisa, depois iam todas brincar de outra coisa e assim passava o dia, nos dias de calor, brincavam na piscina até não poder mais, na hora do almoço elas conversavam, trocavam idéias, era muito legal. Normalmente, eu montava a mesa delas no quintal, elas adoravam. A tarde continuavam brincando, até a hora do lanchinho, nessas horas a Flávia adorava quando o Eduardo ficava com elas, brincando de jogo das perguntas. A hora do banho, era uma farra, todas tomando banho juntas, que gracinhas. As vezes no final da tarde iamos na sorveteria e então levavamos as meninas para casa, outras vezes todas jantavam e então o Eduardo ia leva-las, enquanto eu aprontava o nosso lanche, um whisky ou um vinho e alguma guloseima gostosinha, e então sim, começava a nossa noite, como era bom.
Mas, enfim, é claro que de vez enquando tinha algum "arranca rabo" entre as crianças, mas era rápido, não tinha choradeira, gritaria, grosserias, aqui é assim sempre, só gritaria, choradeira, grosserias. A Flávia é uma pessoa gentil, o pai dela sempre foi gentil,  e agora ela tem que se acostumar com tantas coisas diferentes daquilo que ela tinha vivido até então. O meu pai tem sido gentil, aqui em londrina, essa é a única excessão, meu pai, não, meu irmão Alexandre, também é gentil.
Mas, eu hoje em dia me sinto "uma estranha no ninho", a cada dia que passa percebo mais e mais,a distância que se formou entre eu e minha família. Nesses vinte anos vivendo juntos em Pirapetinga, e antes 2 em São Paulo, me acostumei a ter minha casa, minha vida, minha rotina, minhas preocupações, enfim, tudo que fazia parte de nossa vida juntos. Realmente eu viva no paraíso, a cidade não era um paraíso, mas a nossa casa sim, eu realmente gostava da vida que eu tinha (apesar de todas as privações), antes e depois de ter a Flávia. Agora, minha vida está um cáos, tenho meia vida, tenho uma casa inacabada, cheia de móveis, objetos e eletrodomésticos empacotados, tenho minha vida toda guardada dentro de caixas e mais caixas.Tenho a responsabilidade de, sozinha, criar e conduzir pela vida, a minha filha, que está passando por todas essas situações tão difíceis e diferentes, que eu nem consigo prever as consequências que isso tudo terá na vida dela.
Quando eu vim para cá em fevereiro, estava no purgatório, não era tão ruim, pois seria passageiro, no máximo dois meses, e foi ai que começou a minha caminhada para o inferno... Como fui tola de não ter percebido para onde as coisas estavam caminhando, como posso ter sido tão estúpida de ter deixado passar as coisas, que eu via e sentia que estavam caminhando de forma errada, e não ter gritado e esperneado, e mandado minha "irmã" a merda???? Por que eu fui pensar e acreditar que eu tinha que ter um ótimo relacionamento famíliar??? Como era bom estar longe disso tudo! Eu vivo me perguntando, por que antes eu não percebia no que a aproximação iria causar? Claro, antes eu vinha e ficava no maxímo 15 dias, então tudo era festa e é claro, eu era feliz e sendo feliz, sabia ter paciência e relevar qualquer situação, pois sabia que tudo era passageiro. Como posso ter sido tão cega, por deixar de perceber que a partir do momento que cheguei aqui com a Flávia, em fevereiro, minha "irmã" relaxou, pois realmente a coisa parou de andar, tudo tinha que ser nos minimos, minimos, minimos detalhes. Que nervoso que eu ficava, eu sinto raiva, muita raiva de mim mesma. Quando em ABRIL, ela me falou que tinha que quebrar a parede da cozinha, embaixo da pia, e ela já sabia, só que não me falou, pois estava esperando eu mandar fazer um nincho no armário, que desde JANEIRO, eu já havia falado que NÃO iria fazer. Nossa, eu fiquei muito mau esse dia, e mesmo assim não mandei ela a merda. Eu queria limpar a cozinha, para começar a desembrulhar as coisas e não podia, porque não tinha iluminação, porque nada podia, tudo tinha que esperar.
Em uma das últimas vezes que o Eduardo esteve aqui, nós comentamos, que parecia que minha irmã não queria que a obra terminasse nunca, pois sem dúvidas, ela fez disso a vida dela, era uma dedicação enorme, a ponto de realmente sair do papel de administradora e compradora, para o papel de construtora, se metendo em tudo e se perdendo, no fim, no tempo, nos prazos, nos custos. Já não hávia mais pessoas da construtora na obra, há meses, eles tinha acabado tudo, mas tinham os minimos detalhes que atravancaram tanto as coisas, que no fim culminou nisso tudo. EU ME ODEIO, me odeio por ter tomado tantas decisões erradas, me odeio por ter acreditado que seriam no máximo dois meses, e que quando vi que tudo estava demorando muito, não ter mandado tudo a merda. Se nós soubessemos que iria levar mais de 4 meses, teriamos alugado um apartamento, mas realmente, ela sempre falou, que seriam 2 meses. Nossa que raiva, por que eu fui acreditar nisso????? O construtor também me falou isso, só que a parte dele realmente foi concluída no prazo que ele falou, só que o que ficou dependendo da minha irmã, tudo foi muito demorado, pois sempre, para por, uma lâmpada, por exemplo, tinha que esperar por ela. A arrumação do piso que sobrou, nossa, que parto foi aquilo, e o construtor me falando: "Paula tem que esvaziar a casa, tem que guardar os pisos que sobraram", então guarda!, mas não podia, pois sem a autorização e organização não tinha como, era tudo muito estressante e irritante, e eu aguentei.... estava no caminho do inferno e não percebi.
Como posso ter ferrado tanto minha vida? minha vida que eu tanto gostava e que me fazia feliz? Hoje não tenho mais minha vida e todos que estão ao meu redor são pessoas totalmente estranhas, que algum dia, de algum modo, achei que seria bom conviver. Como pude ter me enganado tanto???? Justo eu, que me achava inteligente e esperta???
Por tudo isso, estou eu aqui, as 15:50 de um domingo ensolarado, sentada no sofá da casa do meu pai, com o meu sobrinho jogando video game de guerra (o som está bem alto)  e falando com os amigos, com um fone que fica na cabeça dele, falando todos os palavrões que se possa imaginar e alto. Na sala a tv está ligada em algum programa bem barulhento, as crianças estão brincando, gritando e brigando lá no quintal, meu irmão está deitado no sofá dormindo, a namorada dele está no computador, minha sobrinha está no computador ouvindo musica alta, que se mistura com a falação e o jogo do game e tem também a tv, portanto imaginem o próprio inferno, é aqui que estou hoje. Esses são os meus domingos, em vez de estar em casa, fazendo o que quisesse, passando horas agradáveis em família. Antes eu nem mesmo ligava o computador de domingo, tinham coisas mais interessantes para serem feitas, hoje a essa hora, aqui estou eu, que domingão, hein?????
Agora, até daria para encarar tudo isso com amor, mas sem o meu amor não tem como, pois não é passageiro, é definitivo. Imagine o meu receio em tomar mais alguma decisão errada!!!!

