TENHO QUE APRENDER

TENHO QUE APRENDER A CONVIVER COM A DOR DA MORTE A DA AUSÊNCIA DE QUEM EU AMO

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domingo, 31 de julho de 2011

U TOTALMENTE DESESPERADA DE DOR. S

EU QUERO!!!!

Hoje foi tão ruim como ontem e já sei que será tão ruim como amanhã. Quero minha vida de volta, quero meu amor, quero me sentir amada, quero alguem que me proteja dessa vida ingrata, quero meu GATÃO!!!!.

sábado, 30 de julho de 2011

EU QUERO MORRER!!!!!!!!!!!!

Estou aqui, e estou sozinha... Todos sairam para o churrasco, para a reunião. A Flávia foi com o meu pai. O meu irmão foi com a namorada e levou o lencinho que esqueci de mandar, para a Flávia. Ela está resfrianda, por conta da entrada na piscina. Quando estava vestindo ela para o churrasco, ela me perguntou se ela iria morrer se ficasse resfriada. Falei que não, e ela insistiu, perguntando se eu tenho absoluta certeza de que ela não vai morrer, e eu falei que não, não tinha nenhuma certeza, mas que eu não conhecia ninguem que já tenha morrido por causa de um resfriado. Expliquei que o pai dela não morreu por causa disso, e então ela me perguntou, porque o pai dela morreu. Eu não sei, não sei porque ele morreu, não sei porque todos vamos morrer um dia, mas sei que todos morreremos, mas como explicar isso para uma criança de 7 anos? Quando eu tinha 7 anos nem pensava em coisas desse tipo, nem mesmo imaginava que a morte podia fazer parte da vida de uma pessoa, imaginava que só acontecia na televisão, nos filmes, no bambi. Só conheci o que era  a morte, quando meu avô morreu e eu já tinha mais ou menos 13 anos, já dava para entender alguma coisa, mas tão pouco do que sei hoje, aos 49 anos.
Nesse meio tempo perdi duas avós e minha mãe, mas nada se compara a ter perdido metade de mim mesma. Pelo próprio esquema de vida do Eduardo, pelo trabalho dele, já fui em muitas ocasiões sem ele, mas de qualquer maneira eu sabia que ele estava lá, era só ligar e ele iria atender e me falar alguma coisa. Era só ligar e ele iria atender e iria falar "oi |Paula, está tudo bem?"
Sou uma pessoa bastante complicada nos sentimentos e em como resolver certas questões. Sou assim simplesmente. Devo, eu sei ter que aceitar e compreender que tenho uma filha para cuidar, mas por mais que eu queira não consigo. Sou muito mais fraca do que eu poderia imaginar, sou uma péssima mãe, uma péssima filha e uma péssima irmã.
Realmente a vida continua, sempre ela vai em frente, sempre existe algo mais do que eu supunha. Já ví alguem enfrentendo algo igual, senti muito pela pessoa, mas jamais realmente entendi o que cada um estava passando até sentir igual, e minha falta de fé, de acreditar, diferentemente de outras pessoas, está me levando por um caminho sem volta. Não consigo aceitar de forma alguma o que aconteceu, mesmo sabendo que cada um tem o seu percalço na vida e que todos que estão passando por situações iguais ou piores também estão tentando sobreviver.
Infelizmente não sei passar pelo que a vida está impondo para mim, não sou uma pessoa que poderia trazer qualquer coisa boa a ninguem. EU QUERO MORRER! QUERO QUE TUDO ISSO ACABE! QUERO MORRER, MORRER, MORRER E MORRER. QUERO IR PARA O TÚMULO JUNTO DELE.
Não acredito que vamos nos reencontrar, mas não quero continuar, quero minha metade, quero meu coração, quero meu sentimento de volta, quero não ficar chorando e sendo uma pessoa amargurada e sem vida. Já não sou mais nada do que já conheci algum dia.
Estou me sentindo tão triste, e essa tristez me esmaga de tal maneira, que não quero continuar... Nem mesmo pela minha filha, que sei que estará melhor sem mim. Ela precisa realmente de alguem que possa dar a ela um sentido para essa vida tão sem sentindo, pois qual é o sentido que tem essa droga dessa vida? Porque temos que viver?  Porque temos que..... São tantos os porques, que nem vale a pena falar deles.
Meu maior desejo é acabar logo com isso... Estou deprimida e desesperada. Sei também que todos só valorizam os fortes, mas eu não sou forte, sou fraca, sou bem diferente da maioria. Não sei continuar vivendo sem metade de mim. Se hoje eu estivesse escrevendo sobre a minha superação, sei que seria bem aceita e que todos concordariam e até mesmo me dariam palavras boas por isso, mas como sempre é um texto de não superação, não merece nenhuma critica ou comentario, pois ninguem gosta de pessoas fracas, ninguem gosta de pessoas depressivas, ninguem gosta de pessoas que não se superam. Eu não consigo superar a minha dor, a minha falta, o castigo de estar vivendo... EU QUERO MORRER!!!!!

É TUDO MUITO RUIM...

