Chegou o último dia do ano.
Logo que acordei, pensei, que vai ser a primeira vez em 24 anos que não vou ganhar um abraço e um beijo na boca de "feliz ano novo", e isso mexeu muito comigo. Estou com a Flávia em um hotel aqui mesmo no PR. A Flávia está se divertindo muito, tem participado de todas as brincadeiras com os monitores e está bem contente, ela lembra muito do pai, pois essa é a primeira viagem que fazemos juntas, só nós, e é claro que está sendo muito diferente do que era antes, e não tem como não sentirmos isso na pele e no coração. O Gatão faz muita, mas muita falta, mesmo, e apesar de sabermos disso, estamos procurando nos divertir e nos aproximar.
Esse mes foi um desafio. Primeiro mudamos, inesperadamente, depois que meu sobrinho falou que odiava a Flávia e meu irmão falou que isso é normal, é coisa de criança, era um domingo a noite e nessa hora falei , quer saber? Vamos embora agora para a obra, peguei a Flávia e fomos embora, dormimos em um colchão inflável no chão da sala. Então de repente estavamos em nossa "casa". Foi difícil tentar organizar as coisas, pois não tinhamos nem feito compras ainda, mas de uma forma ou de outra tudo deu certo,e fizemos nosso primeiro almoço na "casa", a Flávia escolheu arroz e beringela refolgada, e para o jantar o "macarrão mais delicioso que existe" (palavras da Flávia), o macarrão da mamãe. E assim foi...
No dia 21 foi o aniversário dela, sabia que não podia deixar passar em branco, mas também não estava com a menor vontade de organizar uma festa. Perguntei o que ela queria e ela queria uma festa grande, como as que ela tinha tido, até então (eu adorava organizar uma festa, e as de aniversário dela, eram muito boas, ela escolhia um tema e eu tentava executar, fazendo as coisas em casa, eu minha comadre, a Léa, a mãe da minha comadre, enfim ficava tudo lindo, e quando digo lindo, era lindo mesmo, mas mais do que isso tinhamos muito prazer em receber as pessoas, conversar, brincar, era muito divertido). Falei que não fariamos uma festa grande, pois não temos muitos amigos ainda em Londrina e que também não tinhamos muito tempo. Então imediatamente ela escolheu um churrasco com os amigos da escola e os primos. Isso foi resolvido no dia 18, o aniversário seria dia 21 (quarta feira). Na segunda de manhã, ligamos para a escola, pegamos os telefones do amiguinhos, ligamos e convidamos todos que ela queria, inclusive a professora dela e a professora de música, que ela adora, e quase todos foram, e assim a churrasqueira foi estreada e tudo deu certo no final, contratei um mágico e duas pessoas para brincar com as crianças. Ela se divertiu muito, gostou de tudo, brincou muito e não parava de agradecer por ter feito a festa para ela (ela realmente é o máximo), para mim o pior foi ter ficado sozinha com ela, desde o primeiro ano dela, procuramos fazer uma foto, em que nós dois beijamos ela, e isso virou uma tradição, a ponto de falarmos e seria para sempre. Então foi totalmente sem graça não ter o Eduardo ao meu lado.
Montamos a árvore de natal, no dia 23, montei uma árvore pequena com alguns enfeites e luzes para conduzir o papai noel, e não é que ele veio mesmo? Trouxe o que estava pedido na carta dela e na minha, eu ganhei uma maquina fotografica, foi o que pedi. No dia 25 ela ficou muito feliz, fomos almoçar em um restaurante, eu e ela,e a tarde fomos até a casa do meu pai. Foi um natal estranho.
Dia 27 a Flávia bateu o queixo no escorregador, cortou, levei para o pronto socorro e precisou de pontos, 6 ou 7, não consegui contar até o final, foi a primeira vez que isso aconteceu com ela e foi muito tenso, para ela e para mim, mais uma vez, foi muito ruim estar sozinha, mas a Flávia enfrentou com coragem e muito choro, ela conseguiu vencer toda tensão e medo, e deixou costurar. Ela é muito corajosa.
Dia 28 viajamos para o hotel, onde estamos. Estava me sentido muito insegura, eu dirijo direitinho, mas confesso que não pegava uma estrada sozinha há muito tempo, muito tempo mesmo. Quando viajavamos o Eduardo que dirigia, ele gostava de cuidar de nós, eu também gostava. Sai de Londrina, demosntrando toda segurança para a Flávia, mas no fundo estava com um medo, uma insegurança, uma apreensão, que eu não conseguia explicar, mas conforme os kilometros foram passando, fui conseguindo relaxar um pouco e conseguimos chegar (depois de 3 horas de viagem) sãs e salvas. E aqui estou eu agora, escrevendo ao invés de estar fazendo algo divertido. Tem sido super sem graça ficar sozinha quase que o tempo todo, mas também está sendo bom, tenho podido ficar um pouco mais comigo mesma.
Agora há pouco estava sentada na prainha (um praia artificial que tem aqui), e ví uma moça passando o protetor solar no marido, e não pude deixar de lembrar quantas vezes eu fiz isso, e foram tantas e tantas, que naquele momento, fechando os olhos pude lembrar de cada detalhe, de cada músculo, de cada pelo do corpo dele, foi uma sensação estranha, pois lembrei de tudo em detalhes, começando pelas costas, descendo até os pés e subindo pelo lado da frente, lembrei e senti cada detalhe dele como se ele estivesse na minha frente, não consegui segurar as lágrimas, mas adorei. Será que isso é a saudade sem fim????
Que venha a meia noite e que passe logo. Não sei como vai ser não ganhar meu gostoso beijo de ano novo seguido de um brinde com um espumante maravilhoso. E, é claro, da primeira "trepada" do ano.
Que venha o ano novo....
TENHO QUE APRENDER
TENHO QUE APRENDER A CONVIVER COM A DOR DA MORTE A DA AUSÊNCIA DE QUEM EU AMO
Minha lista de blogs
sábado, 31 de dezembro de 2011
QUE VENHA LOGO....
Postado por
PAULA
às
13:12
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
NÓS MUDAMOS...
Mudamos no domingo passado. Estamos em nossa nova 'casa', eu e a Flávia. Esta sendo super sem graça, mas, mudamos, estamos em nossa "casa".
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
ESTOU INFELIZ.
Os resultados dos exames sairam. Estou bem. Emagreci 10 kg. Estou horrível. Mas, no geral, estou bem. Preciso ir ao cardiologista e ao endocrinologista, mas isso é normal, afinal tenho quase 50 anos e sou fumante (é muito ruim, mas é a verdade).
A médica me receitou um remédio para que eu dormisse melhor, mas ainda não comprei. Talvez amanhã.
Estou bem triste hoje, estou com muita saudades e com falta de meu amor. Estou cansada de resolver tantas coisas sozinha. Quero muito estar com o Eduardo, quero muito meu Gatão. Quero muito me sentir em paz novamente. Quero muito me sentir feliz, com qualquer coisa, mas qualquer mesmo; Só queria sentir um pouquinho de qualquer coisa, que não fosse revolta, insegurança, medo e angustia, por ter perdido meu viver.
Será que algum dia, vou me acostumar a viver sem amor??????? Se eu não conseguir me acostumar, acho que a vida vai ser muito difícil para mim.
ESTOU MUITO INFELIZ.
A médica me receitou um remédio para que eu dormisse melhor, mas ainda não comprei. Talvez amanhã.
Estou bem triste hoje, estou com muita saudades e com falta de meu amor. Estou cansada de resolver tantas coisas sozinha. Quero muito estar com o Eduardo, quero muito meu Gatão. Quero muito me sentir em paz novamente. Quero muito me sentir feliz, com qualquer coisa, mas qualquer mesmo; Só queria sentir um pouquinho de qualquer coisa, que não fosse revolta, insegurança, medo e angustia, por ter perdido meu viver.
Será que algum dia, vou me acostumar a viver sem amor??????? Se eu não conseguir me acostumar, acho que a vida vai ser muito difícil para mim.
ESTOU MUITO INFELIZ.
Postado por
PAULA
às
21:33
3
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
domingo, 27 de novembro de 2011
NÃO QUERO....
Ontem fui ao almoço de confraternização, consegui ir e não chorei nenhuma vez. Fiquei o tempo todo pensando em como seria bom se o Eduardo estivesse ali, ao meu lado, ao lado da Flávia. Mas, por mais que eu quisesse, e eu queria muito mesmo, ele não estava e não vai estar nunca mais, em nenhum almoço, jantar, festa ou qualquer outra coisa que aconteça nessa vida. Por mais que eu saiba de tudo isso, continua sendo muito dura a realidade.
Hoje à tarde, todos os sobrinhos, fora, lá para a obra. Não quero isso. Não gosto disso. Quero que em minha casa, estejam pessoas de quem eu goste e tenham afinidade. Não tenho nenhuma afinidade com os meus sobrinhos e muito menos com os amigos deles. Não sei o que estou fazendo aqui, nem porque estou aqui.
Minha vida era tão perfeita e feliz, porque fui querer mudar???? Realmente, não se mexe em time que está ganhando.
Hoje à tarde, todos os sobrinhos, fora, lá para a obra. Não quero isso. Não gosto disso. Quero que em minha casa, estejam pessoas de quem eu goste e tenham afinidade. Não tenho nenhuma afinidade com os meus sobrinhos e muito menos com os amigos deles. Não sei o que estou fazendo aqui, nem porque estou aqui.
Minha vida era tão perfeita e feliz, porque fui querer mudar???? Realmente, não se mexe em time que está ganhando.
Postado por
PAULA
às
20:56
1 comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
É UM PROGRESSO???????
Ontem fui ao médico. Hoje fui ao cabelereiro e ao oftalmologista. Acho que progredi muito. Admito que preciso de ajuda.
Amanhã vou fazer os exames de sangue e vou ao almoço de confraternização dos pais, da escola da Flávia. Estou fazendo tudo isso sem a menor alegria, só por obrigação, mas estou fazendo.
Hoje me atrasei no cabelereiro, pois a tinta não pegou na primeira vez, meu cabelo estava bem grisalho. Afinal tenho 49 anos e não pintava o cabelo há mais de 6 meses, mas está pintado. Continuo me olhando no espelho sem ter a menor idéia de quem é aquela pessoa alí, que aparece como se fosse eu. Mas, acho que sou eu mesma. Como me transformei nessa pessoa, não sei, mas que sou eu, sou. Simples assim....Odeio me ver no espelho e não sorrir para mim mesma (não sei se é estranho, mas sempre ri para mim mesma, sempre me achei mais bonita rindo).
A semana que vem vou mudar para a obra, eu e a Flávia. Já está decidido. Já pensei bem. Vai ser um acampamento, mas vamos para lá. Vou também comprar óculos novos e vou voltar a usar lentes de contato. Acho que estou fazendo tudo "direitinho", tudo que se espera de uma pessoa. Tudo que precisa para as pessoas acreditarem que uma situação está sendo "superada". Tudo que eu preciso acreditar que está sendo "superado".
Já faz algum tempo, que me sinto vencendo etapas, e entre tantas etapas, ter ido ao cabelereiro, ter ido ao médico, é só mais uma, só mais uma fase que estou "vencendo".
Detesto não ter a menor alegria. Detesto ser a pessoa em que me transformei. Detesto ser eu, hoje em dia.
Detesto estar aqui escrevendo, ao invés de estar me divertindo. Detesto tudo em que minha vida se transformou. Detesto não ter meu amor para me abraçar e falar que tudo vai ficar bem. Detesto saber que nada nunca mais vai ser igual. Detesto saber que o que tenho é isso, e pronto!.
Isso é um progresso???????????
Amanhã vou fazer os exames de sangue e vou ao almoço de confraternização dos pais, da escola da Flávia. Estou fazendo tudo isso sem a menor alegria, só por obrigação, mas estou fazendo.
Hoje me atrasei no cabelereiro, pois a tinta não pegou na primeira vez, meu cabelo estava bem grisalho. Afinal tenho 49 anos e não pintava o cabelo há mais de 6 meses, mas está pintado. Continuo me olhando no espelho sem ter a menor idéia de quem é aquela pessoa alí, que aparece como se fosse eu. Mas, acho que sou eu mesma. Como me transformei nessa pessoa, não sei, mas que sou eu, sou. Simples assim....Odeio me ver no espelho e não sorrir para mim mesma (não sei se é estranho, mas sempre ri para mim mesma, sempre me achei mais bonita rindo).
A semana que vem vou mudar para a obra, eu e a Flávia. Já está decidido. Já pensei bem. Vai ser um acampamento, mas vamos para lá. Vou também comprar óculos novos e vou voltar a usar lentes de contato. Acho que estou fazendo tudo "direitinho", tudo que se espera de uma pessoa. Tudo que precisa para as pessoas acreditarem que uma situação está sendo "superada". Tudo que eu preciso acreditar que está sendo "superado".
Já faz algum tempo, que me sinto vencendo etapas, e entre tantas etapas, ter ido ao cabelereiro, ter ido ao médico, é só mais uma, só mais uma fase que estou "vencendo".
Detesto não ter a menor alegria. Detesto ser a pessoa em que me transformei. Detesto ser eu, hoje em dia.
Detesto estar aqui escrevendo, ao invés de estar me divertindo. Detesto tudo em que minha vida se transformou. Detesto não ter meu amor para me abraçar e falar que tudo vai ficar bem. Detesto saber que nada nunca mais vai ser igual. Detesto saber que o que tenho é isso, e pronto!.
Isso é um progresso???????????
Postado por
PAULA
às
21:31
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A FLÁVIA ESCREVEU...
Hoje estou escrevendo ao lado de minha filha Flávia. Ela está aqui comigo lendo alguns comentários que recebi. Ela é uma menina muito legal,e está me dando a maior força para eu sair dessa tristeza infínita em que estou mergulhada.
A Flávia vai escrever pela primeira vez no blog.
"Ontem a noite eu, minha mãe, meus dois primos Glauco e Arion, meu avô Oswaldo e meu tio Carlos encontramos um filhote de andorinha preso na lareira pegamos a lanterna tiramos a grade e encontramos ele. Minha mãe cuidadosamente pegou o pequenino. E depois fomos a cozinha, eu, Glauco, minha mãe alimenta-lo. Depois de dar pão com leite para ele, fomos procurar insetos achei um pensando que ele estava morto avisei minha mãe. Quado ela foi espetalo no palitinho para dar a o filhote ele não estava morto saiu pulando."
Isso tudo ela escreveu sozinha, eu só ajudei a corrigir algumas coisas.
Ela é minha menina de ouro.
A Flávia vai escrever pela primeira vez no blog.
"Ontem a noite eu, minha mãe, meus dois primos Glauco e Arion, meu avô Oswaldo e meu tio Carlos encontramos um filhote de andorinha preso na lareira pegamos a lanterna tiramos a grade e encontramos ele. Minha mãe cuidadosamente pegou o pequenino. E depois fomos a cozinha, eu, Glauco, minha mãe alimenta-lo. Depois de dar pão com leite para ele, fomos procurar insetos achei um pensando que ele estava morto avisei minha mãe. Quado ela foi espetalo no palitinho para dar a o filhote ele não estava morto saiu pulando."
Isso tudo ela escreveu sozinha, eu só ajudei a corrigir algumas coisas.
Ela é minha menina de ouro.
Postado por
PAULA
às
22:58
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
domingo, 20 de novembro de 2011
EU E ELA.
Hoje a Flávia tinha um aniversário para ir, de um amiguinho da escola. Ela estava super empolgada, por ser a primeira vez que foi convidada para ir na casa de um amiguinho, aqui em Londrina. Eu não fui com ela, minha irmã que foi. A semana que vem, vai ter um almoço de confraternização dos pais, em um restaurante próximo a cidade, ela quer ir, e acho que ela está certa. Não tenho vontade de ir, mas acho que não vai mais ter jeito. Preciso desesperadamente ir ao cabelereiro, estou horrível. Hoje tomei um banho lá na obra, e tem um espelho grande no banheiro, realmente estou horrível, estou muito magra, muito feia.
Hoje falei com minha sogra, e ela me falou que esteve viajando durante 20 dias pela Europa. Ela sempre adorou viajar, veio daí o gosto do Eduardo por viagens, ele também amava viajar. Ele sonhava em morar, por pelo menos uma ano na Europa, de preferência na França, mas ele também adorava a Itália. Nossa viagem inesquecível foi para a Itália. Sonhavamos em voltar para Veneza, e queriamos muito levar a Flávia, e também que fosse enquanto tivessemos condições de andar muito, pois não tem outro meio de conhecer Veneza, sem ser, andando muito e tendo muita disposição para subir e descer escadas.
Queira ou não, a vida não parou porque eu metade de mim morreu. A vida não parou porque eu desejei ardentemente que ela parasse. A vida não parou porque para mim perdeu a graça do viver. A vida não parou porque o Eduardo não pode conhecer todos os lugares que ele gostaria. A vida não parou, nem mesmo por um minuto, para que eu conseguisse entender a nova realidade que estava em minha frente.