sábado, 10 de setembro de 2011

ESTOU....

Estou cansada, irritada, chata, nervosa, tensa, mau humorada e brava, muito brava. Não tá nada fácil hoje, não sei se estou com tpm, pois não lembro mais quando fiquei menstruada a última vez, mas estou como uma panela de pressão. Ainda bem que hoje é aniversário da minha cunhada e daqui a pouco todos vão sair, então vai ser um grande alivio poder ficar sozinha, e mais do que isso, não brigar com ninguem, pois do jeito que estou irritada... e o pior de tudo mesmo é que sempre acaba sobrando para a Flávia, então ainda bem que ela vai junto, até eles voltarem já estarei dormindo, eu espero. Hoje vou tomar um remédinho para me acalmar e conseguir dormir, hoje não tem como escapar.
Consegui limpar boa parte do jardim, estava muito sujo mesmo, mato por todo lado, folhas aos montes, gravetinhos incontáveis, enchemos 15 sacos de lixo com essa sujeira, então pelo menos, deu uma boa melhorada na  aparência geral do jardim. O Eduardo não teria deixado ficar do jeito que ficou, mas agora parte do "Jardim do Eduardo" está bem melhor, está limpo, está do jeito que ele gostaria. Como seria divertido fazermos tudo isso juntos. Fazer as coisas com alegria é sempre gostoso, mas por mais que eu queira, nem mesmo arrumar o jardim que ele tanto gostava, me trouxe um pouco de alegria, pelo contrário, fiquei muito triste por ele não estar participando de tudo isso. Mas, de qualquer forma, estou tão cansada, com dor pelo corpo todo, que talvez eu tenha uma noite inteira de sono, quem sabe????
Está quase na hora da Flávia se vestir para ir ao aniversário e eu estou aqui tentando me acalmar para não brigar com ela. Todas as vezes que ela vai sair é um dramalhão por causa de roupa. Ela está precisando comprar algumas roupas, pois ela cresce rápido, só, que ela detesta ir em lojas comprar, pois ela não gosta de experimentar, então ela acaba comprando qualquer coisa e depois não quer usar. É super irritante. Já tentei eu mesma comprar, mas ela também acaba não usando, pois não foi o gosto dela. Lá em Pirapetinga, eu ia na loja, separava varias coisas e levava para ela provar em casa, o que facilitava bem as coisas, mas aqui não tem como, para levar, é preciso comprar e depois tenho que ir na loja e ficar trocando, é um saco!
Eu entendo que ela não goste de provar na loja, eu também não gosto, mas agora não tem jeito, não é igual em Pira. Acho que estou pronta para chamar ela, para se trocar, já contei até dez várias vezes, então vamos lá..... Pronto, deu tudo certo, ela colocou uma das roupas novas que foram trocadas, e o que ajudou muito, foi que peguei um chapéu de pano que tenho, e que combinou perfeitamente com a roupa, então no fim, tudo deu certo. Nem fiquei irritada (mais do que já estou), e também não teve briga...que bom!!!!
A Flávia deu para falar, que ela não tem mais nada, a não ser a mim. E, o pior é que ela tem razão... o que restou na vida dela, fui eu. E, o que restou na minha vida, é ela. É triste, mas verdadeiro. É triste, mas não temos outra opção. É triste, mas é verdade. É triste, mas é assim que vai ser daqui por diante. É triste, mas ela e eu vamos ter que nos acostumar com o que temos. É triste, mas foi o que nos restou. É triste, mas temos que continuar (mesmo que eu não queira). É triste, mas a vida para mim acabou, perdeu a graça, perdeu a motivação, perdeu a cor, perdeu a razão, perdeu o "por que", perdeu todo e qualquer sabor, perdeu os sonhos, perdeu a esperança, perdeu o amor, perdeu a motivação. Por que eu tenho que continuar?????