Hoje está sendo um dia muito penoso, está pior do que ontem e sinceramente espero que esteja pior do que amanhã, pois, senão o domingo será muito ruim, mas muito ruim mesmo.
Essa semana tiveram alguns dias melhores, muito por conta de providênciar a instalação dos bichos, pois ainda faltavam alguns detalhes de arrumação nas casinhas, sai, comprei o que precisava ser comprado, arrumei tudo conforme o planejado e ver a Flávia tão feliz, correndo com eles, pegando todos no colo, foi emocionante ver a alegria dela. Mas foi muito injusto o Eduardo não ter podido ver as cenas dela correndo pelo jardim, toda eufórica, toda feliz... Cenas essas tão sonhadas por nós dois. Ela nunca gostou muito de ir na obra, e nós entendiamos que estava tudo sempre tão confuso, sujo, feio que não tinha nada que ela pudesse associar com um lar, uma casa em funcionamento. Mas quando os bichos chegaram, sabado passado, tudo mudou,e essa semana ela foi na obra todos os dias e até mesmo entrou na piscina de roupa e tudo, e o Eduardo não viu e nem participou, é a coisa mais injusta que poderia acontecer. Realmente a vida é muito estranha.
Apesar da presença dos bichos, que claro deram algum movimento diferente na obra, continuo achando tudo muito sem graça, não feio, mas totalmente apagado, as cores, o jardim, a piscina, não tem cor, não tem vida. A tristeza é muito estranha, ela tem o dom de nos cegar, de nos fazer carregar um peso nos ombros e no corpo que nos fazem quase desabar no chão para ser esmagada por tamanho peso, e se eu soubesse que se eu caisse ela me tiraria daqui, não exitaria em cair e me deixar levar...
No sabado passado aconteceu uma coisa muito estranha também, quando chegamos no aeroporto, eu e meu pai, a minha cunhada levou a Flávia e as meninas dela para nos esperar no aeroporto, e quando estavamos esperando as malas eu vi a Flávia no saguão esperando anciosa, pois estavamos longe uma da outra pela primeira vez na vida, há 5 dias, e eu não tive o impulso de sair para dar um abraço nela (aqui em Londrina, isso ainda é possivel, sair da sala aonde pega a bagagem, abraçar quem está esperando, e voltar para pegar as malas), e ela ficou bastante decepcionada com isso e eu também, pois só confirmou o quanto meu coração está duro, o quanto ele não sente mais nada por nada e nem por ninguem, se é horrivel falar isso, imagine como é sentir isso. Sempre fui uma pessoa muito eufórica, bastante alegre, entusiasmada, adorava abraçar as pessoas (daqueles abraços bem apertados), adorava rir, sei que o Eduardo adorava esse meu jeito de ser, ele adorava quando iamos fazer alguma coisa boba até, e eu ficava fantasiando e falando com grande eufória, ele sempre me falava " você é uma criança mesmo", e na maioria das vezes esse meu jeito, sei que contaminava as outras pessoas também. Quando aparecia alguma coisa para fazer, tipo um jantar, um churrasco, uma reunião, uma viagem, eu ficava tão feliz e falava daquilo de uma forma que no fim todos acabavam achando o maximo, eu não percebia muito isso antes, até me transformar nesse ser totalmente estranho que eu não conhecia, mas que agora sou eu.
Hoje todos fomos convidados para um churrasco na casa de amigos do meu pai, que eram amigos nossos também, mas é claro que não vou, a Flávia vai com o meu pai, mas eu não quero ir, me da pânico só de pensar em estar com pessoas e ter que conversar. Minha aparência também está de matar, até a Flávia já andou falando algumas coisas, do tipo " seu cabelo está feio, suas unhas estão horriveis, seu rosto está estranho" e assim por diante. Reconheço que ela tem razão, mas não consigo tomar uma atitude sobre isso, não tenho vontade alguma de ir até um cabelereiro, me dá agonia só de me imaginar no salão, então por enquanto vou deixar assim como está. Até mesmo tomar banho é um grande sacrificio.
Sempre fui muito intensa na minha alegria e felicidade e infelizmente tenho sido assim também na minha dor, é uma pena, mas é a realidade.
Queria tanto ter tido algum sonho com o Eduardo, queria tanto ter sentido algum tipo de presença, algum sinal... mas não sinto nada, só uma grande e infinita tristeza. Agora já sei que de todos os sentimentos comuns a qualquer pessoa, a tristeza é o pior deles. O amor nos faz feliz, a raíva nos impulsiona, o medo nos preserva, a alegria nos torna pessoas melhores, mas a tristeza nos cega, nos afasta de nós mesmos, nos transforma em pessoas cruéis, nos abate, é o pior sentimento que existe, pois inclusive, nos faz esquecer do sentimento de amor e alegria que já experimentamos um dia, eu lembro que já fui feliz, mas não lembro mais como era sentir isso; A tristeza aniquilou tudo de bom que já tive e o tempo não tem ajudado em nada, muito pelo contrário, a cada dia é um sacrificio maior ter que acordar. O ponto alto do dia passou a ser a hora de dormir e tenho tomado um remédio para dormir o mais cedo possível, pena que de madrugada o efeito passa e então tenho que ficar deitada do escuro olhando para nada, me dá vontade de tomar esse remédio o dia todo.
Continuo sempre dando dois passos para trás, eu sei, e dificilmente dou um para a frente. Não sei o que vai ser dessa vida, tenho muita pena da Flávia, que perdeu o pai e que também não tem mais a mãe que ela conhecia, que ela confiava, que ela amava.
É muito ruim fazer qualquer coisa sem um pingo de alegria, de entusiasmo. É muito ruim não ter amor, é muito ruim não ter vontade de viver. É muito ruim não ter o meu marido para abraçar, beijar, brigar, amar, cuidar, conversar, contar, sonhar, planejar, acompanhar, e tantas outras coisas. Essa falta não tem superação, não dá para aceitar, não dá para acreditar.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

VAI DEMORAR???????

Hoje é sexta feira, dia de DE CHORAR, e é o que estou fazendo nesse momento... Também estou tentando me acalmar, mas não tem jeito...Estou corroída de dor e de pezar.
Hoje resolvi que não vou na festa do dia dos pais da escola da Flávia. Não vou! Não existe nenhuma razão para sofrer por causa disso, nem para ela e nem para mim. Ela não tem mais Pai e eu não tenho ninguem para me acompanhar, esse ninguem , é o pai dela, o meu marido, o meu amor... Tem sentido em comemorar esse dia? É claro que tenho o meu pai, mas ela não tem mais o pai. Me pergunto, porque fazer um presente para alguem que não vai receber? Porque fazer uma entrevista com alguem que não vai mais responder? É um sofrimento sem tamanho e eu não vou na festa dos pais, e sei que não adianta que MEU PAI vá, porque ele não é o pai dela.
SOFRO sempre por antecipação, nunca fui assim, mas agora eu sou!
Sei que não é certo, mas continuo querendo morrer e acabar logo com esse sofrimento que acaba com tudo.
Hoje em dia, passo o tempo... só esperando ele passar...Todos que falam comigo, dizem que o tempo vai fazer milagres! então vamos ver...
Por enquanto só me sinto muito mau...muito mau mesmo! Continuo querendo que tudo acabe rapidamente, que o tempo passe...e que chegue logo a minha hora (se é que existe alguma), mas quero muito que tudo isso acabe logo.... Sei que não sou uma pessoa forte, mas infelizmente eu sou assim! Que pena! Mas nem a minha filha me faz ficar melhor do que estou. Eu quero que tudo acabe logo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

QUERO MORRER DE TANTA DOR!!!!!