A vida não para. A Flávia cresceu muito nesses últimos meses e está crescendo a cada dia, a cada hora, e na semana que vem, queira ou não, vou ter que encarar uma confraternização famíliar, e vamos eu e ela, a nossa nova família, a minha nova família, a nova família dela. Eu e ela.
Hoje falei com minha sogra, e ela me falou que esteve viajando durante 20 dias pela Europa. Ela sempre adorou viajar, veio daí o gosto do Eduardo por viagens, ele também amava viajar. Ele sonhava em morar, por pelo menos uma ano na Europa, de preferência na França, mas ele também adorava a Itália. Nossa viagem inesquecível foi para a Itália. Sonhavamos em voltar para Veneza, e queriamos muito levar a Flávia, e também que fosse enquanto tivessemos condições de andar muito, pois não tem outro meio de conhecer Veneza, sem ser, andando muito e tendo muita disposição para subir e descer escadas.
Queira ou não, a vida não parou porque eu metade de mim morreu. A vida não parou porque eu desejei ardentemente que ela parasse. A vida não parou porque para mim perdeu a graça do viver. A vida não parou porque o Eduardo não pode conhecer todos os lugares que ele gostaria. A vida não parou, nem mesmo por um minuto, para que eu conseguisse entender a nova realidade que estava em minha frente.
A vida não para. A Flávia cresceu muito nesses últimos meses e está crescendo a cada dia, a cada hora, e na semana que vem, queira ou não, vou ter que encarar uma confraternização famíliar, e vamos eu e ela, a nossa nova família, a minha nova família, a nova família dela. Eu e ela.
Postado por
PAULA
às
21:08
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sábado, 19 de novembro de 2011
EU QUERO...
Estou quase lá. A obra está quase pronta. Ainda é uma obra, mas já tem telefone. Tem dvd ligado na tv. Tem luz. Tem água quente e fria. Tem armários, para guardar o básico. Estamos bem perto da mudança. A insegurança é grande, mas ,acho que vamos conseguir. Eu e a Flávia, vamos mudar. Está por bem pouco. Sei que parece dramático, mas pôr, uma casa para funcionar, sem a menor alegria, é muito, muito triste. De qualquer forma, estou chegando lá.
Quero ter, um pouco de volta, a minha antiga vida. Será que conseguirei??????
Quero ter, um pouco de volta, a minha antiga vida. Será que conseguirei??????
Postado por
PAULA
às
21:02
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
NÃO AGUENTO.....
A Flávia tem um aniversário para ir no domingo, de um amiguinho da sala dela. Eu não quero ir para uma festa, e agora????
De alguma maneira, sei que tenho que renascer, mas como????? Não sei como fazer as coisas sem o meu amor, sem o meu companheiro, sem o meu marido. Sei que tenho minha filha, mas não sei o que fazer com as situações que se apresentam. O que fazer com os aniversários e jantares de confraternizações de final de ano????? NÃO QUERO PARTICIPAR DE NADA DISSO, MAS COMO EVITAR??????????
Não aguento mais ficar aqui, não aguento mais, minha vida.
De alguma maneira, sei que tenho que renascer, mas como????? Não sei como fazer as coisas sem o meu amor, sem o meu companheiro, sem o meu marido. Sei que tenho minha filha, mas não sei o que fazer com as situações que se apresentam. O que fazer com os aniversários e jantares de confraternizações de final de ano????? NÃO QUERO PARTICIPAR DE NADA DISSO, MAS COMO EVITAR??????????
Não aguento mais ficar aqui, não aguento mais, minha vida.
Postado por
PAULA
às
21:06
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
terça-feira, 15 de novembro de 2011
TUDO...
Hoje de madrugada perdi o sono, mas fiquei com sono novamente, já estava amanhecendo, dormi e sei que sonhei com o Eduardo, mas não consigo lembrar do sonho e isso está me tirando do sério. Tudo que quero é sonhar com ele, e quando sonho, não lembro????? Não é justo!!!!
Continuo querendo estar ao lado de meu amor. Continuo querendo ouvir a voz dele. Continuo com tanta saudades. Continuo "viajando na maionese".
TUDO QUE QUERO, É MEU AMOR DE VOLTA!!!!!!!!!!!!!!!
Continuo querendo estar ao lado de meu amor. Continuo querendo ouvir a voz dele. Continuo com tanta saudades. Continuo "viajando na maionese".
TUDO QUE QUERO, É MEU AMOR DE VOLTA!!!!!!!!!!!!!!!
Postado por
PAULA
às
21:31
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
SEIS MESES.
Hoje fazem seis meses (180 dias) que vivo (sobrevivo) sem meu amor. Comecei o dia bem mal, fui ao cemitério, enfeitei um pouco a morte, tive um conversa bem séria com o Eduardo e me senti esgotada e sem forças, foi muito estranho. A tarde me senti um pouco melhor, fui para a obra, as crianças também foram. Meu irmão me ajudou a pendurar dois armários, fiz um lanche para as crianças (misto quente) e agora estou de volta aqui, na minha rotina atual, com o pensamento lá longe, lá no sítio, onde eu realmente era feliz e satisfeita. Há essa hora (20:40) estariamos jantando, os tres juntos e a sala estaria aquela bagunça, cheia de bichos, ou de quebra cabeças, ou de papeis e lápis coloridos, ou jogos, ou bonecas. Do que exatamente estariamos brincando, eu não sei, mas sei que estariamos juntos, e essa é a grande falta, o estarmos juntos. Era tão bom. É sempre muito dolorido saber que as coisas nunca mais vão voltar a acontecer, que nunca mais estaremos juntos novamente, que nunca mais vamos brincar, nem bagunçar a sala. Isso dói profundamente, e só quem já perdeu sabe a dor que causa o nunca mais.
Essa semana vou procurar um médico, um cliníco geral, vamos ver se estou realmente desequilibrada fisícamente. Ando muito apática últimamente, não tenho vontade nenhuma de fazer qualquer coisa, tudo tem sido um tremendo sacrifício. Tenho percebido que estou muito estranha, pois começo a fazer as coisas e não termino nada até o fim, isso nunca fez parte de mim, sempre que começava algo, não sossegava antes de ver o fim, agora tem um monte de coisas começadas e nada teminada, é muito estranho.
A Flávia se divertiu bastante ontem e hoje, também. Acho que isso é o que importa. Agora é continuar a sobreviver para ve-la bem, para tentar que ela tenha uma vida o mais "normal" possível. Como todos me falam, eu tenho que pensar nela, eu tenho que ser forte para criar ela, eu tenho que fazer das "tripas" coração por ela. Então vamos lá....
Tudo é muito dolorido quando se tem uma pedra no peito ao invés de um coração. O peso é muito grande. A vida se torna muito sem graça. Mas, queira ou não, essa sou minha nova EU.
A novidade da semana é que agora tem telefone na obra, a primeira ligação que recebemos, foi engano, mas já é um progresso. Pelo menos alguem ligou, pelo menos o telefone tocou. Pena que não era o Eduardo.
Essa semana vou procurar um médico, um cliníco geral, vamos ver se estou realmente desequilibrada fisícamente. Ando muito apática últimamente, não tenho vontade nenhuma de fazer qualquer coisa, tudo tem sido um tremendo sacrifício. Tenho percebido que estou muito estranha, pois começo a fazer as coisas e não termino nada até o fim, isso nunca fez parte de mim, sempre que começava algo, não sossegava antes de ver o fim, agora tem um monte de coisas começadas e nada teminada, é muito estranho.
A Flávia se divertiu bastante ontem e hoje, também. Acho que isso é o que importa. Agora é continuar a sobreviver para ve-la bem, para tentar que ela tenha uma vida o mais "normal" possível. Como todos me falam, eu tenho que pensar nela, eu tenho que ser forte para criar ela, eu tenho que fazer das "tripas" coração por ela. Então vamos lá....
Tudo é muito dolorido quando se tem uma pedra no peito ao invés de um coração. O peso é muito grande. A vida se torna muito sem graça. Mas, queira ou não, essa sou minha nova EU.
A novidade da semana é que agora tem telefone na obra, a primeira ligação que recebemos, foi engano, mas já é um progresso. Pelo menos alguem ligou, pelo menos o telefone tocou. Pena que não era o Eduardo.
Postado por
PAULA
às
21:19
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
EU DETESTO....
Depois de estar ao lado de alguém durante 25 anos, é bem complicado se ver sozinha. O que fazer e como fazer?
Tenho lembrado muito de coisas que vivemos, mas não lembro disso só agora, sempre me lembrava dos momentos vividos, vendo uma foto, escutando uma música, vendo alguma situação, enfim, sempre lembrei dos momentos importantes e marcantes que viviamos, e sempre que havia alguma recordação eu contava para a Flávia, ou comentava com o próprio Eduardo. Sempre adorei histórias, as reais, as inventadas, os contos de fadas, enfim, qualquer história é boa de se ouvir. Mas, mais que tudo, tinham aquelas histórias que nós gostavamos de contar. Aquelas, em que um começa a contar e o outro complementa com o seu lado e tudo fica muito engraçado e legal. Essas eram as melhores, mas só tem graça e significado, se for contada a dois. Minhas histórias, estão todas ligadas ao Eduardo, pois pouco me lembro de como era há 26 anos atrás. E, agora, me pergunto: Como contar essas histórias sozinha? Qua graça tem isso?
Esse ano, no começo do ano, fomos a uma reunião na casa de meu irmão Alexandre. Em certo momento, depois do jantar, formou-se o grupo das "Luluzinhas" e o grupo dos "Bolinhas". Como sempre gostei tanto de escutar histórias, comecei a perguntar para as meninas, como elas tinham conhecido o amado, e todas contaram sua versão, inclusive eu. Acabamos de contar e saí da roda para fumar um cigarro e o Eduardo veio logo ficar comigo. Perguntei para ele, qual o assunto do grupo dos "Bolinhas" e ele me falou que, estavam conversando sobre generalidades, contei para ele do nosso assunto, e falei: "vamos sentar todos juntos, e vou pedir a versão masculina das histórias que acabei de ouvir", ele concordou, é claro, pois também adorava uma história; E assim fizemos. Falei para todos que queriamos ouvir as versões deles sobre os fatos. No fim, acabou se transformando em uma noite única, pois, tanto os homens, como as mulheres contaram as versões de quando e como se conheceram. Tinham casais de várias idades. E, no final, ficou um clima super rômantico, pois as histórias eram bem parecidas. Foi uma noite muito legal.
Agora me pergunto: " O que faço com 25 anos de vivência perto de alguém, que não vai mais contar todas as lindas (as feias, agente deixa para lá) histórias comigo?"
O mundo, perdeu o sentido. Não tenho mais como contar coisas, que só eram legais, contadas por dois. Portanto, posso deduzir que não tenho mais histórias para contar. E, confesso, não tenho mais vontade de ir atrás de histórias para serem contadas algum dia. O meu mundo perdeu o sentido totalmente. Não tenho mais amor, e isso é muito ruim. Todas as histórias de amor, precisam de duas pessoas, para poderem ser contadas. Se não for a dois, é só imaginação. Não tem ninguém para confirmar, ou não, a nossa versão, e então não tem mais graça. Minha história não tem mais sentido, não tem mais porque.
EU DETESTO SER VIÚVA, EU DETESTO NÃO TER O MEU AMOR, EU DETESTO NÃO SABER QUEM SOU.
Tenho lembrado muito de coisas que vivemos, mas não lembro disso só agora, sempre me lembrava dos momentos vividos, vendo uma foto, escutando uma música, vendo alguma situação, enfim, sempre lembrei dos momentos importantes e marcantes que viviamos, e sempre que havia alguma recordação eu contava para a Flávia, ou comentava com o próprio Eduardo. Sempre adorei histórias, as reais, as inventadas, os contos de fadas, enfim, qualquer história é boa de se ouvir. Mas, mais que tudo, tinham aquelas histórias que nós gostavamos de contar. Aquelas, em que um começa a contar e o outro complementa com o seu lado e tudo fica muito engraçado e legal. Essas eram as melhores, mas só tem graça e significado, se for contada a dois. Minhas histórias, estão todas ligadas ao Eduardo, pois pouco me lembro de como era há 26 anos atrás. E, agora, me pergunto: Como contar essas histórias sozinha? Qua graça tem isso?
Esse ano, no começo do ano, fomos a uma reunião na casa de meu irmão Alexandre. Em certo momento, depois do jantar, formou-se o grupo das "Luluzinhas" e o grupo dos "Bolinhas". Como sempre gostei tanto de escutar histórias, comecei a perguntar para as meninas, como elas tinham conhecido o amado, e todas contaram sua versão, inclusive eu. Acabamos de contar e saí da roda para fumar um cigarro e o Eduardo veio logo ficar comigo. Perguntei para ele, qual o assunto do grupo dos "Bolinhas" e ele me falou que, estavam conversando sobre generalidades, contei para ele do nosso assunto, e falei: "vamos sentar todos juntos, e vou pedir a versão masculina das histórias que acabei de ouvir", ele concordou, é claro, pois também adorava uma história; E assim fizemos. Falei para todos que queriamos ouvir as versões deles sobre os fatos. No fim, acabou se transformando em uma noite única, pois, tanto os homens, como as mulheres contaram as versões de quando e como se conheceram. Tinham casais de várias idades. E, no final, ficou um clima super rômantico, pois as histórias eram bem parecidas. Foi uma noite muito legal.
Agora me pergunto: " O que faço com 25 anos de vivência perto de alguém, que não vai mais contar todas as lindas (as feias, agente deixa para lá) histórias comigo?"
O mundo, perdeu o sentido. Não tenho mais como contar coisas, que só eram legais, contadas por dois. Portanto, posso deduzir que não tenho mais histórias para contar. E, confesso, não tenho mais vontade de ir atrás de histórias para serem contadas algum dia. O meu mundo perdeu o sentido totalmente. Não tenho mais amor, e isso é muito ruim. Todas as histórias de amor, precisam de duas pessoas, para poderem ser contadas. Se não for a dois, é só imaginação. Não tem ninguém para confirmar, ou não, a nossa versão, e então não tem mais graça. Minha história não tem mais sentido, não tem mais porque.
EU DETESTO SER VIÚVA, EU DETESTO NÃO TER O MEU AMOR, EU DETESTO NÃO SABER QUEM SOU.
Postado por
PAULA
às
21:06
1 comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
HOJE NÃO VAI TER JEITO...
Hoje acordei me sentindo tão pra baixo, tão desanimada, tão emocionada e chorona. Não houve nada especifíco para isso acontecer, simplesmente só aconteceu, do nada. Isso é tão estafante e desgastante que não existe como descrever. Que saudades dos dias tranquilos, sem mudanças repentinas de humor e de emoções, sem estar sempre na corda bamba, despendendo tanta energia para se manter, sem cair. Que saudades de rir por rir, que saudades de acordar e pensar como a vida é boa, que saudades de acordar e pensar no que iria fazer para o almoço, que saudades da Paula.
Quando eu morava no sítio, sempre organizei meus documentos em pastas, daquelas transparentes. Eu tinha pastas de meus documentos pessoais, de notas fiscais e garantias, dos funcionários, de receitas médicas (uma minha e outra do Eduardo), de curiosidades de Pirapetinga, dos bichos, e por aí vai.
Ontem desencaixotando as pastas, me dei conta que, agora tenho: as pastas do Eduardo, as da antiga Paula e as da nova Paula. Minhas pastas atuais são: Pensão Inss, Rescisão trabalhista, Contas pagas Paula, Contas Eduardo pagas Paula, Inventário, Obra... etc.
O que antes eu guardava em uma prateleira, agora, preciso de várias, e detesto pensar no meu antigo EU e no meu novo EU. O meu novo eu me deixa muito deprimida.
Não sei mais quem sou, nem do que gosto. Sei de onde vim, mas não sei para onde vou. Sei que vou dormir de um jeito hoje, e amanhã não tenho a menor idéia de como vou acordar. Eu ria à toa, e agora não sei o que vai me fazer sorrir. Eu tinha um bom coração, e agora tenho uma pedra no peito. Eu me sentia protegida e segura, e agora sou um mulher fraca e insegura. Que saudades de mim. Acho que eu era legal. Como posso deixar de ser o que eu era, e pronto? Como uma pessoa pode deixar de ser ela mesma?
Acho que estou vivendo um péssimo dia, portanto é melhor não ficar falando muito, pois amanhã, tudo pode ser diferente novamente, ou não! Acho melhor esperar (arte essa, que estou aprendendo aos trancos, principalmente, de madrugada).