Todos já sairam, pronto, acabou. Estou sozinha, estou morta, estou aqui comigo mesma, estou querendo morrer, estou com saudades, estou vazia, estou com saudades dele e de mim!!!!!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O QUE ESTOU FAZENDO AQUI??????

Ufa, está quase acabando o dia. Não vejo a hora. Aqui, na casa do meu pai, por determinação dele e de "minha irmã" o jantar é servido entre 19:40 e 20:00;, que coisa chata, para mim. O nosso jantar, sempre foi servido mais tarde do que isso, e assim me acostumei, principalmente nas sextas feiras, aquela noita tão especial, o dia de tomar um vinho, conversar na varanda, comendo mil bobagens, tipo queijinhos, pãezinhos, torradinhas, azeitonas, e tudo que há de gostoso, para se desfrutar uma sexta feira, ema casa, em família.
Como minha irmã nunca teve a família dela, ela não consegue entender que cada um tem a sua dinâmica na situação famíliar, e, continua agindo como se fosse a dona da casa, de meu pai. Eu, até entendo, como é ruim nunca ter tido uma família de verdade, alguem que pudesse ser cuidado, alguem que merecesse a  atenção necessária, para ser feliz. Essa é a minha "irmã", aquela que ferrou a minha vida, junto comigo, é lógico, pois se, eu tivesse usado minha PALAVRA, a minha VOZ, talvez, e talvez, e talvez, nada tivesse acontecido, talvez nós estivessemos em nossa casa no dia do desfecho final, mas estariamos juntos.
Posso estar errada, e talvez esteja mesmo,, mas todos os detalhes, todos os problemas na cabeça dela que atrazaram tanto a obra, poderiam ter sido evitadas, poderiam ter não ter acontecido, poderiam ter sido bem diferentes.... Hoje, como, antes me pergunto: " que diferença faz, se o piso que sobrou, está quardado de forma certinha, ou não??, que diferença fez, se o piso está da cor que está, ou não? que diferença faz, se o ventilador da cozinha está onde está, ou não? que diferença faz, ter um tanque de lavar os cachorros, que nunca vai ser usado, ou não? que diferença faz, se todas aquelas luizinhas, que acenderam a cada noite, se eu detesto luz a noite??? Mas, sabe, quando não faz diferença em reclamer ou não??? A única coisa que precisava fazer para conviver bem com ela, era concordar!!!!  Como pude ser tão estúpida e burra? Como posso, ter levado a relação famíliar, que nunca vai existir, em prioridade em relação a MINHA FAMÍLIA?
Hoje, em dia tem todas as previsões possíveis e imagináveis  naquela obra, naquela que um dia seria uma casa, naquela que um dia seria um LAR. E tem tantas coisa, que nunca quisemos, tantas coisas, que nunca imaginávamos.
Como posso ter sido tão burra??? Como posso ter estado pensando que ELA, era mais esperta e que consegueria resolver as coisas melhor do que eu???? como fui burra!!!!
Eu acabei com a minha vida e com a vida da Flávia, tudo por não querer brigar com minha irmã, por não querer ver ela chorar. Se eu soubesse, o que iria acontecer, eu realmente teria mandado ELA e a FAMÍLIA para MERDA.
O QUE ESTOU FAZENDO AQUI????????????
Tenho uma linda casa, um lindo jardim, um lindo tudo que não tem o menor significado, que não tem nada, mas nada mesmo com os meus sonhos.