Passei pela pior situação depois do dia 13.05.11. Desmontei totalmente minha casa, minha vida, minhas recordações, a vida que queria de volta, e estou aqui novamente. Agora com 3 cachorros, 3 periquitos, 3 jabutis, 2 coelhas e uma papagaia e 1 patinha e mais importante que tudo : 1 FILHA. A viagem durante a noite, foi ótima e deu totalmante certa, com excessão, é claro , de quem ficou acordado a noita toda, os dois motoristas e a Léa.
Agora eles estão na obra, e a alegria da Flávia em encontra-los foi emocionante, e foi muito injusto o pai não te-la visto tão feliz, ela correu, pegou todos no colo, até as coelhas que sempre foram tão ariscas, estão deixando pegar no colo... Todos estão felizes. Todos estavam com saudades da antiga vida.
Lembro bem, que a casa era muito linda, mas por mais que tente me sentir bem, não tem jeito! A casa nunca mais vai ser o que já foi, não tem mais a essência da alegria e da felicidade. Por mais que eu olhe para aquele lugar não consigo ver beleza alguma, e o pior, a Flávia está louca para irmos para a nossa nova casa.
Acho que isso vai acabar acontecendo, principalmente, por todas as carências que ela vem passando, mas não tem mais nada a ver, não tem muito mais sentido. Eu fiquei com o jardim que foi programado por ele, mas mesmo isso não tem mais graça alguma, não tem mais sentido...
Eu continuo querendo morrer, continuo sem nenhum sentido para a vida, por mais que eu queira sentir algum. Realmente, não tenho vontade de nada.... Sou uma pessoa muito destrutiva.
Nem sei como estou aqui. Eu quero morrer e morrer, só isso... E sei que nem encontrar com ele eu vou, mas é muito ruim passar pelo desespero de não ter mais a metade da minha vida, de não ter mais o meu amor, de não ter mais o que fazia sentido para a "vida" ir adiante.
Estou cada vez pior e não sei como lidar com a situação. Realmente, quero morrer!!! Queria muito que tudo isso acabasse logo.
Descobri que nada é tão ruim, quanto fazer coisas sem nenhuma alegria. Sempre fiz tudo com  alegria ao meu lado, e agora acabou! É muito ruim não achar nenhuma graça na vida, mesmo com minha filha, que sei que depende de mim, que é um pedaço dele (é o que todos me falam). Quero muito que tudo isso acabe.
Nunca me senti tão sozinha... tão vulnerável e tão sozinha na vida.
O meu luto não evolui, estou sempre dando um passo atrás.
QUERO MORRER DE TANTA DOR!!!!!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

TEM QUE SER FORTE???????

VOCÊ TEM QUE SER FORTE.
Tenho que me lembrar bem disso amanhã. Vou ter que viver, quer queira, quer não, mais esse pesadelo... e que pesadelo!!!!!!!
Houve um tempo em que acreditei, que sonhar ou ter um pesadelo, era quando dormiamos.... Hoje em dia já sei que pesadelos existem na vida real.
Eu sei que amanhã vou viver o segundo pior dia de minha vida, e tenho que ser FORTE. Como que uma pessoa fraca como eu, pode ser forte?
Eu amo tanto o Eduardo. Como posso fazer tudo que tenho que fazer e ficar FORTE?
Não existe mais nada, que eu deseje mais, do que MORRER, não quero ser forte, quero MORRER... Quero desistir.... Quero acabar logo com essa coisa que se chama: VIDA...
Já falei antes, que não estou saíndo do lugar...ATÉ HOJE QUERO MINHA VIDA DE VOLTA, QUERO MEU AMOR... QUERO, NÃO TER QUE  ME DEFRONTAR COM O QUE VOU VIVER ESSES DIAS... QUERO MORRER!!!!
A minha revolta e a minha raiva não me abandonam, eu só dou voltas, pois sair do lugar não  consigo sair.
Jamais imaginei que a vida poderia ser tão triste e insignificante, é o que me parece agora!
Quero ir para junto do meu amor, do meu querer, do meu mundo, do meu...tudo. Eu não sou nada sem ele.
Eu detesto a vida que está se apresentando para mim e detesto tudo... EU QUERO MORRER!!!!!

domingo, 17 de julho de 2011

QUE BOM!!!!!!!!

Passou o sabado e o domingo, agora é domingo à noite, e estou eu aqui novamente escrevendo para alíviar a dor de minha alma???, não, a dor fisíca que doí, doí, doí sem parar
Hoje fui no cemitério mais uma vez e também fui na locadora e aluguei todos os filmes sobre morte que encontrei, claro que nem todos, pois nunca hávia reparado antes, mas, na maior parte dos dramas e romances existem algum tipo de morte... já hávia assistido vários, mas não com a percepção de morte que tenho hoje em dia. O que eu mais gostei foi " A PARTIDA", é um filme japônes e trata de tudo com muita sensibilidade, pena que na vida real, não seja bem assim... Assisti também o filme do " CHICO XAVIER", e outros com o mesmo tema, teve um também que era católico, e que me fez chegar a uma conclusão: deus não existe, nós que fazemos o que achamos que vale à pena, cada um é dono do seu mundo e da sua vida, e depois da morte não nos resta mais nada. A morte acaba com tudo. Morreu, acabou, e se acabou é porque morreu. E também aprendi que ela ( a morte) está sempre ao nosso lado, e não posso deixar de falar, que gostaria que ela estivesse bem pertinho de mim... Não sinto vontade alguma de continuar, nem pela minha filha. Se ela passar por isso agora, quando criança, será bem melhor que depois, portanto, gostaria muito de me juntar ao meu Gatão o mais rápido possível. Quem sabe, isso logo acontece?
Quero muito sair do pesadelo

 em que me encontro, e já sei que isso só depende de nós. Acho que estou no caminho certo. Antes, eu sempre pensei que gostaria de ser cremada, mas agora, quero ficar ao lado do meu amor!!! Tive essa certeza hoje. E, assim que eu morrer é o que vai acontecer, pois o único que sabia do meu desejo era ele, e, ele não está mais aqui para satisfazer mais essa vontade minha.
Me perguntei muito hoje, como pode um coração, que parecia seguro se transformar nisso que sou hoje?
Mas, felizmente o domingo acabou e, é um dia a menos... Que bom!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SERÁ QUE.....????