Acho que meus hormônios estão alterados, isso deve contribuir para esse emocional tão sem sentido. Não sei o que acontece comigo. Hoje, depois de mais ou menos 5 dias sem chorar, sinto que não vai ter jeito. Estou precisando das lágrimas, será que estou viciada?????? E queira ou não, e eu não queria, mas elas estão aqui, loucas para escapulirem.... E hoje, vou me entregar! A Flávia que me perdoe, mas hoje não vai ter jeito.
Quando eu morava no sítio, sempre organizei meus documentos em pastas, daquelas transparentes. Eu tinha pastas de meus documentos pessoais, de notas fiscais e garantias, dos funcionários, de receitas médicas (uma minha e outra do Eduardo), de curiosidades de Pirapetinga, dos bichos, e por aí vai.
Ontem desencaixotando as pastas, me dei conta que, agora tenho: as pastas do Eduardo, as da antiga Paula e as da nova Paula. Minhas pastas atuais são: Pensão Inss, Rescisão trabalhista, Contas pagas Paula, Contas Eduardo pagas Paula, Inventário, Obra... etc.
O que antes eu guardava em uma prateleira, agora, preciso de várias, e detesto pensar no meu antigo EU e no meu novo EU. O meu novo eu me deixa muito deprimida.
Não sei mais quem sou, nem do que gosto. Sei de onde vim, mas não sei para onde vou. Sei que vou dormir de um jeito hoje, e amanhã não tenho a menor idéia de como vou acordar. Eu ria à toa, e agora não sei o que vai me fazer sorrir. Eu tinha um bom coração, e agora tenho uma pedra no peito. Eu me sentia protegida e segura, e agora sou um mulher fraca e insegura. Que saudades de mim. Acho que eu era legal. Como posso deixar de ser o que eu era, e pronto? Como uma pessoa pode deixar de ser ela mesma?
Acho que estou vivendo um péssimo dia, portanto é melhor não ficar falando muito, pois amanhã, tudo pode ser diferente novamente, ou não! Acho melhor esperar (arte essa, que estou aprendendo aos trancos, principalmente, de madrugada).
Acho que meus hormônios estão alterados, isso deve contribuir para esse emocional tão sem sentido. Não sei o que acontece comigo. Hoje, depois de mais ou menos 5 dias sem chorar, sinto que não vai ter jeito. Estou precisando das lágrimas, será que estou viciada?????? E queira ou não, e eu não queria, mas elas estão aqui, loucas para escapulirem.... E hoje, vou me entregar! A Flávia que me perdoe, mas hoje não vai ter jeito.
Postado por
PAULA
às
20:25
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
domingo, 6 de novembro de 2011
BARATAS....
Minha vida está quase toda "desencaixotada" faltam poucas caixas para serem abertas. Entre elas, estão as coisas do Eduardo que estão no nosso quarto, e eu não sei o que fazer com elas. preparda ainda paramplesmente me desfazer de tudo. Amanhã eu resolvo o que vou fazer.
Também não tenho uma cama, nem a mobília do quarto, mas eu tenho um colchão inflável, e é ele que vou usar por enquanto.
Na quarta feira que vem, vai ser instalado o telefone, e também a casa vai ser dedetizada, aqui em Londrina, tem muita baratas, e eu tenho verdadeiro pavor de baratas e não tenho mais o meu amor para me proteger dessas criaturas tão nojentas (essa é a minha opinião). Lá no sítio, quando aparecia alguma, por acaso, pois era bem raro, eu chamava: "Gatão, corre aqui, me salva", e lá estava meu super herói, me salvando da situação. Mas, agora, sou eu, para proteger a Flávia e a mim mesma. Portanto, dedetização na casa. Em seguida vamos fazer a tão esperada "comprona", e vamos nos mudar para a obra, aliás, vamos acampar na obra. Também é um progresso, não????
Também não tenho uma cama, nem a mobília do quarto, mas eu tenho um colchão inflável, e é ele que vou usar por enquanto.
Na quarta feira que vem, vai ser instalado o telefone, e também a casa vai ser dedetizada, aqui em Londrina, tem muita baratas, e eu tenho verdadeiro pavor de baratas e não tenho mais o meu amor para me proteger dessas criaturas tão nojentas (essa é a minha opinião). Lá no sítio, quando aparecia alguma, por acaso, pois era bem raro, eu chamava: "Gatão, corre aqui, me salva", e lá estava meu super herói, me salvando da situação. Mas, agora, sou eu, para proteger a Flávia e a mim mesma. Portanto, dedetização na casa. Em seguida vamos fazer a tão esperada "comprona", e vamos nos mudar para a obra, aliás, vamos acampar na obra. Também é um progresso, não????
sábado, 5 de novembro de 2011
SABADO.
São 20:59, de um sabado, de calor. Uma noite propícia para um jantar em casa, um passeio, uma lanchonete, uma pizza, qualquer coisa legal. Mas, estou eu aqui, escrevendo, sobre o que eu poderia estar fazendo. Posso até fazer, mas cadê a graça?????
Se eu ainda tivesse minha família, meu marido, poderia estar fazendo qualquer coisa, menos estar aqui escrevendo, sobre a falta que tudo me faz.
Mas, não tenho mais meu marido, nem minha família. Portanto, estou aqui escrevendo. E, agora vou descer par comer uma "pizzinha feita em casa", como dizia o Eduardo.
Isso é o que me restou, no momento.
O telefone está tocando, não vou atender, pois eu sei que não é o Eduardo. Meu pai atendeu, realmente não é o Eduardo....Era meu sobrinho, contando a história de amor que ele está vivendo. É bom, ver pessoas se sentindo felizes! O AMOR, REALMENTE, É LINDO!!! Eu, falei direitinho no telefone e dei a maior força para ele ser feliz, é um grande progresso, não é??????
Se eu ainda tivesse minha família, meu marido, poderia estar fazendo qualquer coisa, menos estar aqui escrevendo, sobre a falta que tudo me faz.
Mas, não tenho mais meu marido, nem minha família. Portanto, estou aqui escrevendo. E, agora vou descer par comer uma "pizzinha feita em casa", como dizia o Eduardo.
Isso é o que me restou, no momento.
O telefone está tocando, não vou atender, pois eu sei que não é o Eduardo. Meu pai atendeu, realmente não é o Eduardo....Era meu sobrinho, contando a história de amor que ele está vivendo. É bom, ver pessoas se sentindo felizes! O AMOR, REALMENTE, É LINDO!!! Eu, falei direitinho no telefone e dei a maior força para ele ser feliz, é um grande progresso, não é??????
Postado por
PAULA
às
21:24
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
ESTOU AQUI!
Estou mudando a cada dia. Estou mudando a cada hora. Estou mudando a cada minuto. Estou mudando de sentimentos e de pensamentos. Já sei que não tem mais volta. Já sei que nunca mais vou viver o sonho, tão sonhado. Já sei que preciso, quer queira ou não, seguir adiante.
Aprendi muitas coisas nesses meses. Aprendi coisa úteis e coisas inúteis.
Estou aqui!
Aprendi muitas coisas nesses meses. Aprendi coisa úteis e coisas inúteis.
Estou aqui!
Postado por
PAULA
às
21:25
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
ALGUMA COISA ESTÁ ACONTECENDO....
Hoje fui ao cemitério pela manhã e a Flávia foi comigo. É a primeira vez que ela vai ao cemitério. Compramos cada uma, uma flor para o papai e uma para a vovó, e pedimos que o papai entregasse para ela. Fizemos uma oração (pai nosso e santo anjo), ela falou para ele que estava com muita saudades e que amava muito ele, e falou também que quando ela morrer, quer ficar perto dele e de mim, no mesmo lugar. Isso já tinha me passado pela cabeça ( pois nesse cemitério, cabem tres corpos em cada jazigo), eu confesso, mas nunca falei nada para ninguém. Essa minha filha é muito esperta e sensível. Apesar, de eu achar que ela não vai ocupar o lugar dela, pois ela vai casar, vai ter família e com certeza vai ter outro desejo. Mas, de qualquer maneira, achei interessante ela ter pensado nisso. Meu pai também foi ao cemitério, antes de nós.
É interessante como as coisas mudam, nunca fui ligada no dia de finados, para mim era um feriado, no qual tinhamos a oportunidade de estarmos juntos, de estarmos em casa, ou viajarmos. Mas hoje, logo que acordei às 04:30, pensei no feriado e qual o seu significado. Chegando ao cemitério, fiquei bem surpresa, de como estava cheio, de como as pessoas lembram e homenageiam seus amados. O cemitério todo estava super enfeitado com flores e realmente muito cheio, então compreendi, que as pessoas nunca esquecem os amados. A vida pode até continuar, mas o pesar de não ter mais a pessoa, permanece para sempre. Eu nunca tinha ido ao cemitério no dia de finados, talvez, quando criança.
Lí em uma reportagem, que esse feriado, no México, é "comemorado" de uma maneira diferente daqui do Brasil. Os Mexicanos enfeitam a casa, e se reunem com famíliares a amigos, para lembrar histórias dos falecidos, porque acreditam, que nesse dia, o espirito do falecido, visita a casa e se sente feliz de ver todos bem e fica feliz de ser relembrado por todos. Achei isso muito interessante e contei para a Flávia. Ela queria ser Mexicana, mas como não somos, ela propôs que no ano que vem, convidemos toda a família para lembrarmos do pai dela. Ela é danadinha.
Tem alguma coisa acontecendo comigo. Esses 2 últimos dias, tenho me sentido um pouco diferente. Acho que estou cansada, de tentar encontrar respostas para o inexplicável. Acho que estou cansada, de tentar voltar no tempo, para que o Eduardo não tivesse morrido. Acho que estou cansada, de tentar entender porque tudo aconteceu da forma como aconteceu. Acho que estou cansada, de ficar me cobrando e ao Eduardo também, por todas as decisões infelizes que tomamos. Acho que estou cansada, de esperar que as coisas possam voltar atrás ( por mais que saiba que elas não voltarão). Acho que estou cansada, de pensar, todos os dias, que é só um pesadelo, do qual vou acordar a qualquer momento (já sei que não é, já me belisquei várias vezes, e vi que estou acordada). Acho que estou muito cansada, de esperar por algo que não vai acontecer nunca mais. Acho, que mais uma vez, estou mudando.
Com todo esse cansaço emocional, de alguma maneira, voltei a me aproximar um pouco mais da Flávia, e estou colhendo os frutos. Ela está mais segura e mais equilibrada. Ela está procurando ajudar como pode para a mudança acontecer. Ela está se mostrando uma criança realmente maravilhosa e compreensiva, e por tudo isso, tenho percebido o quanto ela precisa de mim, o quanto ela quer e precisa que a vida volte "ao normal".
Sei que nunca mais vou voltar a ser a pessoa que fui até 13 de maio de 2011, e ainda não sei quem sou depois de 13 de maio de 2011, mas acho que estou conseguindo ter algum progresso emocional. A dor não sai de perto, a saudade não dá trégua, os pensamentos fervilham. Não choro mais a toda hora. Estou mais dura, mais madura, mais.... nem sei.
Alguma coisa está acontecendo....
É interessante como as coisas mudam, nunca fui ligada no dia de finados, para mim era um feriado, no qual tinhamos a oportunidade de estarmos juntos, de estarmos em casa, ou viajarmos. Mas hoje, logo que acordei às 04:30, pensei no feriado e qual o seu significado. Chegando ao cemitério, fiquei bem surpresa, de como estava cheio, de como as pessoas lembram e homenageiam seus amados. O cemitério todo estava super enfeitado com flores e realmente muito cheio, então compreendi, que as pessoas nunca esquecem os amados. A vida pode até continuar, mas o pesar de não ter mais a pessoa, permanece para sempre. Eu nunca tinha ido ao cemitério no dia de finados, talvez, quando criança.
Lí em uma reportagem, que esse feriado, no México, é "comemorado" de uma maneira diferente daqui do Brasil. Os Mexicanos enfeitam a casa, e se reunem com famíliares a amigos, para lembrar histórias dos falecidos, porque acreditam, que nesse dia, o espirito do falecido, visita a casa e se sente feliz de ver todos bem e fica feliz de ser relembrado por todos. Achei isso muito interessante e contei para a Flávia. Ela queria ser Mexicana, mas como não somos, ela propôs que no ano que vem, convidemos toda a família para lembrarmos do pai dela. Ela é danadinha.
Tem alguma coisa acontecendo comigo. Esses 2 últimos dias, tenho me sentido um pouco diferente. Acho que estou cansada, de tentar encontrar respostas para o inexplicável. Acho que estou cansada, de tentar voltar no tempo, para que o Eduardo não tivesse morrido. Acho que estou cansada, de tentar entender porque tudo aconteceu da forma como aconteceu. Acho que estou cansada, de ficar me cobrando e ao Eduardo também, por todas as decisões infelizes que tomamos. Acho que estou cansada, de esperar que as coisas possam voltar atrás ( por mais que saiba que elas não voltarão). Acho que estou cansada, de pensar, todos os dias, que é só um pesadelo, do qual vou acordar a qualquer momento (já sei que não é, já me belisquei várias vezes, e vi que estou acordada). Acho que estou muito cansada, de esperar por algo que não vai acontecer nunca mais. Acho, que mais uma vez, estou mudando.
Com todo esse cansaço emocional, de alguma maneira, voltei a me aproximar um pouco mais da Flávia, e estou colhendo os frutos. Ela está mais segura e mais equilibrada. Ela está procurando ajudar como pode para a mudança acontecer. Ela está se mostrando uma criança realmente maravilhosa e compreensiva, e por tudo isso, tenho percebido o quanto ela precisa de mim, o quanto ela quer e precisa que a vida volte "ao normal".
Sei que nunca mais vou voltar a ser a pessoa que fui até 13 de maio de 2011, e ainda não sei quem sou depois de 13 de maio de 2011, mas acho que estou conseguindo ter algum progresso emocional. A dor não sai de perto, a saudade não dá trégua, os pensamentos fervilham. Não choro mais a toda hora. Estou mais dura, mais madura, mais.... nem sei.
Alguma coisa está acontecendo....
Postado por
PAULA
às
20:28
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Léa.
Estou próxima da mudança. Amanhã vamos lavar o chão da cozinha. Os útensilios já estão nos ármarios. Minha vida está quase "desencaixotada" e continua bem sem gracinha.
A Flávia está contente com o andamento das coisas, e está louca para ir ao mercado fazer uma "comprona", com todas as coisas que ela gosta de comer, ontem mesmo ela fez uma lista das comidas que está com vontade, uma graça. Ela está com vontade de: Lentilha, Berinjela refolgada, Carne refolgada com ervilhas,
Frango assado com batatas, Feijão branco e feijão preto, Escarola e Acelga,e também do brócolis da Léinha. è muito engraçado ver ela falando de todas as comidas que ela estava acostumada a comer. Em casa sempre tinhamos muitas verduras, aqui no meu pai, não é assim, e ela está sentindo falta. Legal isso, apesar do tempo, ela não esqueceu das coisas que gostavamos (confesso que eu também estou com saudades da comida da Léinha, ela tem um tempero maravilhoso, sabe, aquele feito com cebola, alho, salsinha, sal e etc..., sem ser só temperar com "meu segredo"? Eu também estou com saudades.... A Léa se sente triste de cozinhar, só para mim e para a Flávia, ela me falou isso, mas também falou que vai fazer com o mesmo amor que ela sempre fez, e, eu sei que é verdade. Ela é uma pessoa que eu admiro e respeito muito, e sei que amo também, apesar de agora, não conseguir amar ninguém. Mas, um dia quem sabe....
Se não fosse a Léa, nem sei o que teria acontecido com a Flávia. Ela foi a pessoa mais dedicada e carinhosa que alguém poderia ter por perto, tanto em situações felizes, quanto nas infelizes (nessas, que vemos, quem gosta ou não sinceramente). Ela é muito mais que uma amiga, ela é um apoio sem tamanho. Ela é que está me incentivando, todos os dias, para continuar arrumando e organizando a obra. Não existem palavras possíveis para descrever a amizade, o amor e a dedicação que ela tem por nós ( se eu acreditasse em deus, eu agradeceria muito por isso). Sem ela aqui, nem sei como teria sido.
Um dia vou voltar a sentir amor, espero que sim, e nesse dia, vou agradecer muito o amor que ela dedicou a minha filha e a mim, nesse período tão turbulento de minha vida.
Posso falar que sobrevivi, pela Flávia, pelo meu pai, e pela Léa.
Acho que continuo sendo uma pessoa privilegiada.