QUE DIA....

Hoje, estou passando uma manhã particularmente triste. Tive um sonho com o Eduardo, e acordei muito triste e deprimida. Sonhei que ele não gostava mais de mim, que ele não se importava mais com a nossa relação. Ele não metratava mau, mas me ignorava e eu estava morrendo se saudades e querendo ficar com ele, e ele agia com total indiferença...falando que tinha que viajar todos os dias nessa semana. Eu perguntava se ele não gostava mais de mim e não queria conservar nossa relação e ele não respondia, fazia uma cara de indiferença. Essa situação me deixou triste e desesperada no sonho. E eu acabei acordando me sentindo como estava no sonho.
Agora, são 12:17 e já chorei algumas vezes, estou com o peito oprimido, estou realmente muito triste, mais do que o normal. Voltou aquela sensação de querer desistir de tudo, e voltou bem forte. Bem que tentei reagir, fui até a unimed, pois estou sem plano de saúde, desde maio, foi cancelado e eu não sabia, pois era o Eduardo que fazia esse pagamento e eu nem tinha pensado nisso. Há uns dias atrás liguei para transferir o endereço e descobri que foi cancelado por falta de pagamento. Isso me trouxe uma certa insegurança, mais uma...Mas fui lá hoje de manhã e agora vou resolver o que fazer.
O dia hoje está chuvoso e nublado, um convite para a tristeza.
Juntando o sonho (que na realidade foi um pesadelo), o dia nublado, esses peso no peito, esse desanimo de viver e resolver as coisas, estou tendo um dia horrivelmente triste e choroso.
Será que um dia vou conseguir enxergar uma luz no fim do túnel? Será que esse túnel, realmente tem um final? Achei que tivesse dado alguns pequenos passos para a frente, mas infelizmente, hoje voltei tudo para trás. E, o pior é que o dia está só na metade.
Estou começando a pensar que realmente preciso procurar um médico, ou um psicologo, mas agora estou com tantas coisas para pagar, coisas que ficaram para trás da obra, escola, dentista da Flávia. Preciso pagar os serviços que foram completados nesses meses, que estou com o dinheiro comprometido, mas o mes que vem, vou acabar procurando alguma ajuda.
É muito difícil não ter amigos, pois aqui em Londrina, não cheguei a fazer amizade, não posso contar de conversar com a família, pois simplesmente não flui. Meu pai se sente a vontade para falar da parte prática, que não é o que eu gostaria de ficar falando, pois bem ou mal estou resolvendo o que tem que ser resolvido. Com meus irmãos não tem muito o que falar, com meu irmão mais novo tenho mais afinidades, mas não estamos sempre juntos, o outro irmão que mora aqui, está super preocupado (como sempre), com ele mesmo. Com minha irmã não tenho absolutamente nada para falar, pois não existe a menor intimidade entre nós, nunca existiu uma relação intima, e depois de todo o acontecido, já não sinto mais vontade de tentar uma reaproximação, pois somos pessoas MUITO diferentes. Portanto acho que realmente preciso ter com quem falar, escrever me ajuda, por isso escrevo tanto, é a única saida que tenho nesse momento. E também como sou muito repetitiva em meus tormentos e sentimentos, ninguem aguentaria ficar me escutando. Ainda bem que o computador não tem ouvidos, pois nem ele me aguentaria.
Está na hora do almoço e vou levar a Flávia para a escola, depois vamos ver o que acontece.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O TEMPO DIRÁ....