Tão ruim quanto os domingos, só sexta feira a noite, e hoje é sexta feira.
Sexta feira a noite era sempre uma noite especial, noite de tomar um vinho na varanda falando de bobagens e comendo petiscos, noite de fazer um lanche em vez de jantar, depois ficar vendo um filme, enroscados os tres no sofazão ( sempre um filminho infantil, é claro), dormir mais tarde, esperar a Flávia dormir, e dar uma boa namorada... Bons tempos, belos tempos...que não voltam mais.
Quando nossa casa estava ficando pronta e faziamos planos, um deles era de sairmos na sexta a noite com a Flávia para tomarmos um lanche em uma lanchonete, já que em Pirapetinga não tinha nenhum lugar que pudessemos fazer isso.
Hoje só chorei um pouco de manhã e um pouco quando estava voltando de levar a Flávia na escola. Hoje ela entrou de férias, as primeiras, e não teve nenhuma comemoração por causa disso... Com certeza, em outros tempos iria ser uma festa, mas hoje não foi. Ela trouxe o boletim e os trabalhinhos do segundo bimestre, são lindos, eu olhei, mas confesso que não enxerguei...Será que um dia vou voltar a enxergar? Será que algum dia vou ver beleza em alguma coisa novamente? Será que algum dia vou voltar a ser a mãe que a Flávia merece? Será que algum dia vou ter um dia normal novamente? Será que algum dia vou ter algum sonho? Será que algum dia vou conseguir dormir? Será que algum dia a vida vai ter algum sentido novamente? Será que em algum dia vou conseguir viver sem metade de mim? Será que algum dia vou sentir gosto novamente? Será que algum dia vou conseguir conversar com alguém sem chorar? Será que algum dia vou ver a lua cheia e achar a coisa mais linda do mundo? Será que algum dia vou ter uma sexta feira boa? Será que algum dia terei um domingo normal? Será que um dia vou sentir empolgação novamente? Será que um dia vou deixar de querer morrer? Será que um dia vou sentir paz no coração novamente? Será que um dia vou me olhar no espelho e me reconhecer? Será que um dia vou ter uma rotina novamente? Será que um dia vou voltar a ser o que eu gostava ser?  Será que algum dia vou ver um brilho nos meus olhos novamente? Será que um dia vou esquecer o que me fazia feliz? Será que algum dia vou me conformar com o que aconteceu? Será que vou aceitar? Será que algum dia vou conseguir me sentir uma pessoa inteira?
Será que....???????

quinta-feira, 14 de julho de 2011

MAIS UM DIA QUE SE VAI.

Hoje acabou, que bom, um dia a menos no meu caminho da vida e um dia a mais que suportei sem meu amor, sem falar com ele, sem contar como foi o dia, sem contar as gracinhas da Flávia, sem receber um abraço de boa noite, sem fazer o jantar para eles, sem o meu beijinho costumeiro, sem as minhas irritações que as vezes aconteciam, sem sentir o cheiro dele, sem dar uma passada de mão no corpo dele, sem ficar alegre ao acordar, sem ficar alegre ao deitar, sem, sem, sem... São tantas as coisas que fazem falta, que nem dá para falar.
Mas hoje foi muito bom, só chorei pela manhã. a manhã toda, eu e a Flávia, mas, à tarde e agora à noite nem chorei... Foi ótimo.
Hoje assisti a um filme sobre reencarnação, como gostaria de acreditar nisso, como gostaria de não ser tão cética em relação a vida espiritual, seja de uma ou outra religião, mas eu só acredito vendo...É muito triste.
eu não sou uma boa pessoa, pois tudo que eu acreditava, perdeu o sentido.
Hoje quando o dia estava chegando ao final, realmente me vi alegre, por ser um dia a menos para mim, por outro lado me sinto muito triste, por ser um dia a mais para a Flávia e eu não conseguir passar para ela que foi um dia a mais para ser feliz. É tudo tão contraditório!
Contínuo não tendo nenhum apego pela vida, eu realmente gostaria de morrer e acabar com todo esse sofrimento e essa amargura que toma conta da minha vida.
Estou tão brava, tão revoltada, tão amargurada, tão descrente de que isso tudo esteja acontecendo. Por mais que eu pense que estou dando um passo adiante, ele sempre volta para trás no dia seguinte.
Agora, estou escrevendo e lembrando, e não tem como conter as lagrímas que, eu sei já vão descer. Acho melhor parar  de escrever.
Eu não estou aguentando, estou triste e perdida.
Quero meu amor, quero minha vida de volta... Meu luto não evoluí, ele vai e volta para o mesmo ponto. Ainda, passados dois meses, não consigo acreditar no que aconteceu... Não consigo acreditar que  tudo acabou... Não consigo sair do lugar... Não consigo crer em quanto minha vida  e a da Flávia mudaram em um minuto ( o que li sobre  os ataques cardíacos, é que tudo acontece muito rápido, demora segundos...). Acho que não vou ter forças de suportar o que vem pela frente, e também não consigo suportar, o que ficou para trás. Eu estou insuportável.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

HORAS

Realmente, hoje é hoje, amanhã será amanhã, e terça feira vou para Minas, provavelmente viver um dos piores momentos da minha vida. Vou acabar com tudo que vivemos durante 20 anos.
Hoje acordei forte, no meio da manhã estava razoável, na hora do almoço, comi sem vontade, levei a Flávia na escola, a tarde liguei para contratar o caminhão para trazer o resto da mudança, liguei também para o motorista pra trazer o carro e os bichos, e nessa hora desabei, e estou assim até agora.
Realmente, não é questão de dias, mas sim de horas, o dia, hoje em dia, se resume a horas... Nada mais  do que isso...horas e  horas e horas  e horas e horas e horas...Estou mau, muito mau. Meu mundo se resume a horas, nada mais do que isso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

HOJE É HOJE...