A Flávia está contente com o andamento das coisas, e está louca para ir ao mercado fazer uma "comprona", com todas as coisas que ela gosta de comer, ontem mesmo ela fez uma lista das comidas que está com vontade, uma graça. Ela está com vontade de: Lentilha, Berinjela refolgada, Carne refolgada com ervilhas,
Frango assado com batatas, Feijão branco e feijão preto, Escarola e Acelga,e também do brócolis da Léinha. è muito engraçado ver ela falando de todas as comidas que ela estava acostumada a comer. Em casa sempre tinhamos muitas verduras, aqui no meu pai, não é assim, e ela está sentindo falta. Legal isso, apesar do tempo, ela não esqueceu das coisas que gostavamos (confesso que eu também estou com saudades da comida da Léinha, ela tem um tempero maravilhoso, sabe, aquele feito com cebola, alho, salsinha, sal e etc..., sem ser só temperar com "meu segredo"? Eu também estou com saudades.... A Léa se sente triste de cozinhar, só para mim e para a Flávia, ela me falou isso, mas também falou que vai fazer com o mesmo amor que ela sempre fez, e, eu sei que é verdade. Ela é uma pessoa que eu admiro e respeito muito, e sei que amo também, apesar de agora, não conseguir amar ninguém. Mas, um dia quem sabe....
Se não fosse a Léa, nem sei o que teria acontecido com a Flávia. Ela foi a pessoa mais dedicada e carinhosa que alguém poderia ter por perto, tanto em situações felizes, quanto nas infelizes (nessas, que vemos, quem gosta ou não sinceramente). Ela é muito mais que uma amiga, ela é um apoio sem tamanho. Ela é que está me incentivando, todos os dias, para continuar arrumando e organizando a obra. Não existem palavras possíveis para descrever a amizade, o amor e a dedicação que ela tem por nós ( se eu acreditasse em deus, eu agradeceria muito por isso). Sem ela aqui, nem sei como teria sido.
Um dia vou voltar a sentir amor, espero que sim, e nesse dia, vou agradecer muito o amor que ela dedicou a minha filha e a mim, nesse período tão turbulento de minha vida.
Posso falar que sobrevivi, pela Flávia, pelo meu pai, e pela Léa.
Acho que continuo sendo uma pessoa privilegiada.
Postado por
PAULA
às
21:00
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
domingo, 30 de outubro de 2011
SAUDADES...
Essa semana foi bem difícil. Praticamente, acabei de abrir as caixas, faltam poucas. As vezes faço com uma certa vontade, no momento seguinte sinto um desanimo tão grande, que é impossível continuar.
Hoje abri uma caixa, que entre outras roupas minhas, tinha um pijama vermelho,que comprei para passar a primeira noita na casa nova, isso já faz bastante tempo. Que bobeira, que coisa mais sem graça, fazer isso. Nunca mais vou comprar alguma coisa, pensando em usar no futuro. quando comprei, fazia tanto sentido...Como iria ser uma noite de novidades, achei que ter um pijama novo vermelho, da cor da casa, seria legal, e o Eduardo iria me achar charmosa, pois o pijama é bem bonito. Quando achei o pijama, lembrei disso tudo e pensei: "por que não usei esse pijama no dia em que comprei??? para que ficar esperando??? No fim, não usei, o Eduardo não me achou charmosa com ele, e agora, quando eu for usar, vai sempre ter um gostinho, de por que não usei antes?
Aliás, fiz isso com muitas coisas, nessa semana, abrindo caixas, me dei conta de que estou encaixotando minha vida há pelo menos 2 anos, que coisa estranha que fiz. Eu acreditava tanto, em uma nova vida, que nunca parei para pensar no que estava fazendo. Eu não deixei de viver o presente, lá atrás, há dois anos atrás, mas eu encaixotei o futuro. Não foi uma boa escolha.
Fiz muitas escolhas infelizes. Bem que podiamos ter uma segunda chance, mas não tem essa escolha.
Estou com muitas saudades do Eduardo. Nem em sonhos eu o vejo mais.
Estou ficando cada vez mais sem ter o que falar, sem me tornar repetitiva.
Vou procurar um médico essa semana, um clínico geral, pelo menos vou tentar, tentar.
Hoje abri uma caixa, que entre outras roupas minhas, tinha um pijama vermelho,que comprei para passar a primeira noita na casa nova, isso já faz bastante tempo. Que bobeira, que coisa mais sem graça, fazer isso. Nunca mais vou comprar alguma coisa, pensando em usar no futuro. quando comprei, fazia tanto sentido...Como iria ser uma noite de novidades, achei que ter um pijama novo vermelho, da cor da casa, seria legal, e o Eduardo iria me achar charmosa, pois o pijama é bem bonito. Quando achei o pijama, lembrei disso tudo e pensei: "por que não usei esse pijama no dia em que comprei??? para que ficar esperando??? No fim, não usei, o Eduardo não me achou charmosa com ele, e agora, quando eu for usar, vai sempre ter um gostinho, de por que não usei antes?
Aliás, fiz isso com muitas coisas, nessa semana, abrindo caixas, me dei conta de que estou encaixotando minha vida há pelo menos 2 anos, que coisa estranha que fiz. Eu acreditava tanto, em uma nova vida, que nunca parei para pensar no que estava fazendo. Eu não deixei de viver o presente, lá atrás, há dois anos atrás, mas eu encaixotei o futuro. Não foi uma boa escolha.
Fiz muitas escolhas infelizes. Bem que podiamos ter uma segunda chance, mas não tem essa escolha.
Estou com muitas saudades do Eduardo. Nem em sonhos eu o vejo mais.
Estou ficando cada vez mais sem ter o que falar, sem me tornar repetitiva.
Vou procurar um médico essa semana, um clínico geral, pelo menos vou tentar, tentar.
Postado por
PAULA
às
20:07
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sábado, 29 de outubro de 2011
E AGORA????????
Ontem foi aniversário de meu pai. A comemoração está sendo hoje. Está todo mundo feliz e comemorando. Por mais injusto que seja, eu não vou descer. Não vou participar. Não acho errado, as pessoas serem felizes. Sempre gostei de ser feliz, mas hoje, agora, não tenho como participar. Estou muito infeliz. Não consigo ficar perto de quem está feliz.
Eu detesto ser o que sou, mas infelizmente, é isso.
Vou procurar um médico essa semana.
Quem sou eu, afinal???????
Acho que estou deprimida, acho que preciso de ajuda.
Estou morrendo de saudades de meu amor.
Será que algum dia, isso vai acabar???? Será que essa dor, um dia vai passar????? Será que algum dia, vou me encontrar novamente???
Quem sou eu, sem ele??????????? Não consigo descobrir.
Não aguento ficar sem metade de mim, e agora?????????
Eu detesto ser o que sou, mas infelizmente, é isso.
Vou procurar um médico essa semana.
Quem sou eu, afinal???????
Acho que estou deprimida, acho que preciso de ajuda.
Estou morrendo de saudades de meu amor.
Será que algum dia, isso vai acabar???? Será que essa dor, um dia vai passar????? Será que algum dia, vou me encontrar novamente???
Quem sou eu, sem ele??????????? Não consigo descobrir.
Não aguento ficar sem metade de mim, e agora?????????
Postado por
PAULA
às
21:51
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
HOJE....
Hoje é aniversário do meu pai, ele faz 81 anos. São 21:05, sexta feira. O que estou fazendo aqui????????? Alguem pode me dizer?
Não tenho nada para escrever, nem para falar.
Estou tendo dias bem difíceis, bem cheios de emoções, bem cheios de vazios.
Será que em algum dia vou saber quem sou, para onde vou, porque estou??????????
É sempre uma enorme interrogação.
Não tenho nada para escrever, nem para falar.
Estou tendo dias bem difíceis, bem cheios de emoções, bem cheios de vazios.
Será que em algum dia vou saber quem sou, para onde vou, porque estou??????????
É sempre uma enorme interrogação.
Postado por
PAULA
às
21:10
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
domingo, 23 de outubro de 2011
????????????
A morte é uma merda. No meu caso, ela carregou tudo de bom que existia na vida. Hoje vou tomar um banho, ontem não tomei, foi mal, mas é verdade. Me sinto desanimada, dolorida e perdida. Estou perdida, desde o dia 13 de maio. Será que algum dia me acharei???? Será, que em algum dia, vou saber quem sou novamente????? Sei, que são muitas interrogações, mas minha vida é uma grande interrogação.
??????????????????????????? Essa sou eu!!!!!!!!!
??????????????????????????? Essa sou eu!!!!!!!!!
Postado por
PAULA
às
20:49
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sábado, 22 de outubro de 2011
SAUDADES...
Abri quase todas as caixas, agora faltam roupas, dvds e livros. Os enfeites, porta retratos, vasos, quadros antigos, já estão em algum lugar. Os novos estão no quarto de hóspedes no plástico bolha, e os enfeites de jardim estão na churrasqueira, no plástico bolha, é claro.
Na segunda feira vou pedir para instalarem um número de telefone.
Estou envolvida por uma tristeza tão grande, que não existem palavras para descrever.
Hoje é sabado a noite, noite de fazer alguma coisa especial. A minha noite especial, é escrever um monte de coisas, baixo astral, no blog. É bem emocionante, não????? Que saudades, das noites de sabado em família.... Que saudades do meu amor....Que saudades de viver sem dor.... Que saudades de mim....Que saudades de tomar um vinho na varanda....Que saudades de me sentir bem....Que saudades de ficar no silêncio...Que saudades de ter uma vida....Que saudades de acreditar na felicidade, e na alegria...Que saudades...........
Na segunda feira vou pedir para instalarem um número de telefone.
Estou envolvida por uma tristeza tão grande, que não existem palavras para descrever.
Hoje é sabado a noite, noite de fazer alguma coisa especial. A minha noite especial, é escrever um monte de coisas, baixo astral, no blog. É bem emocionante, não????? Que saudades, das noites de sabado em família.... Que saudades do meu amor....Que saudades de viver sem dor.... Que saudades de mim....Que saudades de tomar um vinho na varanda....Que saudades de me sentir bem....Que saudades de ficar no silêncio...Que saudades de ter uma vida....Que saudades de acreditar na felicidade, e na alegria...Que saudades...........
Postado por
PAULA
às
20:40
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
SAUDADES....
terça-feira, 18 de outubro de 2011
SONHO E REALIDADE.
A Flávia voltou do acampamento toda feliz e cansada. Ela amou todas as brincadeiras, comidas, o chalé, enfim, voltou super empolgada. Ainda bem que tudo deu certo,e que eu tomei a decisão certa, em ter deixado ela ir. A única pena nessa história, foi não ter tido o Eduardo ao nosso lado. Seria tão mais divertido, tão mais alegre. Fico com muita pena de nós tres, por não podermos mais fazer coisas, que seriam MUITO prazerosas.
Hoje fiquei bastante na obra e abri os móveis, não desembalei, mas tirei tudo do papelão, diminuiu bastante o volume de coisas. Hoje fizeram a limpeza nos quartos, na parte de cima da casa, portanto, vou poder começar a desencaixotar as roupas, já passou tanto tempo, que nem lembro mais das roupas que estão nas caixas, portanto, poderia perfeitamente, viver sem elas. Aliás, poderia perfeitamente viver sem qualquer coisa que tenha na casa, ou que ainda estão nas caixas.
O Eduardo, adorava enfeites, quadros, cachepôs daqueles enormes, então, a quantidade de coisas para decoração que compramos é grande. Quando compramos fazia todo o sentido, mas agora, fico olhando para tudo aquilo e não sei o que fazer. Em algum momento vou pedurar algumas coisas, eu sei, mas não tem mais o menor significado, não tem mais nenhuma graça, não tem mais nada a ver com nada mais. Mas, as coisas estão lá, e tenho que tira-las do meio, e um dia vou conseguir, espero.
Continuo pensando que tenho que me desfazer de muitas coisas, será que uma venda de garagem resolve meu problema? Tenho que resolver isso antes que eu morra, pois, senão, será um grande encargo para a Flávia. Quero muito deixar tudo o melhor organizado possível, para que ela não tenha que ficar adivinhando coisas, pois eu sei bem, como é estar destruida e ter que ficar lendo um monte de papeis, ficar tentando achar documentos e correndo atrás de coisas, que não temos a menor vontade de fazer. Não que eu espere que ela fique arrasada com a minha morte, ela não vai ficar, pois será uma coisa natural da vida, os pais morrem antes dos filhos, eu só torço muito para que eu fique doente, não quero morrer de repente e causar mais uma reviravolta na vida dela.
De resto, continuo sentindo uma enorme saudade do Eduardo. Não tenho chorado tanto quanto antes e nem me desperado como antes. De alguma maneira a dor está se acomodando dentro de mim, ela está lá o tempo inteiro me espetando, me ferindo, mas não é tão intensa como era antes, acho que o termo certo é 'anestesiada', é acho que é isso, a dor está anestesiada, e para ajudar nessa anestesia, tento pensar o menos possível, no que iria ser, em como iria ser, procuro pensar menos, inclusive no que foi.
É muito difícil para um SONHADOR, se tornar um REALISTA, ainda mais, quando a realidade é muito CRUEL.
Hoje fiquei bastante na obra e abri os móveis, não desembalei, mas tirei tudo do papelão, diminuiu bastante o volume de coisas. Hoje fizeram a limpeza nos quartos, na parte de cima da casa, portanto, vou poder começar a desencaixotar as roupas, já passou tanto tempo, que nem lembro mais das roupas que estão nas caixas, portanto, poderia perfeitamente, viver sem elas. Aliás, poderia perfeitamente viver sem qualquer coisa que tenha na casa, ou que ainda estão nas caixas.
O Eduardo, adorava enfeites, quadros, cachepôs daqueles enormes, então, a quantidade de coisas para decoração que compramos é grande. Quando compramos fazia todo o sentido, mas agora, fico olhando para tudo aquilo e não sei o que fazer. Em algum momento vou pedurar algumas coisas, eu sei, mas não tem mais o menor significado, não tem mais nenhuma graça, não tem mais nada a ver com nada mais. Mas, as coisas estão lá, e tenho que tira-las do meio, e um dia vou conseguir, espero.
Continuo pensando que tenho que me desfazer de muitas coisas, será que uma venda de garagem resolve meu problema? Tenho que resolver isso antes que eu morra, pois, senão, será um grande encargo para a Flávia. Quero muito deixar tudo o melhor organizado possível, para que ela não tenha que ficar adivinhando coisas, pois eu sei bem, como é estar destruida e ter que ficar lendo um monte de papeis, ficar tentando achar documentos e correndo atrás de coisas, que não temos a menor vontade de fazer. Não que eu espere que ela fique arrasada com a minha morte, ela não vai ficar, pois será uma coisa natural da vida, os pais morrem antes dos filhos, eu só torço muito para que eu fique doente, não quero morrer de repente e causar mais uma reviravolta na vida dela.
De resto, continuo sentindo uma enorme saudade do Eduardo. Não tenho chorado tanto quanto antes e nem me desperado como antes. De alguma maneira a dor está se acomodando dentro de mim, ela está lá o tempo inteiro me espetando, me ferindo, mas não é tão intensa como era antes, acho que o termo certo é 'anestesiada', é acho que é isso, a dor está anestesiada, e para ajudar nessa anestesia, tento pensar o menos possível, no que iria ser, em como iria ser, procuro pensar menos, inclusive no que foi.
É muito difícil para um SONHADOR, se tornar um REALISTA, ainda mais, quando a realidade é muito CRUEL.
Postado por
PAULA
às
19:35
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
ESTOU....
Hoje minha filha foi acampar com a escola. A primeira viagem que ela faz, sozinha. E, no fundo a primeira vez que eu fico em casa (na casa de meu pai) sem ela. Estou com saudades, estou sentindo falta de todas as aprontações, da voz dela, dos abraços, das bravezas... Estou sentindo a falta dela.
Postado por
PAULA
às
22:24
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
falta e dor
domingo, 16 de outubro de 2011
HOJE....
Para mim o horário de verão, era tudo de bom. Era a oportunidade de prorrogar o dia, de viver uma hora há mais, no claro. O Eduardo também gostava. Hoje foi, um longo, longo, longo dia.
Postado por
PAULA
às
22:19
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
COMO PODE???????
É incrivel como o cérebro, ou o coração, ou nem sei o que, funciona para nos proteger em algumas situações. Já faz tempo que não sinto grandes emoções boas, tenho sentido muitas emoções, mas sempre muito tristes e angustiantes, mas, de alguma maneira, não sei qual, tenho conseguido abrir caixas e caixas e não sentir nada. Nada de emoções chorosas ou horriveis. Simplesmente, a cada caixa que abro, vejo as coisas compradas por nós, lembro onde iamos colocar, qual era o objetivo daquela compra, onde iria ser usada, me vem uma grande tristeza, mas, simplesmente são coisas, não tem mais o significado que tiveram um dia, não tem mais o sabor da alegria, são só coisas.
Quando foram compradas, existia um entusiasmo e uma alegria tão grandes. Se estivessem sendo abertas com alegria, sei que seria uma felicidade sem fim, mas agora, eu simplesmente faço. Faço, porque tem que ser feito. O piloto automático está sempre ligado, só isso. Tudo que já foi tão lindo, hoje não passam de objetos, que não tem mais o menor significado, estão lá, por acaso.