Hoje passou, mais um hoje, mais um dos hojes interminávieis. Estou começando a achar que realmente tem alguma coisa errada comigo!! Já sei que faço parte do grupo dos exagerados, é uma informação importante, mas não sei como usar essa informação de forma objetiva, sou muito exagerada, e aí???? O que eu posso fazer com esse exagero todo???
Eu adorava ser feliz!!! Que afirmação mais sem graça... quem não gosta de ser feliz??? Tenho que perguntar de outra maneira: Como ser infeliz, sorrindo???, sendo educada????, sendo falsa????. Como posso aprender a ser infeliz????, a ser triste???, a ser sem graça?????, a ser, o que eu não sei ser??????, a ser essa pessoa tão, tão, tão, sem gracinha, em que me transformei? Como posso não me reconhecer em nenhuma situação? Como posso ter me transformado tanto assim? Realmente sou "uma metamorfose ambulante", sempre adorei essa música, mas acho que não sabia que poderia ser tão real, que eu seria capaz de me transformar tanto...Será que vou ser assim para sempre?, ou será que um dia, me transformarei de novo? Só o tempo dirá... ( o Eduardo detestava quando eu falava isso, e fazem anos que eu não pensava ou sentia essa frase, acho que ele não gostava da insegurança, ou da certeza que ela trás, mas nesse momento foi isso que senti, realmente, nessa posição em que me encontro, só o tempo dirá).
Estou me sentindo muito feia, muito sem graça, muito desinteressante, muito para baixo, muito sem auto- estima, muito sem chão, muito sem nada.... Realmente, preciso saber, quem é aquela pessoa que aparece no espelho, quando "eu" estou na frente dele????
Minha vida, hoje em dia é uma grande interrogação?????????????????????
Sinto muita falta de mim, sinto muita falta da alegria, sinto muita falta de SER EU MESMA, OU PELO MENOS, AQUILO QUE EU ACHAVA, QUE ERA EU!!!!!
Será que em algum dia vou resurgir?? Será que em algum dia vou me reconhecer???? Será que em algum dia vou conseguir????? Será que em algum dia....????????????????????

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

HOJE, EU CUIDEI DO JARDIM.

Hoje, limpei um pouco o jardim da casa, passei o arame na cerca para guiar uma das trepadeiras que tem no jardim, e são muitas, nós adoravamos trepadeiras, e quando estavamos definindo as plantas do jardim, acabavamos escolhendo mais uma, e mais uma, e mais uma. Grande parte foi plantada, mas, algumas não. Elas estão sem guias e portanto estão todas embaralhadas, mas deu para cuidar um pouco.
É muito difícil fazer tudo isso, pois não tem como deixar de pensar, em como estaria sendo divertido fazer tudo isso, com alegria, com boa vontade, com orgulho de ir vendo tudo florescer e o jardim tomar forma. A jabuticabeira produziu muito, o pé de carambola também, a mangueira está com flor e o pé de nêspera, está carregado, enfim todas as árvores que o Eduardo escolheu, eu concordei com todas é claro, mas as ídeias de ter essas árvores foi dele; O jardim todo foi idealizado por ele. Imagine, como é triste ver tudo isso e ele não estar aqui participando. É muito injusto, é muito ruim viver isso, é terrivelmente ruim.
Estou precisando muito de um sonho, preciso me fortalecer, preciso sonhar!!!                                            
 Gatão, por favor, fale comigo, esteja comigo, fique comigo essa noite!!!! Te espero,
Paula.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

CONTINUO PERDIDA....