Hoje está quase no fim, ainda bem... Mas hoje conversei novamente com o advogado e me surpreendi de como consegui falar com firmeza e determinação, nas coisas que eu queria ou não. Eu sempre que me deparava com situações difíceis, sempre procurava falar de um jeito mais ameno, mais risonho, mais condescedente, sabe, sempre tentando aliviar a situação... Mas hoje eu falei com firmeza e deixei claro o que estava me incomodando na situação. Afinal, meu marido era administrador e passei 25 anos ouvindo falar de prestar atenção as coisas, ele me ensinou muito, mas só agora descobri isso. Quando precisava, ele sempre falava muito sério com as pessoas, e eu não entendia como ele conseguia fazer isso, e hoje eu fiz!!
Confesso que me deu um certo prazer em conseguir falar com firmeza aquilo que deveria ser falado.
Também confesso que a dor que fica no meu peito está lá a toda hora me mostrando que eu não sou nada, que eu não sou ninguém, que eu estou sofrendo e que essa dor não tem fim... Será que é isso que quer dizer "que aprendemos a conviver com a dor?" Nunca me senti tão insegura e tão fragil em relação ao futuro e a vida, não a minha, porque por enquanto ela não existe mais. Mas acho que a Flávia vai ter direito,assim como eu de , um dia amar, um dia ser amada, um dia viajar, um dia ser feliz... Claro que hoje nem consigo lembrar do que é a felicidade, mas lembro que quando sentia era uma coisa muito boa.
A Flávia está passando por uma situação muito complicada, pois ela não que ir para Minas, ela está sofrendo muito e está dividida entre ir ou não, e eu acho que ela deve ficar. Para que passar por uma situação tão complicada? Vai ser muito ruim, mas essa vai ser mais uma prova da minha, da nossa vida...Pela primeira vez, ela vai ficar sem mim, eu, sem ela e todas as nossas lembranças em uma situação bastante complicada... Vamos acabar coma vida que conhecemos a 20 anos, por uma que não temos a menor idéia de como vai ser.
Não vou mais ficar falando que quero minha vida de volta, pois ela simplesmente se acabou. Mas como falei ontem, ontem foi ontem, e hoje é hoje. Amanhã eu não sei....AMANHÃ SERÁ AMANHÃ...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não vou mais...

Hoje resolvi que não vou prometer mais nada, nem para mim e para ninguém. Já percebi que o que eu sinto hoje não é o mesmo que vou sentir amanhã, ou o que senti ontem.
Nunca me senti tão insegura e vulnerável em relação a vida e ao futuro, não sei mais o que esperar e nem o que pensar. Estou achando melhor não achar nada, pois tudo muda muito rapidamente.
Eu queria meu amor, minha vida de volta... só isso, mas já sei também que não vai acontecer, e já sei também que hoje, é hoje.. é só o que sei...

domingo, 10 de julho de 2011

EU NÃO CONSIGO ACREDITAR....

Nunca fui uma pessoa de fé. Cheguei até acreditar em deus algum dia, em uma situação difícil pela qual passei. Mas hoje, depois do acontecido, por mais que eu tente acreditar, não consigo. E tenho me perguntado muito sobre o sentido da vida, afinal, qual é o sentido de termos vida? Depois que o Eduardo morreu, acabou de vaz a minha fé, se é que eu tive algum dia. Como já falei antes, não consigo acreditar que isso tenha acontecido no momento que aconteceu, não que eu seja melhor do que qualquer pessoa para passar por essa dor! Hoje li um blog de uma mãe que tentou lutar com a filha de 7 anos, a idade da minha, contra um câncer que não teve solução, assim como li em outros blogs de pessoas lutando sobre algo que ninguém tem nenhuma opção de conseguir ou não. E todos sempre colocaram deus como uma opção para suportarem tal carga. É tudo muito triste. Já aprendi que a vida reserva coisa para as pessoas viverem que não tem explicação. Claro que eu aprendi nesses dias que se passaram da morte do meu amor que as coisas não funcionam como imaginavamos, que todos tem sua dor e angustia, mas como acreditar em um deus, que deixa uma criança passar por situações tão complicadas, situações que um adulto, como eu, acho que não conseguiriam suportar?
A vida é realmente muito triste, e minha filha e eu estamos tentando superar a dor de uma perda, que queira ou não, sendo egoístas ou não, mudou toda nossa vida. Como recomeçar?
A cada dia que acordo é um tormento sem tamanho. Não existe como descrever a dor que causa, a devastação que causa a perda de quem amamos. Sou muito egoísta, eu sei, já falei isso antes, mas por mais que eu me sinta compadecida da dor que as pessoas passam, não consigo me desligar da dor que sinto por ter perdido o meu amor, o meu futuro, o futuro de minha filha. Tenho me perguntado sem parar qual é o significado da vida. Que importância vai ter o que foi deixado? Qual a importância de continuar vivendo, se tudo vai acabar em dor? Tenho pensado muito em minha filha e qual destino ela vai ter?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

EU ACHAVA QUE SABIA TUDO E NÃO SEI NADA.

A Flávia está fazendo um trabalho na escola sobre o dia dos pais. Só que ela não tem mais pai,e então ela tem que fazer a entrevista, que é para fazer com o pai, com a mãe. Ela está muito mal. Ela tem chorado e se estressado muito com tudo isso.
Aqui, na casa de meu pai, também não está muito bom, por conta dessa minha reação em relação a minha irmã, ela não está mais fazendo as refeições aqui na casa, e meu pai está muito triste com isso, estou sentindo. Eu não tenho o direito de interferir na relação famíliar que já existia. Desde que minha mãe morreu quem assumiu a casa foi a minha irmã, e isso estava bem equilibrado, até acontecer o acontecido.
Não acho que eu tenha que causar um mal maior do que já tenha sido causado, e acho que está na hora de eu e a Flávia sairmos daqui, afinal, viemos passar dois meses, que já estão se transformando em seis meses.
Vou tentar arrumar um lugar para ficarmos até se resolverem essas situações todas. Não acho certo o meu pai estar passando por isso.
Aqui na casa ninguém aguenta me ver chorar. Sei que tenho que ser forte, mas não dá. Eu quero sumir!
Eu quero não ter que viver essa situação, mas eu tenho que viver até o final. Não sei o que estou fazendo aqui, não sei como continuar vivendo aqui nessa cidade que só me faz mal. Voltar para Minas também não quero. Eu quero morrer! Se deus existisse, acho que ele não gostaria de ver tanto sofrimento no mundo.Portanto deus não existe. Não sei porque continuar... Não sei o que é a vida... Não sei qual a razão de criarmos filhos e pessoas para a finalidade do sofrimento... Não sei o que estou fazendo aqui... Não sei qual é a finalidade da vida... Não sei como me sentir se não tenho ninguém com quem conversar... Não estou me sentindo bem, não tem como ficar bem... Eu sei que ninguém tem que entender o que estou sentindo... A única pessoa que me escuta e me entende é a minha comadre... É engraçado como pensamos que a família é tudo e no fundo não é nada... Eu quero morrer e para falar a verdade, queria que minha filha morresse comigo para ela não ter que passar por esse sofrimento todo... Depois que eu morrer, ela não vai ter mais ninguem nesse mundo... Solidariedade existe até um certo ponto...Contanto que não dure mais de um mês...Irmãos não existem, só se for na alegria, na tristeza ninguém aguenta...Ninguem está preparado para aguentar a tristeza e a magoa de outra pessoa...Sei que meu luto é complicado pela pessoa que eu sou...Sei que a vida vai em frente, independente de minha vontade... Sei que a alegria e esperança acabaram... Sei que não´tem como aguentar uma tristeza eterna...Sei que é muito difícil de continuar sem o meu amor, sem o meu marido para me orientar... Sei que não encontrei nada de bom vindo morar em um lugar perto da família, isso só existe em sonhos... Sei que meu pai me apoiou em todos os momentos, contanto que eu não chore perto dele... Sei que meu irmão nunca me perguntou como me sinto, só importa o jeito como ele se sente... Sei que eu não sei nada sobre a vida... Sei que tudo que eu pensava saber é uma grande mentira...Sei que estou cada vez pior... Sei que não posso acreditar que no fim tudo vai dar certo...Sei que o sofrimento existe e é palpavel, dá para sentir...Sei que se escrever certo ou errado, no final tudo vai acabar.... Sei que a vida sem o meu amor perdeu o sentido... Sei que sou a pessoa mais egoísta do mundo... Sei que minha realidade é essa... Sei que a vida não tem mais sentido... Sei que minha filha não tem nada com isso, mas não sei como continuar vivendo sem mim.