Simplesmente essas coisas existem, simples assim. Assim, como perder a minha vida. Simplesmente acabou. Simples assim.......
Não consigo entender como pode uma pessoa simplesmente DESAPARECER? Simplesmente SUMIR? simplesmente não existir mais... Como pode???????
Como pode, um dia se está feliz e confiante, e no momento seguinte, tudo se acabou???? Qual a lógica e o objetivo disso tudo? Qual é o sentido da vida????
Sei que já se passaram vários meses, mas a cada vez que toca o telefone, me dá uma certa apreensão...Mas já sei também, que não é só um pesadelo, do qual vou acordar a qualquer momento. Como pode???????????
Quando foram compradas, existia um entusiasmo e uma alegria tão grandes. Se estivessem sendo abertas com alegria, sei que seria uma felicidade sem fim, mas agora, eu simplesmente faço. Faço, porque tem que ser feito. O piloto automático está sempre ligado, só isso. Tudo que já foi tão lindo, hoje não passam de objetos, que não tem mais o menor significado, estão lá, por acaso.
Simplesmente essas coisas existem, simples assim. Assim, como perder a minha vida. Simplesmente acabou. Simples assim.......
Não consigo entender como pode uma pessoa simplesmente DESAPARECER? Simplesmente SUMIR? simplesmente não existir mais... Como pode???????
Como pode, um dia se está feliz e confiante, e no momento seguinte, tudo se acabou???? Qual a lógica e o objetivo disso tudo? Qual é o sentido da vida????
Sei que já se passaram vários meses, mas a cada vez que toca o telefone, me dá uma certa apreensão...Mas já sei também, que não é só um pesadelo, do qual vou acordar a qualquer momento. Como pode???????????
Postado por
PAULA
às
20:33
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
CINCO MESES...
Hoje fazem 5 meses que sobrevivo sem o meu amor. Cinco meses de dor, de choro, de confusão, de insegurança. Cinco meses com o coração duro e despedaçado. Cinco meses de incredulidade diante de tantas mudanças na vida. Cinco meses em que não tenho nem noção de quem sou e para onde vou. Cinco meses de dúvidas e ansiedades. Nesses cinco meses, a Flávia cresceu cinco anos. Nesses cinco meses fiz e passei por tantas situações, que jamais imaginei passar. Nesses cinco meses aprendi como é ruim sentir tanta tristeza, ter que acordar a cada dia, e ter que ir, não importa muito para onde, mas tem que ir.
Hoje fui ao cemitério, mas estou tão vazia, tão cansada, tão triste, que nem mesmo consegui falar com o Eduardo, talvez não tenha mais o que falar, não sei....
Continuo abrindo as caixas, agora já são as coisas novas, da cozinha, e estou fazendo conforme pensei, estou desembalando,mas estou guardando tudo, até resolver o que vou fazer com tudo aquilo. Algumas coisas não estou nem desembalando, tipo taças e copos.
Isso tudo, realmente tem me deixado vazia, é assim que realmente me sinto, vazia.
Mas uma coisa é certa, vazia ou não, são cinco meses de uma IMENSA SAUDADES.
Hoje fui ao cemitério, mas estou tão vazia, tão cansada, tão triste, que nem mesmo consegui falar com o Eduardo, talvez não tenha mais o que falar, não sei....
Continuo abrindo as caixas, agora já são as coisas novas, da cozinha, e estou fazendo conforme pensei, estou desembalando,mas estou guardando tudo, até resolver o que vou fazer com tudo aquilo. Algumas coisas não estou nem desembalando, tipo taças e copos.
Isso tudo, realmente tem me deixado vazia, é assim que realmente me sinto, vazia.
Mas uma coisa é certa, vazia ou não, são cinco meses de uma IMENSA SAUDADES.
Postado por
PAULA
às
19:36
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
HOJE É HOJE...
Hoje por incrivel que pareça, passei um dia menos tormentoso. Com menos fantasias na cabeça, tipo o Eduardo estar por perto e estar sofrendo também com a nossa situação. É claro que amanhã tudo pode ser diferente, mas hoje, acordei mais realista, mais dura, com a sensação de que eu dependo de mim, e não tem jeito, ninguém pode fazer nada. Minha vida está perdida para sempre e agora, é ir para frente, de qualquer maneira. Acho que acordei com o piloto automático ligado, e talvez vá viver assim para sempre, eu não sei.
Em relação a minha "irmã", também acordei um pouco mais serena, menos revoltada. Mas, de qualquer maneira não confio mais em mim, não confio mais, que amanhã será como hoje. Nesses quase 5 meses, descobri que cada dia é um dia diferente, foi-se o tempo, em que os dias eram bem parecidos, não monótonos, mas alegres e felizes (com excessão de quando brigavamos, ou no período da TPM), eram dias bons, dias normais, sem sofrimento, sem dor no coração (álias, naquela época hávia um coração), sem desanimo. Eram dias bons, e eu sempre soube, não descobri isso depois do ocorrido, eu era muito feliz.
Mas, hoje, só de não sentir aquele tumulto todo dentro de mim, já foi um alívio.
De qualquer forma, hoje é hoje, amanhã não sei....
Em relação a minha "irmã", também acordei um pouco mais serena, menos revoltada. Mas, de qualquer maneira não confio mais em mim, não confio mais, que amanhã será como hoje. Nesses quase 5 meses, descobri que cada dia é um dia diferente, foi-se o tempo, em que os dias eram bem parecidos, não monótonos, mas alegres e felizes (com excessão de quando brigavamos, ou no período da TPM), eram dias bons, dias normais, sem sofrimento, sem dor no coração (álias, naquela época hávia um coração), sem desanimo. Eram dias bons, e eu sempre soube, não descobri isso depois do ocorrido, eu era muito feliz.
Mas, hoje, só de não sentir aquele tumulto todo dentro de mim, já foi um alívio.
De qualquer forma, hoje é hoje, amanhã não sei....
Postado por
PAULA
às
20:31
1 comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
LUTO DOR AMOR
domingo, 9 de outubro de 2011
É MUITO RUIM NÃO TER ESCOLHA.
Hoje, em uma cidade bem próxima a Londrina, teve uma sessão de psicografia e eu fui. Essa reunião aconteceu em um centro espírita, na cidade de Cambé, e um casal de médius é que fazem as psicografias. Eu já sabia desse evento à bastante tempo, desde que comecei a pesquisar sobre isso, logo depois da morte do Eduardo. Fui pela manhã, peguei uma senha e fiquei aguardando passar pela triagem, fui bem cedo, 7:30 já estava lá, fui o número 32. Então foi destribuido um, ou mais papeis para serem preenchidos com o nome do solicitante, o nome do ente querido, a data de nascimento e de morte. Preenchi com o nome do Eduardo e também fiz um com o nome de minha mãe. Na entrada tinha uma mesa com vários dvs e livros psicografados pelo médium, inclusive, eu comprei alguns filmes e um livro que se chama "superando a dor da morte". Mais ou menos às 8:30, começaram a chamar os números, para fazer a triagem, eu fui chamada pela médium, entreguei os papeis preenchidos, ela leu e me falou, nossa o Eduardo desencarnou a pouco tempo, do que ele morreu? eu falei. Ela me perguntou se nós tinhamos filhos, eu falei que sim, uma menina. Ela perguntou a idade e perguntou dos pais dele, eu falei que ele só tinha a mãe e ela foi fazendo algumas perguntas, e eu fui falando o menos possível, mas falei que moravamos em Minas Gerais e estavamos de mudança para Londrina, quando tudo aconteceu, ela me falou, para encerrar a conversa, que iriamos ver o que se podia conseguir. Voltei para a casa do meu pai, pois a psicografia seria realizada a partir das 15:00.
Às 14:30 eu estava lá de volta, e confesso cheia de expectativas, é uma ansiedade sem tamanho, ainda mais para mim, que não tenho fé, fui lá justamente para encontrar um pouco de fé, acho que me ajudaria muito.
Tinham muitas pessoas nessa hora, mas às 15:00, o lugar ficou cheio. Eles começaram tudo pontualmente, tocava uma música bem alta, pois eles falaram que isso servia como um escudo para os espíritos poderem se manifestar, eram músicas bonitas. Em vários momentos fiquei emocionada. Os médius colocavam a mão sobre os olhos e começaram a escrever, escrever, escrever (nessa hora ainda me perguntei, como eles podiam escrever tanto com a música tão alta, eu não conseguiria me concentrar). Às 16:15, ela parou de psicografar, ele continuou. Ela pegou um microfone e começou a ler as cartas, a pessoa mencionada se levantava e ia lá na frente para escutar a leitura e pegar a mensagem. São cartas longas. Ela leu quatro cartas, na qual as pessoas se emocionaram muito, então na quinta carta, ela leu "Paula, sou eu, o Eduardo...", meu coração disparou e não consegui levantar imediatamente, mentalmente, durante o dia todo pedi muito, que se isso existisse, ele se comunicasse comigo, então imagine o tamanho da minha emoção. Então levantei e fui até lá, ela continuou lendo, meu coração a mil por hora, só que quando chegou no meio da carta, eu já tinha certeza que não era real, então a emoção foi passando e eu me acalmei. Nada na carta me faz achar que é uma verdade. Ela cita o nome da minha mãe, que está ao lado dele. Não cita o nome da Flávia, e sim se refere a ela, como nossa princesa. Fala da mudança de Minas para Londrina. Fala do que ele sentiu quando morreu (os sintomas normais de um infarto, que todos conhecemos), aí fala da hora que ele acorda no mundo espíritual, quando ele fala que estava atordoado e confuso, aí fala que ele estava num quarto com vários companheiros, aí vem a parte que pegou, diz assim " Porque nossa situação financeira não me daria o luxo de me internar em um hospital particular", foi um chute sem tamanho e não é verdade. Então, ele fala que minha mãe, a Dona Neusa, foi visitar ele (esse dado foi passado, quando entreguei o papel com o nome dela), mais para a frente, ele fala, que minha mãe um dia vai mandar um mensagem também. Agora, o final pega, não tem como acreditar, ele se despede assim: "Preciso encerrar o ditado, já me sinto zonzo e extenuado deixando o meu carinho aos únicos bens que deixei sobre a terra. Beijos do esposo e pai", e uma assinatura, com uma caneta diferente, da que foi usada para escrever a carta.
Estou desesperada de dor, é verdade, mas ainda não estou desesperda de burrice. Ele jámais, usaria o termo esposo, nós sempre usamos falar, marido e mulher, pois achavamos essa palavra, esposa ou esposo muito sem graça, se fosse ele, no final ele teria posto Gatão, e, é claro que os filhos dele, também são bens preciosos, e não só eu e a Flávia.
Conclusão, isso tudo não existe, voltei para o ponto de partida, morreu, acabou, o que é uma pena, pois é muito triste saber que tudo se acaba definitivamente, e que no fundo, a vida não tem sentido algum.
Entendo também, que esse tipo de coisa consola muitos corações, pois as outras pessoas que receberam as cartas se emocionaram muito e ficaram felizes, genuinamente felizes. O desespero nos torna cegos. Acho que as intensões dos médius, também são boas, tanto que esse trabalho chama "cartas consoladoras", mas não é verdade, ou pelo menos na minha, não posso acreditar, pois ainda não perdi totalmente a razão. Mas, acho que estou tão mal, que fui contemplada com uma carta. Como falei, a sala estava cheia, cheia de sofredores, pois todos que estavam lá, não estavam sofrendo menos do que eu, e na realidade só 10 pedidos foram atendidos, 5 através da médium e 5 através do médium. Eu fiquei até o final, pois queria ouvir a leitura das psicografias feitas pelo médium, e no final eles entregam bilhetes, não cartas, só bilhetes que os espíritos mandaram, para poucos, portanto, a maioria das pessoas não recebem nada.
Na minha angustia, de querer acreditar, eu pedia muito que, se eu recebesse uma mensagem, tivesse duas coisas, ou uma, ou outra, mas que tivesse Gatão na mensagem, ou o nome de alguém que não tivesse sido citado, ou que ele me falasse para não ser uma mãe tão triste, porque a Flávia não merecia isso. Nada disso aconteceu, pelo contrário.
Mais uma experiência de vida, e agora, mais do que nunca, sei que a morte acaba com tudo, com sonhos, expectativas, sentimentos e o píor de tudo, nossas mentes e nossos feitos, simplesmente, são enterrados com o morto, é claro, que sempre vai existir o sofrimento pela perda, mas tudo acaba, por mais brilhante que uma pessoa seja, a morte acaba com tudo.
O meu pai está muito triste, por causa da briga, não acho que ele mereça passar por essa situação. Estou muito triste por estar causando isso a ele, preciso me mudar o mais rápido possível e vou tentar uma conversa com minha "irmã", para que ele pare de sofrer, é muito triste, ver o sofrimento estampado no rosto dele, só que essa próxima conversa, vai ser longe dele. Acho que realmente, ele não merece passar por isso, e acho que eu também tenho que procurar me superar, agora, que tenho certeza, estou sozinha com a Flávia. Não existe um espírito, ou qualquer outra coisa, que não os que ainda estão aqui. Vou procurar ajuda e tentar melhorar, pelo meu pai e pela Flávia. Acho que recaídas vão existir, que nunca vou conseguir me conformar com o que aconteceu, sei que não vou. Que meu coração está duro, está mesmo. Que minha vida mudou para sempre, ainda não consigo acreditar, mas acho que com o tempo vou conseguir. Que a Flávia merece ser feliz e acreditar na vida, já que ela está viva, também acho que é justo. Que vou viver de lembranças e recordações para o resto do que me resta dessa vida, também já tenho consciência. Portanto, não me resta nenhuma opção, sem ser ir para frente, sem amor, sem sentimento, sem saber quem sou...mas preciso, de alguma forma, ir para frente. Me matar, sei há bastante tempo, que seria uma péssima herança para meu pai e para minha filha. Portanto, só tenho UMA opção, só UMA. É muito ruim não ter escolha.
Às 14:30 eu estava lá de volta, e confesso cheia de expectativas, é uma ansiedade sem tamanho, ainda mais para mim, que não tenho fé, fui lá justamente para encontrar um pouco de fé, acho que me ajudaria muito.
Tinham muitas pessoas nessa hora, mas às 15:00, o lugar ficou cheio. Eles começaram tudo pontualmente, tocava uma música bem alta, pois eles falaram que isso servia como um escudo para os espíritos poderem se manifestar, eram músicas bonitas. Em vários momentos fiquei emocionada. Os médius colocavam a mão sobre os olhos e começaram a escrever, escrever, escrever (nessa hora ainda me perguntei, como eles podiam escrever tanto com a música tão alta, eu não conseguiria me concentrar). Às 16:15, ela parou de psicografar, ele continuou. Ela pegou um microfone e começou a ler as cartas, a pessoa mencionada se levantava e ia lá na frente para escutar a leitura e pegar a mensagem. São cartas longas. Ela leu quatro cartas, na qual as pessoas se emocionaram muito, então na quinta carta, ela leu "Paula, sou eu, o Eduardo...", meu coração disparou e não consegui levantar imediatamente, mentalmente, durante o dia todo pedi muito, que se isso existisse, ele se comunicasse comigo, então imagine o tamanho da minha emoção. Então levantei e fui até lá, ela continuou lendo, meu coração a mil por hora, só que quando chegou no meio da carta, eu já tinha certeza que não era real, então a emoção foi passando e eu me acalmei. Nada na carta me faz achar que é uma verdade. Ela cita o nome da minha mãe, que está ao lado dele. Não cita o nome da Flávia, e sim se refere a ela, como nossa princesa. Fala da mudança de Minas para Londrina. Fala do que ele sentiu quando morreu (os sintomas normais de um infarto, que todos conhecemos), aí fala da hora que ele acorda no mundo espíritual, quando ele fala que estava atordoado e confuso, aí fala que ele estava num quarto com vários companheiros, aí vem a parte que pegou, diz assim " Porque nossa situação financeira não me daria o luxo de me internar em um hospital particular", foi um chute sem tamanho e não é verdade. Então, ele fala que minha mãe, a Dona Neusa, foi visitar ele (esse dado foi passado, quando entreguei o papel com o nome dela), mais para a frente, ele fala, que minha mãe um dia vai mandar um mensagem também. Agora, o final pega, não tem como acreditar, ele se despede assim: "Preciso encerrar o ditado, já me sinto zonzo e extenuado deixando o meu carinho aos únicos bens que deixei sobre a terra. Beijos do esposo e pai", e uma assinatura, com uma caneta diferente, da que foi usada para escrever a carta.
Estou desesperada de dor, é verdade, mas ainda não estou desesperda de burrice. Ele jámais, usaria o termo esposo, nós sempre usamos falar, marido e mulher, pois achavamos essa palavra, esposa ou esposo muito sem graça, se fosse ele, no final ele teria posto Gatão, e, é claro que os filhos dele, também são bens preciosos, e não só eu e a Flávia.