Não sei porque, esses dias, estou me sentindo muito desanimada. Estou tão cansada de me sentir dolorida o tempo todo, estou tão cansada de ter que resolver tudo, de tomar decisões( não que eu não tomasse decisões antes, mas agora cada decisão errada pode acarretar grandes problemas no futuro). Me sinto muito insegura com tudo que aparece pela frente. Em algumas horas me sinto melhor e mais fortalecida, mas na maior parte do tempo, me sinto muito insegura mesmo. Tem sido terrivelmente difícil viver sem a menor alegria.
Hoje, uma pessoa foi colocar um forro de palha, no teto da varanda. Nossa, como doeu!, essa forração em palha foi idéia do Eduardo. Quando estavamos em conversas com a arquiteta, antes do projeto ficar pronto, ele viu em uma revista uma foto de uma varanda, forrada com palha, ele adorou e falou para a Marize que ele queria a nossa varanda assim. E, de fato era bem bonita mesmo. Fui atrás da palha e consegui um fornecedor em Santa Catarina, que me vendeu a preço de custo, pois era uma quantidade grande. Comprei essa palha, já deve fazer quase um ano, e essa semana eu autorizei a colocação, pois não tinha outra coisa para fazer com essa palha toda. Mas, doeu muito, ver um dos sonhos dele se concretizando e ele não estar participando, isso não é justo, não é mesmo. Realmente, essa tarde me deixou arrasada.
Essa casa me deixa sempre em muitas dúvidas, fico dividida entre assumir, mudar e me orgulhar do patrimônio que ele construiu para nós, ou desistir disso tudo; Pois não é facil, ver tudo que está lá na obra, ou melhor, na casa, e não sofrer muito... Tudo que tem lá, absolutamente tudo, foi comprado e idealizado por nós dois, portanto, isso trás um sofrimento sem tamanho, pois, para cada coisa que eu olho, lembro de quando foi comprado, o que foi pensado, o que foi conversado. E veja bem, que estou falando de cada objeto, desde movéis, quadros, pratos, talheres, cortinas, terrinas, travessas, bandeijas, toalhas, e tudo, mas tudo mesmo que existe dentro de uma casa ( e nós mulheres, sabemos que não é pouca coisa...).
Não sei explicar direito, mas, apesar de termos sido muito felizes em Pirapetinga, tinhamos consciência, de todas as restrições pela qual passavamos, e quando resolvemos construir nossa casa, queriamos tudo novo, tudo que sempre gostamos e nunca, nos últimos 20 anos tivemos a oportunidade de usufruir, e isso não incluia só objetos, mas também, estarmos mais juntos, levar e buscar a Flávia na escola, passeios, diversão, viagens e etc.. etc.. etc..tudo que uma família sonha. É... eu construi minha vida em cima de sonhos, e os sonhos vão tomando proporções tão grandes, que quando eles desmoronam,, não tem mais chão para se colocar de pé. Eu acho que um dia vou conseguir colocar os pés no chão novamente e me manter em equilibrio sobre ele, mas por enquanto, a sensação que tenho, é a de estar me equilibrando em uma corda bamba, sem rede de proteção embaixo.
É por isso que estou me sentindo tão cansada, tão exausta... Não tenho mais o meu porto seguro, o meu arrimo, o meu amor, o meu sentimento, a minha pessoa, o meu mundo, a vida que eu conhecia e amava.
Sou um caso perdido, não consigo sair do lugar... Não consigo achar como e nem porque continuar (isso não é totalmente verdade, pois existe a Flávia e sei que sou responsável por ela, e, é só por isso que estou aqui agora, pois se não fosse isso, não estaria mais).
Detesto a vida que tenho hoje, detesto deixar para trás o que eu amava de paixão, detesto estar aqui, na casa de meu pai, e detesto a ideia de mudar para minha casa, para nossa casa... DÓI DEMAIS, E CONTINUO CADA VEZ MAIS PERDIDA!!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O QUE ESTOU FAZENDO AQUI??????

Continuo tão perdida, tão sem rumo como no primeiro dia do "novo" incio de minha vida. Hoje fui na caixa econômica federal, para entrar com o pedido do FGTS. Tudo que eu não queria e nem imaginava que fosse fazer um dia... Mas lá fui eu, munida de todos os documentos, e documentos, e documentos que precisam para se ter acesso a isso ( infelizmente, temos que fazer, eu não queria, mas tenho, e todo mundo diz que é para o bem de minha filha), então lá vou eu, com a pasta no meio do braço, sem moedas e sem celular ( que não tenho mais mesmo), para poder entrar no banco. Entrei, peguei a senha e fiquei lá esperando um monte de tempo. Entrei às 11:30 e sai às 14:40, foram horas, esperando para fazer uma coisa que eu não queria, e que queira ou não, tem que ser feito. Que vida estranha, que vida diferente é essa que eu nunca imaginei que existisse???? tenho que provar tantas coisas, tantas situações, tantos absurdos, que dá  vontade de gritar, de chorar, de espernear. Mas, não dá. Mesmo chorando, gritando e esperneando, essa é a lei e ela tem que ser cumprida. Então, vamos lá.
Hoje meu carro quebrou, simplesmente quebrou de novo no meio da rua, e eu liguei para o meu pai... é muito triste ligar para o pai depois dos 49 anos, eu tinha que ligar para o meu marido, para o meu amor, para o meu companheiro, para o meu mundo ( que iria dizer: "essa é a minha mulher").... Mas ele não estava mais lá para receber a ligação e resolver o meu,o nosso problema, pois o carro era nosso.
Quero muito, mas, muito mesmo, minha vida de volta. Como pude ser tão idiota de pensar que a relação com a família de origem era mais importante do que a relação de família formada?? Formada por amor, por palavras, por.....
Nunca mais vou permitir, que alguem tome conta de minha vida. Hoje sou eu, eu, eu, eu e minha filha.
Eu odeio a vida que estou vivendo, isso não é vida! Não aguento mais as grosserias de meus sobrinhos, com a minha filha , meu irmão acha bonito ser grosseiro, é duro de engolir, mas é assim que ele é, e que cria os filhos dele. Não consigo saber, o que estou fazendo aqui?????????