SENSAÇÃO ESTRANHA...

Hoje precisei ir até o mercado,  fui depois de deixar a Flávia na escola, cheguei, estacionei, entrei, fui direto pegar o que eu queria e fui para o caixa, quando olhei em volta, estava bem cheio, bem movimentado mesmo, e eu senti e pensei "como pode tudo estar acontecendo, como se nada tivesse acontecido?", esse é um sentimento muito forte mesmo, de pensar como o mundo pode continuar, se ele não está aqui?
Então eu percebi, o quanto tenho me sentido fora da realidade, sei que estou viva, mas esteja eu aonde for, com quem for, eu sinto como se estivesse fora de mim mesma, é muito estranho, eu vejo que o mundo não parou e nem vai parar, e, eu sei, porque eu também nunca parei  por causa da dor de alguém, quando não sentimos a dor, a vida realmente não para, podemos até ficar tristes e solidários, mas a vida não para. Mas agora que tenho que aprender a conviver com essa dor, esse aperto no peito que não some, me sinto literalmente fora da realidade, é como se não fosse eu, eu olho pela janela e não parece que eu pertenço a esse lugar, é uma sensação muito estranha.
De qualquer maneira acho que estou aprendendo a conviver com a dor e tenho tentado fazer as coisas que precisam ser feitas. Ontem falei com o advogado e acho que consegui me sair bem, tentei me concentar nas questões práticas, soube expressar o meu desagrado pela entrada do inventário sem me consultar, mas de uma forma tranquila, então acho que deu tudo certo. Amanhã vou ao inss para dar entrada na pensão,  poderia ser tudo bem mais simples e menos doloroso.
Estou tentando pensar em todos os detalhes que terei que providenciar para a mudança, e cada coisa que eu lembro é uma facada no coração.
Mas, de uma maneira ou de outra, aos trancos e barrancos, estou sobrevivendo, por enquanto acho que é só isso que estou fazendo.                                                                                                                      Mas que fiquei com saudades de quando eu ia no mercado tranquila, despreocupada, andando pelo mercado olhando tudo, descobrindo coisas novas, comprando as vezes até algumas coisinhas a mais, fazendo aquilo com alegria, disso fiquei sim, com muita saudades.
Será que um dia vou me sentir novamente fazendo parte do mundo?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu acabei de lembrar agora que a minha irmã me enganou um dia. O meu irmão é separado da mulher, aquele dos filhos mau educados, pois é... Minha irmã não gostava da minha ex cunhada, que agora vejo foi por peitar ela. Mas, enfim, minha cunhada se separou do meu irmão (com toda a razão) ,mas passou um tempo e ele arrumou uma namorada nova, e por alguma razão, ela encontrou na minha irmã uma aliada. Esses ano ainda, minha irmã me falou que ela tinha ligado e queria falar com ela ( minha irmã) e comigo. Fomos encontrar com a namorada bem à tarzinha

EU NÃO LEMBRO...

Que coisa triste, tenho que dar entrada em um documento no inss que chama-se pensão por morte, só o nome já arrepia, e é isso que tenho que fazer.
A vida acaba cobrando a gente de fazer coisas que não queremos, como posso pedir uma pensão por morte se parece que a qualquer momento o telefone vai tocar e eu vou falar com ele? se parece que a porta vai abrir e ele vai falar "oi meninas, cheguei!". Eu sei que ele morreu e acabou, mas outra parte de mim não acredita que isso está acontecendo, por mais que já tenha lido sobre o luto, não consigo identificar em que fase estou, pois agora eu sei que o luto tem fases, queria jamais ter descoberto isso. Sei que já fiquei de luto quando minha mãe morreu, foi meio de repente, mas não tão de repente quanto perder o Eduardo. Ela ficou no hospital durante 20 dias, precisou fazer uma cirurgia que deu certo na hora, mas no dia seguinte todo o quadro se complicou, ela precisou ficar entubada e com o passar dos dias o quadro não evoluia para o melhor, a cada dia piorava um pouquinho, claro, que todos tiveram esperanças até a hora do tão odiado telefonema, então fomos todos ao hospital, e era o dia do aniversário do Eduardo. Foi muito ruim, mas não se compara com o que aconteceu agora, principalmente porque sempre tive ele para me amparar, me escutar, me amar, me ouvir, me entender,me apoiar. Isso foi fundamental para  dar o equilibrio que eu precisava e conseguir reencontrar a paz, e o mais marcante, realmente foi quando ele falou que "a Flávia não merecia uma mãe tão triste", aquilo foi definitivo. Só que agora não tenho ninguém que me entenda e me faça sentir um pouco melhor. Marido e mulher deveriam morrer juntos.
Eu amo meu marido de paixão, eu quero minha vida de volta, eu não consigo viver sem ele, eu sou fraca, eu sou uma mulher desesperada por um pouco de entusiasmo, eu não me sinto mais bem de jeito nenhum., eu quero meu amor e minha alegria de volta, eu quero minha paz, eu quero conseguir... mas eu não consigo, eu sou uma inútil, eu me martírizo na minha dor e na minha angustia.
Cada vez mais aprendo que ninguém pode, ou suporta ficar perto de pessoas tristes. Hoje é aniversário da minha sobrinha, ela também é nossa afillhada, mas não consigo ir dar um abraço nela, e tem festa aqui na casa do meu pai, eu não vou descer, não quero, eu estou muito doente e perdida.
Eu odeio ficar com as pessoas que um dia considerei importantes na minha vida. Eu quero só ficar quieta e no meu canto. Eu quero mais do que tudo, morrer!
Sei que é impossível qualquer pessoa entender o que está acontecendo comigo, mas eu não consigo me conformar com a falta da minha vida.
Eu vim para cá, achando que ia ser feliz, mas não tem nada mais que me prenda aqui, no fundo, eu queria estar feliz como todo mundo que esta lá embaixo agora, tá todo mundo falando alto, alegre, e, é claro que é muito bom ser feliz, eu só não lembro como é...