Conclusão, isso tudo não existe, voltei para o ponto de partida, morreu, acabou, o que é uma pena, pois é muito triste saber que tudo se acaba definitivamente, e que no fundo, a vida não tem sentido algum.
Entendo também, que esse tipo de coisa consola muitos corações, pois as outras pessoas que receberam as cartas se emocionaram muito e ficaram felizes, genuinamente felizes. O desespero nos torna cegos. Acho que as intensões dos médius, também são boas, tanto que esse trabalho chama "cartas consoladoras", mas não é verdade, ou pelo menos na minha, não posso acreditar, pois ainda não perdi totalmente a razão. Mas, acho que estou tão mal, que fui contemplada com uma carta. Como falei, a sala estava cheia, cheia de sofredores, pois todos que estavam lá, não estavam sofrendo menos do que eu, e na realidade só 10 pedidos foram atendidos, 5 através da médium e 5 através do médium. Eu fiquei até o final, pois queria ouvir a leitura das psicografias feitas pelo médium, e no final eles entregam bilhetes, não cartas, só bilhetes que os espíritos mandaram, para poucos, portanto, a maioria das pessoas não recebem nada.
Na minha angustia, de querer acreditar, eu pedia muito que, se eu recebesse uma mensagem, tivesse duas coisas, ou uma, ou outra, mas que tivesse Gatão na mensagem, ou o nome de alguém que não tivesse sido citado, ou que ele me falasse para não ser uma mãe tão triste, porque a Flávia não merecia isso. Nada disso aconteceu, pelo contrário.
Mais uma experiência de vida, e agora, mais do que nunca, sei que a morte acaba com tudo, com sonhos, expectativas, sentimentos e o píor de tudo, nossas mentes e nossos feitos, simplesmente, são enterrados com o morto, é claro, que sempre vai existir o sofrimento pela perda, mas tudo acaba, por mais brilhante que uma pessoa seja, a morte acaba com tudo.
O meu pai está muito triste, por causa da briga, não acho que ele mereça passar por essa situação. Estou muito triste por estar causando isso a ele, preciso me mudar o mais rápido possível e vou tentar uma conversa com minha "irmã", para que ele pare de sofrer, é muito triste, ver o sofrimento estampado no rosto dele, só que essa próxima conversa, vai ser longe dele. Acho que realmente, ele não merece passar por isso, e acho que eu também tenho que procurar me superar, agora, que tenho certeza, estou sozinha com a Flávia. Não existe um espírito, ou qualquer outra coisa, que não os que ainda estão aqui. Vou procurar ajuda e tentar melhorar, pelo meu pai e pela Flávia. Acho que recaídas vão existir, que nunca vou conseguir me conformar com o que aconteceu, sei que não vou. Que meu coração está duro, está mesmo. Que minha vida mudou para sempre, ainda não consigo acreditar, mas acho que com o tempo vou conseguir. Que a Flávia merece ser feliz e acreditar na vida, já que ela está viva, também acho que é justo. Que vou viver de lembranças e recordações para o resto do que me resta dessa vida, também já tenho consciência. Portanto, não me resta nenhuma opção, sem ser ir para frente, sem amor, sem sentimento, sem saber quem sou...mas preciso, de alguma forma, ir para frente. Me matar, sei há bastante tempo, que seria uma péssima herança para meu pai e para minha filha. Portanto, só tenho UMA opção, só UMA. É muito ruim não ter escolha.
Postado por
PAULA
às
21:05
1 comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sábado, 8 de outubro de 2011
PRECISO SABER....
Realmente achei a solução, abrir as caixas das coisas usadas é bem mais fácil, tudo não está carregado de sonhos, que não existem mais. O que abri foram coisas que nós usamos e muito, não tem toda uma expectativa em cima. Agora a cozinha está quase montada, e quem sabe vou poder fazer o macarrão que a Flávia tanto pede.
Hoje teve uma discussão horrivel, entre eu e minha irmã, e eu acabei falando coisas que não queria, não queria, mas acho que um dia iria ser falado de qualquer modo. Eu realmente acho, que essa demora toda para a casa ficar pronta é culpa dela, e, é. E nunca adiantava falar, ou pedir alguma coisa, era só na ordem que ela queria que acontecesse. Talvez o Eduardo tivesse morrido de qualquer forma no dia 13 de maio, mas eu estaria perto dele, ele estaria perto da família. Por tudo que sinto hoje, sei que não seria uma dor menor, mas não existiria essa sensação de interrogação. E nem essa sensação de sonho não vivido. Por tudo que já li, sei que as pessoas morrem, dentro do hospital, mas pelo menos se tentou alguma coisa, pelo menos não existe a culpa de não ter tentado.
O meu pai está bem chateado com o acontecido, mas um dia isso iria acontecer. Pode ser que eu não esteja enxergando tudo com clareza, mas o que sinto é isso. Não quero mais ela falando brava comigo, foi assim que começou a discussão, ela alterou a voz comigo, e aí, não deu para segurar. Agora já foi, se algum dia, eu achar que fui injusta, peço desculpas, mas acho que isso não vai acontecer.
Vou providênciar minha mudança o mais rápido possivel. A semana que vem, a empresa da limpeza deve terminar o que ficou faltando, então eu vou, do jeito que está, mas eu vou. Não aguento mais viver aqui, do jeito que estou vivendo e nem a Flávia merece isso. A minha presença está desequilibrando toda a família, então, está mais do que na hora de tomar um rumo. A minha "irmã" que cuida da casa do meu pai, ela e ele que fazem compras juntos, ela que faz o jantar, cuida do cardápio, da empregada, e faz os almoços nos domingos, então é mais do que justo que continue assim, e depois de hoje, acho que ela vai manter uma certa distancia, e eu não quero isso, acho que meu pai já está sofrendo demais. Se eu ficar longe, quem sabe meu coração não se acalma um pouco, e desesperadamente, eu preciso de um pouco de paz.
Eu preciso muito descobrir quem é essa pessoa, que está encarnada no meu corpo. Preciso saber quem sou eu . Preciso saber quem é que vai emergir desse pesâdelo que se abateu sobre a minha vida. Preciso descobrir quem é essa que vai me acompanhar pelo resto da vida que me resta (tomara que não seja uma longa espera).
Hoje teve uma discussão horrivel, entre eu e minha irmã, e eu acabei falando coisas que não queria, não queria, mas acho que um dia iria ser falado de qualquer modo. Eu realmente acho, que essa demora toda para a casa ficar pronta é culpa dela, e, é. E nunca adiantava falar, ou pedir alguma coisa, era só na ordem que ela queria que acontecesse. Talvez o Eduardo tivesse morrido de qualquer forma no dia 13 de maio, mas eu estaria perto dele, ele estaria perto da família. Por tudo que sinto hoje, sei que não seria uma dor menor, mas não existiria essa sensação de interrogação. E nem essa sensação de sonho não vivido. Por tudo que já li, sei que as pessoas morrem, dentro do hospital, mas pelo menos se tentou alguma coisa, pelo menos não existe a culpa de não ter tentado.
O meu pai está bem chateado com o acontecido, mas um dia isso iria acontecer. Pode ser que eu não esteja enxergando tudo com clareza, mas o que sinto é isso. Não quero mais ela falando brava comigo, foi assim que começou a discussão, ela alterou a voz comigo, e aí, não deu para segurar. Agora já foi, se algum dia, eu achar que fui injusta, peço desculpas, mas acho que isso não vai acontecer.
Vou providênciar minha mudança o mais rápido possivel. A semana que vem, a empresa da limpeza deve terminar o que ficou faltando, então eu vou, do jeito que está, mas eu vou. Não aguento mais viver aqui, do jeito que estou vivendo e nem a Flávia merece isso. A minha presença está desequilibrando toda a família, então, está mais do que na hora de tomar um rumo. A minha "irmã" que cuida da casa do meu pai, ela e ele que fazem compras juntos, ela que faz o jantar, cuida do cardápio, da empregada, e faz os almoços nos domingos, então é mais do que justo que continue assim, e depois de hoje, acho que ela vai manter uma certa distancia, e eu não quero isso, acho que meu pai já está sofrendo demais. Se eu ficar longe, quem sabe meu coração não se acalma um pouco, e desesperadamente, eu preciso de um pouco de paz.
Eu preciso muito descobrir quem é essa pessoa, que está encarnada no meu corpo. Preciso saber quem sou eu . Preciso saber quem é que vai emergir desse pesâdelo que se abateu sobre a minha vida. Preciso descobrir quem é essa que vai me acompanhar pelo resto da vida que me resta (tomara que não seja uma longa espera).
Postado por
PAULA
às
20:12
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A PRIMEIRA DECISÃO.
Consegui! Abri mais ou menos 6 caixas, só que, não as caixas com as coisas novas, e sim as que eu embalei, com as coisas que já eram usadas por nós em Pirapetinga. Essas me fazem sofrer bem menos, pois são coisas que nós aproveitamos, que nós gostavamos, e não estão carregadas de sonhos.
mas que aproveitamos. Essas caixas todas são coisas de cozinha, pois é o único lugar na obra, que dá para por alguma coisa no lugar. Resolvi, que vou abrir as caixas das coisas que eu já usava, e as coisas novas, um dia, vou tirar das caixas grandes, mas não vou desembalar nada, mesmo porque nunca vou usar, nunca vou usar o lindo aparelho de jantar, ou qualquer outra coisa, não porque não goste, mas porque não vai mais haver, nem jantares com amigos, nem domingos com churrasco, nem nada mais... Para que tirar da caixa as taças de vinho? ou os talheres? Vou deixar tudo guardado, até o momento de decidir como vou me livrar de tudo aquilo, hoje andei pensando em uma venda de garagem, mas não sei direito como funciona.
Eu não sei o que fazer com metade dos objetos, sejam de decoração ou para uso diário que nós compramos. Quando comprei, fazia todo o sentido, mas agora não sei o que fazer com tudo aquilo, todos os objetos comprados para serem colocados em lugares que já haviamos imaginado., e que teriam o destino certo. Portanto vou tirar das caixas, mas não vou usar, e um dia vou achar a maneira certa de acabar com tudo isso.
Concordei com a ida da Flávia para o acampamento, ela ficou super feliz. Dava pulos de alegria. Estava me sentindo muito exitante. Hoje em dia, tenho medo da viagem, mas por outro lado, nunca fiquei pensando que alguma coisa ruim poderia acontecer, em situações banais da vida, e acho que não devo ficar neurótica agora, não deixando a menina viver, pois ela vai ter muitos e muitos e muitos anos pela frente. Então ela vai no acampamento, e vai ser feliz. Acho que foi uma boa decisão. Tomei minha primeira grande decisão sem o meu amor.
mas que aproveitamos. Essas caixas todas são coisas de cozinha, pois é o único lugar na obra, que dá para por alguma coisa no lugar. Resolvi, que vou abrir as caixas das coisas que eu já usava, e as coisas novas, um dia, vou tirar das caixas grandes, mas não vou desembalar nada, mesmo porque nunca vou usar, nunca vou usar o lindo aparelho de jantar, ou qualquer outra coisa, não porque não goste, mas porque não vai mais haver, nem jantares com amigos, nem domingos com churrasco, nem nada mais... Para que tirar da caixa as taças de vinho? ou os talheres? Vou deixar tudo guardado, até o momento de decidir como vou me livrar de tudo aquilo, hoje andei pensando em uma venda de garagem, mas não sei direito como funciona.
Eu não sei o que fazer com metade dos objetos, sejam de decoração ou para uso diário que nós compramos. Quando comprei, fazia todo o sentido, mas agora não sei o que fazer com tudo aquilo, todos os objetos comprados para serem colocados em lugares que já haviamos imaginado., e que teriam o destino certo. Portanto vou tirar das caixas, mas não vou usar, e um dia vou achar a maneira certa de acabar com tudo isso.
Concordei com a ida da Flávia para o acampamento, ela ficou super feliz. Dava pulos de alegria. Estava me sentindo muito exitante. Hoje em dia, tenho medo da viagem, mas por outro lado, nunca fiquei pensando que alguma coisa ruim poderia acontecer, em situações banais da vida, e acho que não devo ficar neurótica agora, não deixando a menina viver, pois ela vai ter muitos e muitos e muitos anos pela frente. Então ela vai no acampamento, e vai ser feliz. Acho que foi uma boa decisão. Tomei minha primeira grande decisão sem o meu amor.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
EU SOU MUITO INFELIZ.....
Eu quero, me sentir bem, uma vez mais, na vida, quero sentir paz, quero sentir tranquilidade, quero sentir meu coração mais mole, quero sentir alguma emoção, que não seja triste.
É terrivelmente ruim se sentir morta, mesmo estando viva. Sei que estou viva, pois acordo todos os dias, e passo pelas horas, e então chega o momento de dormir, para acordar no dia seguinte, e passar pelas horas, por isso sei que estou viva, fisicamente. Mas, o que fazer quando o físico sobrevive, mas o coração e os sentimentos morrem? O que fazer com essa contradição?
O que posso fazer para conviver, harmoniosamente, com a morte em vida? Como fazer, para manter o lado fisico da vida?
Pra mim, o lado fisico, não tem o menor sentido, sem a emoção que a vida proporcionava? Não sei como continuar vivendo, se não sinto mais alegria alguma, se não sinto mais gosto algum, se eu vou para a obra, e não vejo nada lindo, se vou, para qualquer lugar e a emoção, acabou??!!!
Queria muito ser um ser racional, mas sou sentimental, e agora?????
Como posso sobreviver, aos desafios que a vida me impôs? Como posso sobreviver a raiva que sinto de minha "irmã"????????? Como posso, simplesmente, sobreviver?????????? Nós combinamos de morrer juntos, nós eramos muito felizes, nós eramos um casal.
Sei que é muito chato ser repetitiva, mas eu ,NÃO QUERO PASSAR, PELO O QUE ESTOU PASSANDO, NÃO QUERO ODIAR TANTO, NÃO QUERO MAIS VIVER.
Eu me detesto muito. Eu sou muito INFELIZ.
É terrivelmente ruim se sentir morta, mesmo estando viva. Sei que estou viva, pois acordo todos os dias, e passo pelas horas, e então chega o momento de dormir, para acordar no dia seguinte, e passar pelas horas, por isso sei que estou viva, fisicamente. Mas, o que fazer quando o físico sobrevive, mas o coração e os sentimentos morrem? O que fazer com essa contradição?
O que posso fazer para conviver, harmoniosamente, com a morte em vida? Como fazer, para manter o lado fisico da vida?
Pra mim, o lado fisico, não tem o menor sentido, sem a emoção que a vida proporcionava? Não sei como continuar vivendo, se não sinto mais alegria alguma, se não sinto mais gosto algum, se eu vou para a obra, e não vejo nada lindo, se vou, para qualquer lugar e a emoção, acabou??!!!
Queria muito ser um ser racional, mas sou sentimental, e agora?????
Como posso sobreviver, aos desafios que a vida me impôs? Como posso sobreviver a raiva que sinto de minha "irmã"????????? Como posso, simplesmente, sobreviver?????????? Nós combinamos de morrer juntos, nós eramos muito felizes, nós eramos um casal.
Sei que é muito chato ser repetitiva, mas eu ,NÃO QUERO PASSAR, PELO O QUE ESTOU PASSANDO, NÃO QUERO ODIAR TANTO, NÃO QUERO MAIS VIVER.
Eu me detesto muito. Eu sou muito INFELIZ.
Postado por
PAULA
às
20:20
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
NÃO CONSEGUI...
Bem que eu tentei, mas ainda não consegui tirar as panelas da caixa. Por outro lado, eu consegui lavar a varanda, que está abandonada a meses, estava cheia de terra vermelha. A terra aqui de Londrina, é uma terra bem vermelha, grudenta e super fértil, para plantar é ótima, mas quando gruda no chão, dá um trabalho danado para tirar. Quem nasce em Londrina é chamado de pé vermelho, e é real, pois quando a Flávia brinca descalça, é bem trabalhoso deixar os pés dela, limpos novamente.
Como sempre, me sinto mais à vontade fora da casa, no quintal, do que dentro da casa. O quintal está cheio de recordações, pois aquele é o jardim do Eduardo, e é o lugar onde me sinto melhor. Dentro da casa, é bem mais complicado, pois em cada um daqueles espaços, existia uma expectativa de como seria o uso no dia a dia, essa parte pega, pega fundo na dor. O único lugar da casa que já está pronto, em termos, é a cozinha, digo em termos, porque apesar dos ármarios estarem no lugar, o fogão, o forno e o microondas, o resto está uma bagunça, tudo sujo e empoeirado. Os ármarios totalmente vazios, esperando serem preenchidos com todas as lindas coisas que compramos, as caixas estão na dispensa, esperando para serem abertas, as caixas que eu não tenho coragem de abrir. Portanto, tudo se transforma num circulo vicioso.