domingo, 4 de setembro de 2011

Domingo está acabando, viva!!!!!! Finalmente passou mais um, dos domingos tão sem graça. Como a vida de uma pessoa pode mudar tanto????? Simplesmente, continuo não vendo nenhum sentido em estar aqui. O que estou fazendo aqui??????
Eu era e sou louca por meu amor, por minha vida. Hoje achei uma pasta com as coisas que eu escrevia para ele, tem telegramas, cartas, bilhetes e fotos de sacanagem, as deliciosas sacanagens que faziamos juntos. Fotos de uma época que não existia câmera digital, e eu, tinha uma câmera ótima, daquelas de desparo automático, e convencional, e com essa máquina fizemos fotos deliciosas de se ver... Fotos das mais puras das sacanagens, que pessoas que se amam possam fazer. Foi engraçado ler todas essas coisas, pois apesar dos anos terem passado, nunca deixamos de nos amar, de querer estar perto, de acreditarmos em nosso sentimento. Eu sempre fui muito ciumenta, e como não iria ser? Ele era o máximo mesmo, era lindo, gostoso, fogoso, delicado, amoroso, inteligente, e tantas coisas mais.... Também era irritante em muitas circustâncias, mas já tinhamos aprendido a conviver com as qualidades e os DEFEITOS, de cada um. A vida era muito boa.
Nesses últimos meses estavamos muito apaixonados, as conversas, os encontros, os sonhos, o tesão, o desejo de realizar tudo, era muito grande, era tão latente. Sinto que a vida foi muito injusta comigo e com ele, pois depois de viver tantos e tantos anos  em um lugar sem perspectiva, agoar que iriamos viver o que gostavamos, "foi tudo por água abaixo".
 Tudo dói demais e eu continuo perdida!!!!

sábado, 3 de setembro de 2011

ESTOU APRENDENDO....

Hoje o dia passou, não passou rápido igual antes, mas passou. Fiquei muitas horas na obra hoje, colocando algumas coisas em ordem, e o espaço de brincadeiras da Flávia, finalmente ficou pronto, e ela se sentiu muito feliz. Brincou muito, sozinha e mais tarde com os primos, que foram até lá. Ela e a Léa fizeram um bolo de cenoura, aqui na casa do meu pai, e levei o bolo lá na obra para o lanche. Eles adoraram e ela não queria vir embora de jeito nenhum. Foi muito bom ver ela tão feliz.Tudo estaria perfeito se não fosse a falta que eu sinto de meu amor. É tão injusto ele não estar participando disso tudo, é tão injusto ele não poder ver e viver todos os sonhos tão sonhados. É injusto com ele, e eu acho que comigo também. Cada vez que faço alguma coisa lá, não consigo deixar de pensar em como poderia estar sendo, tão mais feliz, tão mais encantador, tão mais alegre.
Realmente é muito ruim fazer as coisas com tristeza e sentir a vida sem nenhuma cor. Hoje, enquanto estive lá, na obra, fazendo uma coisa e outra, ficava imaginando que eu talvez, estivesse fazendo essas mesmas coisas, e o que ele estaria fazendo e como estaria reagindo naqueles momentos. Já deixei de ficar pensando que queria minha vida de volta, já quase entendi, que ela não vai mais voltar.... Será que realmente não tem mais volta?????? Tudo e todos me fazem crer que não, mas ainda não tenho CERTEZA ABSOLUTA. Eu amava minha vida em família, eu amava viver, eu amava a natureza, eu amava, e amava, e amava...Mas, agora só resta conjulgar tudo no passado, não dá para conjungar mais nada no futuro, e acho, que talvez eu esteja aprendendo a conjulgar no presente ( o que é muito chato, mas muito chato mesmo), eu sempre adorei, PASSADO, PRESENTE e FUTURO.
Hoje em especial, o dia não foi tão ruim, e agora a noite entrei na internet, e como sempre, nesses últimos meses, li o meu horóscopo e foi um "banho de água fria":

"Dois lados empurram você para direções diferentes nesses dias, a começar de hoje. Um deles sonha alto, quer o melhor dos mundos, entrega nas mãos dos deuses o porvir. O outro sabe que tem que pegar a vida pelo chifre, sem delongas, escolha!"

De novo estou me vendo em situações tão antagônicas, de novo sei que tenho que ser realista e não sonhadora, como podia ser antes. De novo, tenho que ter os pés no chão. De novo, tenho que entender que sou só eu, só eu, só eu...e, que vida, essa que me resta, agora, não permite sonhos, nem planos e nem ilusões.
Mas, aos "trancos e barrancos", mais aos "trancos", acordo todos os dias, faço o que tenho que fazer, passo pelo que tenho que passar, e, tento, tento, tento, tento, e vou tentar, tentar e tentar... É um bom começo, e começo, está no presente ( estou aprendendo, aos "trancos", mas estou...).,

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

É MUITO RUIM SER TRISTE.