domingo, 3 de julho de 2011

NÃO VOU MAIS DEIXAR...

Hoje conversei um pouco com meu pai a respeito de como tenho me sentido, inclusíve em relação a minha irmã, e ele entendeu perfeitamente, e para minha surpresa ele compartilha de minha dor e entende que eu poderia ter feito diferente, e ele sabe como ela é. Ele entendeu que o preço para não ver ela chorar, foi muito, mas muito alto mesmo. Ele também já ficou irritado com ela muitas vezes.
Falei, para ele também que resolvi trazer os bichos, como vai ser eu não sei, mas eu vou tentar e acho que vou conseguir.
Amanhã vou ligar para o serralheiro para terminar o viveiro da cléo, faltam alguns detalhes. Hoje fui na casa novamente, ela continua totalmente apagada, sem vida e acho que só eu e a Flávia não vamos conseguir preencher todo aquele espaço, está faltando uma parte importante do brilho que a casa tinha, mas é certo, também que é o único lugar que resta alguma coisa do Eduardo, pois o jardim está lá, as árvores dele estão lá, todas as nossas escolhas, estão lá.
Tem um spa na casa, e quem pediu foi o Eduardo, não esqueço, em uma conversa com a arquiteta ele disse que queria ter uma banheira daquelas grandes, ao ar livre, "para ficar com a Paula", eu fiquei toda feliz nessa hora, todos so planos eram para mim e para a Flávia. Agora está um spa ao ar livre, perto do nosso quarto, que nunca vamos tomar um banho juntos, a luz de velas (que já estão compradas), tomando um vinho, namorando e vendo o céu.
Não tem como não sofrer muito com tudo isso, não tem como não estar acabada de dor. Como os sonhos podem se transformar em nossos piores pesâdelos? Eu fico grata e feliz por ter sido tão amada, mas eu queria muito mais, era nossa nova vida... é difícil entender como não vai mais ser.
A única coisa que eu sei é que  tenho que sair aqui da casa do meu pai e ficar sem ver minha irmã durante um bom tempo, para que essa raíva de mim mesma passe um pouco e por meu pai, e só por ele, que um dia eu consiga sentar perto dela e trocar algumas palavras cordiais, porque a relação famíliar, essa já era, essa vai ficar perdida para sempre, não tem como olhar para ela e deixar de lembrar da minha fraquesa. Muitas vezes pedi para ela procurar um médico para cuidar dessa eterna depressão que ela tem, houve uma época que ela estava tão deprimida que só falava em morrer, nessa época ela foi ao médico, tomou anti depressivo e melhorou, mas parou e as coisas pioraram. Ela acha que a culpada da infelicidade dela foi  minha mãe, sempre achou, mas nunca procurou fazer nada para se livrar disso.
Ela é uma pessoa boa, que procura ajudar todo mundo, e tudo dá certo enquanto ela não é contrariada, quando isso acontece além de ficar muito brava e de cara muito feia, ela chora e começa a falar que ela não presta para nada mesmo, que ela sempre foi um zero a esquerda, uma bosta, que ninguém gosta dela, que ela é amarga e infeliz, depois fica sem falar com a pessoa, é um horror. Como em setembro passado tivemos uma discusão muito séria por causa da obra e ela chegou a mandar um e_mail para mim e o Eduardo, falando que como a obra estava no fim, ela não iria mais tomar conta. Confesso que nós ficamos até meio alivíados com essa decisão, mas quando ela viu que nós concordamos, ela acabou não passando a autonomia para o construtor, isso é, no fundo ela queria que ficassemos pedindo para ela continuar, como isso não aconteceu, ela voltou atrás, e começou a agir como se nada tivesse acontecido, maldita hora que ela não cumpriu a ameaça. O construtor sempre falava que ele não mandava "bosta" nenhuma naquela obra. Que escolha madita de ter deixedo ela tomar conta da obra, mas ela nunca entendeu que não era pra tomar conta, e sim administrar, fazer pagamentos, enfim, só administrar a abra. Mas isso passou a ser a vida dela.
Portanto, quando vim para cá em fevereiro, no dia 4, estavamos esperando nos mudarmos em março, ou no começo de abril, ela não deixava eu tomar decisões, sempre que tentei lá vinha cara feia e choro, então eu pensava, vamos deixar para lá que logo isso está no fim, e a paz famílar vai reinar, não vamos brigar. Quando ela brigava comígo ela sempre falava "nós não somos irmãs mesmo". Vou me arrepender para sempre por ter dado tanto valor a ela não chorar, já que ela chora por uma doença que ela tem e não quer se tratar, agora o preço que eu estou pagando e todas as lágimas que tenho derramado, não tem nada de doença e sim de amor, de desepero, de angustia, por ter perdido minha vida, para manter a paz. Paz essa que nunca mais vai existir. Perdi minha família escolhida e também a família de origem, pois para mim só restam meu pai e meu irmão mais novo ( e a família dele é claro).
Pela primeira vez eu concordo com ela, nós não somo irmãs, só nascemos na mesma família, por um engano da vida. Antes eu ficava implorando para ela não falar isso e dizia o quanto a amava, e acho que amava mesmo, tinha muita pena é claro, mas amava.
Nunca mais vou deixar alguém tomar uma decisão por mim ou interferir na minha vida, do jeito que eu deixei.

sábado, 2 de julho de 2011

SAUDADES...