Do resto a obra, está lá, e acho que nunca vou conseguir encarar aquele lugar como uma casa, mas um dia eu vou mudar para a obra, um dia....
A Flávia está super chorosa hoje, acho que está triste, mas também porque ela quer muito ir no acampamento com a escola, e eu ainda não decidi se vou deixar ela ir, ou não. Acho que para ela seria importante ir, por outro lado fico tão apreensiva, ela é tão pequena ainda, só tem 7 anos, é certo que nesses meses ela cresceu muito mais do que qualquer outra criança que ela tem contato, mas ela continua tendo só 7 anos. Depois de todo o acontecido, de eu estar me sentindo muito insegura, não sei o que seria melhor, acho que o Eduardo não iria concordar com essa viagem de bom gosto, mas talvez nós dois deixassemos ela ir, talvez fossemos leva-la de carro. Ela era tratada como uma princesa, ela continua sendo uma princesa, mas está aprendendo a duras penas, que a vida real, não é um conto de fadas o tempo todo. Sinto pena dela e de mim, e uma enorme pena, pelo Eduardo não estar vivendo tudo que ele sonhou.
A morte é a coisa mais arrasadora e horrivel que existe, realmente não temos, ou melhor, eu não tenho nenhum preparo para conviver com ela. Preciso de alguma forma, preparar a Flávia melhor, para essa dura realidade. Tenho desejado sempre, que quando chegar a minha vez, que venha precedida de alguma doença, para que ela possa se preparar melhor para esse momento, pois a morte repentina, pode ser boa para quem morre, mas para quem fica, é um encargo sem tamanho. No nosso caso, como em muitos outros que leio, a surpresa é sempre o pior caminho. A doença, faz com que as pessoas, que estão ao redor se prepararem para o dia do evento final, e sei que ele vai chegar para todos nós. Hoje em dia eu tenho essa certeza, antes, eu sabia que existia, mas jamais me preparei, nem fisica, nem emocionalmente para tal acontecimento. Acontecimento esse, que muda a vida das pessoas de uma maneira drástica, de uma maneira irremediável, sem que se tenha opções de escolha.
Todos nós deveriamos nascer com um certificado de garantia, de que iriamos durar tantos anos... e quem sabe, poderiamos, durante a vida, adquirir o certificado de garantia estendida? Igual essas que nos oferecem, quando compramos um eletrodoméstico?
Mas, enfim, tudo isso é um delirio.
Aqui em Londrina, além da terra vermelha e grudenta, tem pernilongos que não acabam nunca, e mordem, e mordem, e mordem.... Essa é a minha realidade hoje em dia.
Continuo querendo minha vida de volta, sei que não vai voltar, mas, eu queria muito.
Como sempre, me sinto mais à vontade fora da casa, no quintal, do que dentro da casa. O quintal está cheio de recordações, pois aquele é o jardim do Eduardo, e é o lugar onde me sinto melhor. Dentro da casa, é bem mais complicado, pois em cada um daqueles espaços, existia uma expectativa de como seria o uso no dia a dia, essa parte pega, pega fundo na dor. O único lugar da casa que já está pronto, em termos, é a cozinha, digo em termos, porque apesar dos ármarios estarem no lugar, o fogão, o forno e o microondas, o resto está uma bagunça, tudo sujo e empoeirado. Os ármarios totalmente vazios, esperando serem preenchidos com todas as lindas coisas que compramos, as caixas estão na dispensa, esperando para serem abertas, as caixas que eu não tenho coragem de abrir. Portanto, tudo se transforma num circulo vicioso.
Do resto a obra, está lá, e acho que nunca vou conseguir encarar aquele lugar como uma casa, mas um dia eu vou mudar para a obra, um dia....
A Flávia está super chorosa hoje, acho que está triste, mas também porque ela quer muito ir no acampamento com a escola, e eu ainda não decidi se vou deixar ela ir, ou não. Acho que para ela seria importante ir, por outro lado fico tão apreensiva, ela é tão pequena ainda, só tem 7 anos, é certo que nesses meses ela cresceu muito mais do que qualquer outra criança que ela tem contato, mas ela continua tendo só 7 anos. Depois de todo o acontecido, de eu estar me sentindo muito insegura, não sei o que seria melhor, acho que o Eduardo não iria concordar com essa viagem de bom gosto, mas talvez nós dois deixassemos ela ir, talvez fossemos leva-la de carro. Ela era tratada como uma princesa, ela continua sendo uma princesa, mas está aprendendo a duras penas, que a vida real, não é um conto de fadas o tempo todo. Sinto pena dela e de mim, e uma enorme pena, pelo Eduardo não estar vivendo tudo que ele sonhou.
A morte é a coisa mais arrasadora e horrivel que existe, realmente não temos, ou melhor, eu não tenho nenhum preparo para conviver com ela. Preciso de alguma forma, preparar a Flávia melhor, para essa dura realidade. Tenho desejado sempre, que quando chegar a minha vez, que venha precedida de alguma doença, para que ela possa se preparar melhor para esse momento, pois a morte repentina, pode ser boa para quem morre, mas para quem fica, é um encargo sem tamanho. No nosso caso, como em muitos outros que leio, a surpresa é sempre o pior caminho. A doença, faz com que as pessoas, que estão ao redor se prepararem para o dia do evento final, e sei que ele vai chegar para todos nós. Hoje em dia eu tenho essa certeza, antes, eu sabia que existia, mas jamais me preparei, nem fisica, nem emocionalmente para tal acontecimento. Acontecimento esse, que muda a vida das pessoas de uma maneira drástica, de uma maneira irremediável, sem que se tenha opções de escolha.
Todos nós deveriamos nascer com um certificado de garantia, de que iriamos durar tantos anos... e quem sabe, poderiamos, durante a vida, adquirir o certificado de garantia estendida? Igual essas que nos oferecem, quando compramos um eletrodoméstico?
Mas, enfim, tudo isso é um delirio.
Aqui em Londrina, além da terra vermelha e grudenta, tem pernilongos que não acabam nunca, e mordem, e mordem, e mordem.... Essa é a minha realidade hoje em dia.
Continuo querendo minha vida de volta, sei que não vai voltar, mas, eu queria muito.
Postado por
PAULA
às
20:20
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
Será que hoje eu consigo?????
Eu sei que não adianta nada eu me revoltar, sei que nada vai mudar, sei que o que foi, foi,e que nunca mais será, mas não consigo, não paro de pensar em tudo isso, não paro de achar que tudo poderia estar sendo bem diferente.
Sei que parece injusto quando fico tão revoltada com a minha irmã, mas as coisas aconteceram de uma forma muito errada, ela realmente ficava correndo atrás de detalhes tão insignificantes que era muito irritante mesmo.Sei que ela não fez tudo com maldade, pelo contrário, ela queria atingir a perfeição, mesmo sabendo que perfeição não existe. Ela não se preocupava com a separação da família, como eu me preocupava e o Eduardo também, ela realmente não tinha pressa em terminar a obra, e realmente acho que não tomei atitudes para mudar isso. Me sinto muito culpada.
Eu sei que tenho a Flávia para tomar conta, mas por mais que eu tente, não consigo mais sentir por ela o que eu sentia antes. No fundo, sempre soube que não eu não tinha um instinto maternal muito aguçado, é claro que eu amo ela, mas mudou tudo, ela era o complemento que veio para encher nossa vida, mas a minha vida sempre foi ele, eu amava ele, eu gostava de viver com ele, e já era assim antes da Flávia nascer. Ela foi uma grata surpresa na nossa vida, é claro, mas também viviamos felizes antes de ter ela, e se o acaso não tivesse trazido ela para nós, continuariamos juntos e sozinhos até o fim, em Pirapetinga ou em qualquer outro lugar.
Sei que é horrivel eu sentir assim, mas é a verdade. Ontem, quando estive na obra, estava na cozinha, vendo todos aqueles armários que eram tão bonitos, não conseguia deixar de imaginar como iriam ser as nossas noites em família. Sei que isso me tortura, me mata, mas não consigo evitar. Por mais que eu queira, não consigo enxergar como vai ser a minha vida só com a Flávia. Vou fazer as coisas para ela, mas nunca mais vai ter o mesmo brilho, o mesmo entusiasmo que tinha antes, mesmo porque nossa relação mudou muito. Não tenho mais vontade de ler, de contar uma história, de brincar. Não consigo mais ser verdadeira, nem com ela e nem com ninguém. Estou desesperada de dor, de angustia. Sou uma pessoa muito estranha, eu sei. Sou egoista também, pois se não fosse, não estaria me sentindo tão amargurada. Não tenho conseguido conviver com a tristeza, para mim, está sendo muito ruim não sentir nenhuma gotinha de entusiasmo. O entusiasmo fazia parte da minha vida, e agora que ele se foi, não consigo resolver as coisas. Sei que isso é uma criancice, uma imaturidade, mas é assim que sou infelizmente.
A escola da Flávia vai fazer um acampamento com as crianças, e ela está louca para ir, provavelmente vou deixar, eles vão numa segunda de manhã e voltam na terça a tarde. Vou levar ela para o primeiro acampamento, sozinha e vou busca-la sozinha também, só esse pensamento já me fere, é tão sem graça, é tão injusto.
Até hoje não consigo entender como a vida pode mudar tanto, mas tanto, em tão pouco tempo.
Hoje vou abrir uma caixa, vou conseguir.
Sei que parece injusto quando fico tão revoltada com a minha irmã, mas as coisas aconteceram de uma forma muito errada, ela realmente ficava correndo atrás de detalhes tão insignificantes que era muito irritante mesmo.Sei que ela não fez tudo com maldade, pelo contrário, ela queria atingir a perfeição, mesmo sabendo que perfeição não existe. Ela não se preocupava com a separação da família, como eu me preocupava e o Eduardo também, ela realmente não tinha pressa em terminar a obra, e realmente acho que não tomei atitudes para mudar isso. Me sinto muito culpada.
Eu sei que tenho a Flávia para tomar conta, mas por mais que eu tente, não consigo mais sentir por ela o que eu sentia antes. No fundo, sempre soube que não eu não tinha um instinto maternal muito aguçado, é claro que eu amo ela, mas mudou tudo, ela era o complemento que veio para encher nossa vida, mas a minha vida sempre foi ele, eu amava ele, eu gostava de viver com ele, e já era assim antes da Flávia nascer. Ela foi uma grata surpresa na nossa vida, é claro, mas também viviamos felizes antes de ter ela, e se o acaso não tivesse trazido ela para nós, continuariamos juntos e sozinhos até o fim, em Pirapetinga ou em qualquer outro lugar.
Sei que é horrivel eu sentir assim, mas é a verdade. Ontem, quando estive na obra, estava na cozinha, vendo todos aqueles armários que eram tão bonitos, não conseguia deixar de imaginar como iriam ser as nossas noites em família. Sei que isso me tortura, me mata, mas não consigo evitar. Por mais que eu queira, não consigo enxergar como vai ser a minha vida só com a Flávia. Vou fazer as coisas para ela, mas nunca mais vai ter o mesmo brilho, o mesmo entusiasmo que tinha antes, mesmo porque nossa relação mudou muito. Não tenho mais vontade de ler, de contar uma história, de brincar. Não consigo mais ser verdadeira, nem com ela e nem com ninguém. Estou desesperada de dor, de angustia. Sou uma pessoa muito estranha, eu sei. Sou egoista também, pois se não fosse, não estaria me sentindo tão amargurada. Não tenho conseguido conviver com a tristeza, para mim, está sendo muito ruim não sentir nenhuma gotinha de entusiasmo. O entusiasmo fazia parte da minha vida, e agora que ele se foi, não consigo resolver as coisas. Sei que isso é uma criancice, uma imaturidade, mas é assim que sou infelizmente.
A escola da Flávia vai fazer um acampamento com as crianças, e ela está louca para ir, provavelmente vou deixar, eles vão numa segunda de manhã e voltam na terça a tarde. Vou levar ela para o primeiro acampamento, sozinha e vou busca-la sozinha também, só esse pensamento já me fere, é tão sem graça, é tão injusto.
Até hoje não consigo entender como a vida pode mudar tanto, mas tanto, em tão pouco tempo.
Hoje vou abrir uma caixa, vou conseguir.
Postado por
PAULA
às
08:36
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O QUE ESTOU FAZENDO AQUI??????
Não aguento não falar, mas hoje minha EX FUTURA, e futura novamente, está com um curativo horrivrel no nariz, eu até oerguntei o motivo, mas nem lembro da resposta... e no fundo, nem quero lembrar. Eu sou dramática, sou exagerada, sou tudo de ruim que alguém possa ser, mas não faço chantagem. Essa namorada do meu irmão é sem explicação. Essa é aquela que minha "irmã" me enganou, e nada mudou, nada está sendo diferente.... Que pessoa mais estranha é essa????? Eu não tenho vontade de fotografar, nem de filmar, mas no minimo sería interessante.
Agora são 21:14, e não tem mais lugar para mim e nem para minha filha, agora é hora de ver futebol.
EU ODEIO MINHA "IRMÃ", ou aquela que eu sempre acreditei que fosse minha "irmã". Família, não escolhemos, simplesmente, acontece, sem mais nem porque, só acontece.... Quero estar longe daqui, quero minha vida de volta, quero não estar me sentindo tão mau, tão perdida, tão sem chão...Não gosto da família que eu achava que tinha.... Detesto tudo, que se refere, ao que vivo hoje!!!!!!!!!
O que estou fazendo aqui????????????????????????????????????????????
Agora são 21:14, e não tem mais lugar para mim e nem para minha filha, agora é hora de ver futebol.
EU ODEIO MINHA "IRMÃ", ou aquela que eu sempre acreditei que fosse minha "irmã". Família, não escolhemos, simplesmente, acontece, sem mais nem porque, só acontece.... Quero estar longe daqui, quero minha vida de volta, quero não estar me sentindo tão mau, tão perdida, tão sem chão...Não gosto da família que eu achava que tinha.... Detesto tudo, que se refere, ao que vivo hoje!!!!!!!!!
O que estou fazendo aqui????????????????????????????????????????????
Postado por
PAULA
às
21:21
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
EU QUERO...
Minha "irmã" não tem a menor idéia do que estou sentindo, e porque teria???? Ela nunca perdeu uma família, nunca perdeu um amor, nunca perdeu nada, que ela já não tivesse perdido, de livre e espontânea vontade, há muitos anos atrás. Ela nunca quis se casar, nunca quis ficar com alguém, para valer. Ela já namorou, já foi noiva, já desmanchou o noivado, já fez tudo que quis. Sempre colocou na minha mãe, a culpa de não ter se casado. Mentira, eu tive a mesma mãe e o mesmo pai, e vivi uma vida muito boa, muito legal.
Como ela mesma falou, dois dias depois de ter perdido meu amor, que a vida sempre foi generosa comigo. E foi, a vida foi muito generosa, desde o momento em que eu estava decidida que eu teria uma vida generosa. e, foi o que tive, vivi um grande amor, vivi uma vida cheia de pecados e paixões, me diverti o quanto eu pudi, me arrastei o quanto achei nescessário, me confrontei a cada tormenta, me identifiquei a cada seguimento de minha vida, segui meu coração.
Fui feliz, muito feliz! Não sou mais feliz, sou muito infeliz! Mas, de qualquer maneira, vou, um dia, um dia bem distante, conseguir sorrir de novo, eu espero.
Quero minha vida de volta... Já sei que não adiante querer... Já sei que não adianta desejar, e nem mesmo só querer um pouquinho, daquilo que me fazia feliz, daquilo que era minha vida.
Eu sei que é horrivel, o que vou escrever, mas, eu amava o Eduardo, eu amava meu Gatão, e sem ele, não tem a menor graça em continuar em frente, em tentar...
como posso ter sido tão burra???? Como posso ter achado, o que achei???? Como posso, um dia ter admirado e amado minha "irmã"??????????????????????? Aquela que sempre falou que não somos irmãs????? Eu não escolhi. Infelizmente,essa é a minha situação...
A minha magoa é tão grande, que nada adianta para alivia-la. Como posso não ter percebido, o quanto ela estava DESLUMBRADA por tudo que estrava acontecendo???????
Eu me odeio, eu me detesto por não ter tomado uma posição. Eu quero que tudo isso acabe logo, o mais rápido possível, eu quero morrer, quero estar no mesmo lugar que meu amor, a razão da minha vida está.
Quero morrer!!!!!!!!!!!!!!
Como ela mesma falou, dois dias depois de ter perdido meu amor, que a vida sempre foi generosa comigo. E foi, a vida foi muito generosa, desde o momento em que eu estava decidida que eu teria uma vida generosa. e, foi o que tive, vivi um grande amor, vivi uma vida cheia de pecados e paixões, me diverti o quanto eu pudi, me arrastei o quanto achei nescessário, me confrontei a cada tormenta, me identifiquei a cada seguimento de minha vida, segui meu coração.