Hoje foi o retorno no médico da Flávia. Ela foi ao médico há duas semanas atrás, pois estava sempre se queixando de dores no corpo, principalmente na barriga, no ouvido e na cabeça. Ele receitou um remédio homeopático, e então as dores de barriga e no ouvido passaram, mas a de cabeça continuaram. Ele trocou de remédio e me falou para não super valorizar essa dor, pois é só um modo dela extravazar a dor do luto que ela está sentindo. Eu concordei, pois essas dores todas começaram depois que ela perdeu o pai, e é claro não existe nenhum outro sintoma que acompanhe essas dores, tipo náuseas e vómitos, ou qualquer outro sintoma que seja preocupante, ele acha que isso tudo faz parte do processo de luto que ela está vivendo.
Acho que só agora, passados alguns meses do acontecido, que ela está tendo a noção real de todas as mudanças que está acontecendo em nossas vidas, depois que o pai morreu. Essa semana ela me perguntou de maneira insistente se nunca mais iriamos viajar, se nunca mais iriamos ao Beto Carreiro, ao Beach Park, a praia; se agora só iriamos ficar em casa. Deve ser muito difícil para uma criança de 7 anos, começar a perceber todas as mudanças que estão e vão continuar acontecendo, se para mim é confuso, imagino para ela.
Sempre gostamos muito de viajar, antes eu e ele, e depois com a Flávia. Nunca deixamos de viajar. Ele tinha loucura para levar ela para a África, e claro que era nossa viagem dos sonhos. Mas falei para ela que eu vou levar ela viajar, e vou levar mesmo, principalmente no ano novo. Estou pesquisando algumas alternativas e todos os hotéis ou resorts nessa época do ano são muito caros, então estou pesquisando algo sem ser na praia, e espero conseguir encontrar.
O médico hoje me falou que eu tenho que melhorar para a Flávia poder melhorar também e voltar a sentir confiança na vida novamente, eu até entendo... Mas como fazer isso? Ele me falou também que eu preciso entender e aceitar que eu estou viva (mas ele não sabe como é viver sem metade de nós mesmos), então ele não sabe que estou viva, só pela metade, que estou meio viva. E, meio viva não é, como estar viva por inteiro.
Já decidi que vou mudar para "nossa linda casinha", pois não tenho outra alternativa no momento, e porque também não aguento mais ficar aqui na casa do meu pai e nem a Flávia aguenta mais. Ela está louca de saudades e de falta das coisas e da vida dela, das comidas que ela gosta, da rotina que todos nós gostamos. Mas, é muito triste fazer todas as coisas sem alegria, essa é uma das piores coisa que tenho que aprender, a fazer coisas sem a menor alegria, sem o menor entusiasmo, sem o menor sentimento. É muito ruim ser uma pessoa triste, é muito ruim não sentir nada de bom. Sinto muita falta de mim mesma, eu gostava muito de mim, não tinha noção de quanto eu e ele estavamos tão ligados, tão juntos, tão.....(não existem palavras que possam descrever os sentimentos).
É muito ruim ser uma pessoa triste, é muito ruim sentir tamanha tristeza.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

QUEM???????

Estou aqui, nesse lugar, aqui nesse lugar, que não tem nada que me faça sentir em casa, num lugar que não tem nada que me faça sentir alguma alegria, seja ela qual for...Não me canso de perguntar: "O que estou fazendo aqui!!!"
Já entendi, ou tento entender, que isso tudo não tem nada, mas nada mesmo, que desejei para minha vida. Decorrido 10 dias do ocorrido, minha "irmã" falou que o Eduardo me trouxe aqui, porque ele sabia do apoio da família, e desde aquele momento pensei: "Ele nunca me trouxe para cá, eu vim, porque acreditava que não iriamos ficar separados por mais de dois meses, porque senão jamais teria vindo." Essa é a mais pura das verdades, não teria me separado dele. Ele era o centro de minha vida. Ele era o amor que eu acreditei ser para sempre. E foi, como dizia Vinícios de Moraes: " que seja eterno, enquanto dure."
Não tem nada, que me eu tenha medo, nada mais que me faça sentir tão mal, nada que possa trazer de volta a pessoa que cuidava de mim e me protegia, e me fazia feliz... Será?????????:
Eu não chorei hoje, e não chorei ontem.... É um bom sinal...
Estou me acostumando a  ser, quem eu sou hoje em dia, essa desconhecida, que eu olho no espelho, e não tenho a menor idéia de quem seja. Quem sou eu??????