Hoje estou numa crise de saudades, recordando tantas coisas que vivemos, e cheguei a conclusão que realmente nunca vai dar para esquecer, e também que cada um sente a sua dor exclusiva, única mesmo, porque todos esses momentos vividos, fui só eu que vivi, que lembro, que estava lá, por isso que cada um tem a sua dor própria ,e queira ou não, para quem está vivendo é a maior dor do mundo mesmo. Mas é uma recordação só sua, ninguém vive uma situação igual ao outro, cada momento é único para aquela pessoa, por isso que mesmo quando trocamos informações sobre dor, a de cada um é insuportavel, porque é muito triste para cada um que perde o amor saber que aquele momento tão amado não vai mais se repetir, não tem outra chance de viver de novo aquilo que foi lindo.
Eu lembro muito das nossas viagens e em tudo que aprendi com ele, eu sei que também ensinei, mas ele realmente enriqueceu minha vida, me fazendo enxergar coisas que eu jamais prestei atenção, principalmente sobre plantas, ele adorava plantas e sabia nome das árvores, das trepadeiras, das folhagens e eu fui aprendendo a conhecer e gostar de saber. O jardim da casa foi idealizado por ele, e ficou muito lindo.
Eu adorava as mãos dele, gostava de segurar, de trançar os dedos, da mão safadimha dele que me fazia ver estrelas... Ele conhecia meu corpo todinho, como jamais imaginei que alguém pudesse, assim como eu conhecia o dele, e essa intimidade tão gostosa aconteceu bem no começo, sempre me senti muito bem com ele, coisa que nunca senti antes com alguém. Com o passar dos anos essa intimidade só aumentou, então é muito bom casar e amar e ficar com a mesma pessoa durante muito tempo, só que foi muito pouco para mim, como posso me sentir bem, sabendo que não posso mais pegar nas mãos dele?
Eu odeio a morte.
É muito ruim se sentir desprotegida, eu sei que uma mulher hoje em dia não deveria se sentir assim, mas eu descobri que sou assim, sempre fiz minhas coisas sozinha, quando tinha a loja viajava, fazia compras, ficava dias, mas no final da tarde lá estavamos falando ao telefone, então, eu sempre soube que não estava sozinha e eu gostava. Pode parecer antiquado, mas agora sei que sou assim, uma mulher antiquada nas questões sentimentais.
Ele  que organizava as viagens, eu procurava o hotel e o resto ele fazia, ele que comprava as passagens de avião, ele gostava de fazer e eu gostava que ele fizesse. Ele se sentia cuidando de nós, e eu me sentia cuidada. Acho que por isso tudo que não estou conseguindo enxergar nada com clareza, tudo que penso em um minuto, no minuto seguinte já era.
Continuo com muita raíva.
 Hoje gostaria de pegar a Flávia e sair, fazer alguma coisa, mas só de pensar em encarar as pessoas me dá pânico, hoje estou me sentindo mais imobilizada do que ontem.
Meu pai quer que eu marque a viagem para Minas e eu sei que preciso fazer, então tenho que tomar uma decisão... só que eu daria a vida para não ter que fazer isso.
Atualmente só funciono no tranco.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

EU QUERO UM POUCO DE PAZ...

Hoje eu fui lá na casa, continua tudo muito sem graça, agora a piscina está cheia e o chão está limpo, mas o encanto não existe. Foi muito ruim ir até lá, pois, fiquei com aquela dor horrível me apertando o peito, isso é realmente sufocante.
Contínuo muito indecisa em relação aos bichos, fico sem saber como seria eles ficarem lá sozinhos. Fora que ainda tem gente trabalhando lá. Na realidade ficou mais ou menos como parou naquela manhã do dia 13, o dia que mudou minha vida e a da Flávia para sempre e de uma maneira irremedíavel e definitiva.
Hoje o dia está frio e chuvoso e minha cabeça insiste em pensar no que não vai mais ser, por que eu faço isso? Por que eu me peguei hoje na casa, relembrando tudo que nós falavamos que iamos fazer, aonde iriamos tomar o café da manhã, e tantas outras coisas e me vejo fazendo tudo aquilo, mas com ele? Eu estou ficando louca, eu estou doente demais.
Essa madrugada às 5:00 tomei um remédio para dormir e felizmente dormi até 11:00, quando acordei logo pensei, que bom, assim o dia vai passar logo, mas doce ilusão, o dia está se arrastando de uma tal forma que  parece que ele tem umas cem horas.
O píor é que fiquei sabendo agora, que amanhã é sabado, achava que hoje era quinta feira, então  amanhã vamos a mais um dia de tormento.
Eu quero ser feliz de novo com meu amor, não é justo a vida ser tão cruel, e depois dessa crueldade, ter que continuar aqui vivendo...
Eu fico lembrando que no final de semana, no sabado o Eduardo ia para a empresa na parte da manhã, vinha almoçar em casa e já não saia mais, só as vezes para cortar o cabelo, então normalmente tinham várias crianças na casa, brincando com a Flávia,  como elas ficavam para o lanche, eu fazia um cachorro quente, ou pães com frios, macarronada, entre outras guloseimas, depois do lanche, ele ia levar as crianças em casa e então eu me ocupava do nosso lanche, na volta ele fazia companhia para a Flávia no banho e eu arrumava a mesa, e então um vinho e jantar... Ai, que saudades, que falta isso me faz! Nessa hora também resolviamos juntos o que iriamos comer no domingo, eu dava as opções e eles escolhiam. Eu quero fazer isso de novo, era mais do que mágico, era tudo de bom!
Como vou conseguir viver sem ter isso tudo de novo em minha vida? Como vou conseguir preencher o vazio que isso tudo deixou na minha vida? Aonde eu vou encontrar um abraço, onde eu me sentia tão protegida e confiante? Como depois de tudo tão gostoso e alegre eu tenho que aprender a conviver com a falta e a tristeza que ele me faz? Como posso passar para a minha filha a mensagem de que a vida é boa e vale a pena? Como posso me conformar em não ver mais o meu amor?
Eu continuo querendo morrer para não ter que enfrentar toda essa situação terrivel em que estou afundada.
Eu quero um pouco de paz!!!