Fui feliz, muito feliz! Não sou mais feliz, sou muito infeliz! Mas, de qualquer maneira, vou, um dia, um dia bem distante, conseguir sorrir de novo, eu espero.
Quero minha vida de volta... Já sei que não adiante querer... Já sei que não adianta desejar, e nem mesmo só querer um pouquinho, daquilo que me fazia feliz, daquilo que era minha vida.
Eu sei que é horrivel, o que vou escrever, mas, eu amava o Eduardo, eu amava meu Gatão, e sem ele, não tem a menor graça em continuar em frente, em tentar...
como posso ter sido tão burra???? Como posso ter achado, o que achei???? Como posso, um dia ter admirado e amado minha "irmã"??????????????????????? Aquela que sempre falou que não somos irmãs????? Eu não escolhi. Infelizmente,essa é a minha situação...
A minha magoa é tão grande, que nada adianta para alivia-la. Como posso não ter percebido, o quanto ela estava DESLUMBRADA por tudo que estrava acontecendo???????
Eu me odeio, eu me detesto por não ter tomado uma posição. Eu quero que tudo isso acabe logo, o mais rápido possível, eu quero morrer, quero estar no mesmo lugar que meu amor, a razão da minha vida está.
Quero morrer!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
PERTENÇO AO GRUPO DOS EXAGERADOS...
Hoje fui na obra decidida a tirar as lindas panelas da caixa, fui lá com esse propósito e chegando lá, não consegui, me deu um aperto no peito, uma dor no coração, novamente eu fechei a caixa e vim embora.
Sei que não é tempo de tomar grandes decisões, mas não tenho conseguido tomar nem pequenas decisões. Não consigo sequer abrir uma caixa, imagine abrir as dezenas de caixas que estão lá na obra, caixas cheias de recordações e de sonhos que jamais se realizarão, não sei se um dia vou conseguir fazer isso.
A cada dia me sinto pior, pois estou ficando cada vez mais triste, não acho que eu esteja deprimida, mas essa tristeza e essa melancolia não me largam.
Por mais que eu leia, por mais que eu me informe sobre luto, não sei se estou conseguindo superar as etapas que existem nesse processo. Hoje fazem 140 dias que perdi meu amor, que perdi metade de mim e o tempo está passando, mas não sei se estou conseguindo superar as fases do luto.
Fases:
- Negação
- Raíva
- Negociação
- Depressão
- Aceitação
Acho que ainda não saí da negação, já senti e sinto muita raíva, mas sempre na negação, pois até hoje não consigo acreditar no que está acontecendo, e quanto a vida mudou. Raíva, sinto o tempo todo, de mim mesma, por não ter tomado uma atitude enquanto eu podia. Negociação eu nunca fiz, pois não tenho fé para fazer isso, se eu não acreditava muito em deus antes, imagine agora! Como já falei, não acho que esteja deprimida, e da aceitação estou bem longe, mas bem longe mesmo, de chegar perto. Portanto posso afirmar, que ainda não saí da primeira fase, pois não existe um dia sequer que eu não pense em tudo que ficou perdido pelo caminho e o quanto eu gostaria de poder viver o que ficou perdido. Já li também, que as pessoas são diferentes e portanto, cada um tem a sua maneira de viver cada fase, mas será que é normal não sair do lugar? Estou permanentemente estática, sofrendo por um amor, que racionalmente, sei que não existirá mais, mas infelizmente, nunca fui muito racional, sempre fui mais sentimental, portanto, acho que não estou saíndo do lugar, e nem sei se vou conseguir sair algum dia.
É muito triste não ter fé, não ter nenhum apóio para atravessar uma tormenta tão grande, me sinto à deriva, desde a hora em que acordo, até a hora em que, finalmente, consigo dormir.
É muito ruim pertencer ao grupo dos exagerados, eu queria muito ser uma pessoa mais racional do que sentimental.
Quando falo com minha comadre, com minha sogra, com meu pai ou com qualquer pessoa, sinto que não sou como deveria ser, não sou um ser racíonal, sou um ser sentimental, puramente sentimental, e isso me coloca em uma grande desvantagem, em relação as pessoas normais. A maioria das pessoas conseguem superar as adversidades, bem melhor do que eu, as pessoas que tem fé também.
Não consigo achar que vou, de alguma maneira, ser uma pessoa melhor, uma pessoa mais feliz, uma pessoa, de qualquer forma, melhor, do que eu era antes.
Ser feliz, abre portas, ser infeliz, fecham-se portas. Ninguém gosta de estar perto de alguém infeliz. Mesmo, porque o infeliz, não tem assunto, não tem nada bom para falar, para qualquer pessoa.
Mas, um dia, quem sabe, um dia, vou me transformar em uma pessoa do bem novamente??????
Sei que não é tempo de tomar grandes decisões, mas não tenho conseguido tomar nem pequenas decisões. Não consigo sequer abrir uma caixa, imagine abrir as dezenas de caixas que estão lá na obra, caixas cheias de recordações e de sonhos que jamais se realizarão, não sei se um dia vou conseguir fazer isso.
A cada dia me sinto pior, pois estou ficando cada vez mais triste, não acho que eu esteja deprimida, mas essa tristeza e essa melancolia não me largam.
Por mais que eu leia, por mais que eu me informe sobre luto, não sei se estou conseguindo superar as etapas que existem nesse processo. Hoje fazem 140 dias que perdi meu amor, que perdi metade de mim e o tempo está passando, mas não sei se estou conseguindo superar as fases do luto.
Fases:
- Negação
- Raíva
- Negociação
- Depressão
- Aceitação
Acho que ainda não saí da negação, já senti e sinto muita raíva, mas sempre na negação, pois até hoje não consigo acreditar no que está acontecendo, e quanto a vida mudou. Raíva, sinto o tempo todo, de mim mesma, por não ter tomado uma atitude enquanto eu podia. Negociação eu nunca fiz, pois não tenho fé para fazer isso, se eu não acreditava muito em deus antes, imagine agora! Como já falei, não acho que esteja deprimida, e da aceitação estou bem longe, mas bem longe mesmo, de chegar perto. Portanto posso afirmar, que ainda não saí da primeira fase, pois não existe um dia sequer que eu não pense em tudo que ficou perdido pelo caminho e o quanto eu gostaria de poder viver o que ficou perdido. Já li também, que as pessoas são diferentes e portanto, cada um tem a sua maneira de viver cada fase, mas será que é normal não sair do lugar? Estou permanentemente estática, sofrendo por um amor, que racionalmente, sei que não existirá mais, mas infelizmente, nunca fui muito racional, sempre fui mais sentimental, portanto, acho que não estou saíndo do lugar, e nem sei se vou conseguir sair algum dia.
É muito triste não ter fé, não ter nenhum apóio para atravessar uma tormenta tão grande, me sinto à deriva, desde a hora em que acordo, até a hora em que, finalmente, consigo dormir.
É muito ruim pertencer ao grupo dos exagerados, eu queria muito ser uma pessoa mais racional do que sentimental.
Quando falo com minha comadre, com minha sogra, com meu pai ou com qualquer pessoa, sinto que não sou como deveria ser, não sou um ser racíonal, sou um ser sentimental, puramente sentimental, e isso me coloca em uma grande desvantagem, em relação as pessoas normais. A maioria das pessoas conseguem superar as adversidades, bem melhor do que eu, as pessoas que tem fé também.
Não consigo achar que vou, de alguma maneira, ser uma pessoa melhor, uma pessoa mais feliz, uma pessoa, de qualquer forma, melhor, do que eu era antes.
Ser feliz, abre portas, ser infeliz, fecham-se portas. Ninguém gosta de estar perto de alguém infeliz. Mesmo, porque o infeliz, não tem assunto, não tem nada bom para falar, para qualquer pessoa.
Mas, um dia, quem sabe, um dia, vou me transformar em uma pessoa do bem novamente??????
Postado por
PAULA
às
20:34
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
domingo, 2 de outubro de 2011
HOJE....
Hoje, e só hoje descobri como se colocam fotos no blog. Não que eu estivesse interessada antes, mas pelo menos, nesses poucos meses, aprendi muito, sobre internet, sobre o que fazer com um computador, sobre o que esperar de um computador.
Hoje, depois de muito tentar entender, vou colocar ao vivo o motivo do meu sofrimento e de minha angustia, vou colocar a foto do meu Gatão, do meu viver... Alguma foto de quando eu era feliz, e sabia que era, eu realmente sempre soube. Essa é a família que perdi, por não ter mandado minha "irmã" a merda, por não ter mandado o relacionamento doentio, à merda.
Essa é a família que não vou mais ter, é a imagem de tudo que não vai acontecer, é o motivo de minha saudade e angustia.
Eles eram a razão do meu viver. Sei que tenho minha filha, mas sem ele não tem a menor graça em nada da vida. Ele, é o meu Gatão, o meu mundo, o meu AMOR. Ele realmente é um Gatão!!!!
Hoje, depois de muito tentar entender, vou colocar ao vivo o motivo do meu sofrimento e de minha angustia, vou colocar a foto do meu Gatão, do meu viver... Alguma foto de quando eu era feliz, e sabia que era, eu realmente sempre soube. Essa é a família que perdi, por não ter mandado minha "irmã" a merda, por não ter mandado o relacionamento doentio, à merda.
Essa é a família que não vou mais ter, é a imagem de tudo que não vai acontecer, é o motivo de minha saudade e angustia.
Eles eram a razão do meu viver. Sei que tenho minha filha, mas sem ele não tem a menor graça em nada da vida. Ele, é o meu Gatão, o meu mundo, o meu AMOR. Ele realmente é um Gatão!!!!
Postado por
PAULA
às
20:21
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR e DOR e DOR
RUIM MESMO É....
Eu sempre tive certeza do meu amor por ele, mesmo nos momentos de crise, das irritações, das raívas. Eu sempre soube que eu não queria ficar sem ele. E agora que estou sem ele, e para sempre, não é igual a uma briga, que agente sai batendo a porta, pega o carro e fica algumas horas fora, depois volta, conversa ou não, e na mesma noite, ou no dia seguinte fica tudo bem. Agora, é tão torturante saber que não tenho para quem voltar, com quem conversar, com quem simplesmente ficar ao lado, vendo televisão ou fazendo palavras cruzadas. Mas a presença tinha todo o significado, ele simplesmente estava alí, assim como sei que ele sentia tudo isso em relação a mim, também.
O fato de termos vivido durante tantos anos, num lugar afastado, longe das famílias é claro que contribuiu para que vivessemos intensamente um para o outro. Sempre gostamos de ficar em casa, fazendo coisas pelo sítio, sempre gostamos muito da companhia um do outro. Tinhamos muito em comum. Tinhamos amigos em Pirapetinga, é claro, mas não tinhamos o costume de ir para a casa de ninguém, a não ser quando eramos convidados para algum almoço. Fora isso, curtiamos muito nossa companhia. Depois tivemos a Flávia, que veio complementar o que já era bom. Eu amava minha vida. Eu amava os domingos passados no sítio, eu amava fazer o almoço, um prato especíal para ele, para mim também, é claro, mas eu adorava fazer um prato que ele gostasse muito, era muito legal, ver a cara dele de gula, e não via a hora que ficasse pronto, e depois comia com prazer, isso era um incentivo, eu sentia um grande prazer nesse momento, e olha que não sou uma boa dona de casa, não. Não sou maníaca nem por limpeza e nem por arrumação, gosto de tudo limpo e arrumado, mas sem neuroses. Mas os domingos no sítio sempre foram bons, nós eramos felizes.
Sinto uma grande tristeza por saber que esses momentos não vão mais se repetir, que eu nunca mais vou fazer um prato que ele adorava, nunca mais vou estar no fogão e chegar alguém por trás me dando um abraço e passando a mão boba na minha bunda. Nunca mais vou no mercado comprar castanhas de caju, queijinhos diversos, frios e pão, para fazermos um delicioso lanchinho tomando um vinho. Nunca mais vou jogar Yan, passavamos horas jogando Yan, em casa, na praia, atpe no avião, simplesmente adoravamos joga yan. Nunca mais vou ter alguém ao meu lado numa noite de lua nova, cheia, minguante ou crescente, sentado em uma cadeira só olhando o céu. Nunca mais vou poder dar um abraço triplo (eu, ele e a Flávia). Nunca mais vou andar de mãos dadas com os dedos entrelaçados ou com os braços dele em meu ombro e eu com o braço em torno da cintura dele,com o dedo segurando o passante do cinto. Nunca mais vou sentir aquele corpo, que eu conhecia em cada detalhe. Nunca mais vou poder passar a mão boba pela bunda e pelo pau dele, pelo peito dele, pelas coxas, que por sinal eu adorava, eram musculosas e firmes e cheias de pelos brancos. Nunca mais vou me sentir tão à vontade perto de alguém, a intimidade entre pessoas que passam 25 anos juntas, é algo sem explicação, agente sabe tudo um do outro, talvez isso não aconteça com todos, eu não sei, mas agente se amava muito, mesmo depois desse tempo, as transas, os beijos continuavam ardentes, alías, eu sempre me senti muito bem ao lado do Eduardo, desde o começo, não sei explicar, tive outros namorados, é claro, um até, que eu era muito apaixonada, mas com o Eduardo foi diferente, eu me sentia totalmente à vontade ao lado dele, em qualquer situação, inclusíve quando transamos pela primeira vez, e pensar que nunca mais vou ter isso me deixa com um sentimento de dor tão profundo que não sei como suportar.
Viver em Pirapetinga trazia muitas restrições em questão de diversão, então nos divertiamos da forma que nos fazia feliz, e como tinhamos poucas opções de lazer, de passeios, acabamos sonhando muito com as coisas que iriamos fazer aqui em Londrina, com a Flávia e que também teriamos a oportunidade de passearmos juntos, sairmos para jantar, enfim, fazer coisas que passamos anos e anos sem poder fazer. E saber que tudo isso não vai mais acontecer é aterrador.
Hoje me sinto muito deprimida por todos esses pensamentos tão tristes, mas, por mais que eu não queira pensar, eles vem a minha cabeça e perfuram meu coração de uma maneira angustiante.
Não consigo entender o porque mudei tanto em relação a Flávia, não consigo mais sentir o que eu sentia antes. Sei que ela é minha filha e minha responsabilidade e que eu tenho que cuidar dela, mas eu gostava muito mais de cuidar dela, quando eu tinha ele para cuidar também. Eu nem sabia que hávia me tornado uma pessoa tão dependente emocionalmente do Eduardo, mas infelizmente foi o que aconteceu, e essa falta de sentimentos em relação a minha filha, é mais um motivo de grande angustia para mim. O amor de mãe não deveria vir antes do amor pelo marido????? Acho que sou uma pessoa doente sentimentalmente.
É muito ruim passar os dias se sentindo assim, é muito ruim não ter com quem conversar, é muito ruim ver o domingo se arrastar e não poder fazer nada, é muito ruim ficar aqui sentindo essa enorme pena de mim mesma, é muito ruim não encontrar forças para reagir, é muito ruim não achar graça em nada, é muito ruim ser uma pessoa triste, é muito ruim ter esse punhal cravado no coração, é muito ruim não saber quem eu sou, é muito ruim não saber que caminho tomar, é muito ruim olhar pela janela e não enxergar nada, é muito ruim ir na obra e não ver mais beleza alguma, é muito ruim não encontrar nenhuma motivação para ir em frente, é muito ruim essa sensação de decepção diante da vida, é muito ruim e frustrante saber que os sonhos jamais de realizarão, é muito ruim essa magoa que sinto pela minha "irmã",
é muito ruim estar em lugar nenhum, é muito ruim ser como sou atualmente, é muito ruim desejar a própria morte, é muito ruim ficar sentindo essa avalanche de sentimentos que insistem em não me deixar em paz,
é muito ruim estar perdida, é muito ruim abrir mão da felicidade, é muito ruim ter que fazer e pensar em coisas que eu não gostaria de ter que fazer e pensar, é muito ruim se sentir vazia, é muito ruim acordar e não ter para quem dar bom dia, é muito ruim mudar tanto em tão pouco tempo, é ruim não conseguir fazer um único plano, é ruim ser insegura, é ruim sentir que tudo é muito ruim. Tudo isso, e muito mais, são as coisas ruins que tenho descoberto, mas tem uma coisa que é TERRIVELMENTE RUIM, É FICAR SEM O MEU GATÃO, sem as suas gentilezas e seus cuidados, isso é ULTRA, SUPER, MEGA RUIM......
O fato de termos vivido durante tantos anos, num lugar afastado, longe das famílias é claro que contribuiu para que vivessemos intensamente um para o outro. Sempre gostamos de ficar em casa, fazendo coisas pelo sítio, sempre gostamos muito da companhia um do outro. Tinhamos muito em comum. Tinhamos amigos em Pirapetinga, é claro, mas não tinhamos o costume de ir para a casa de ninguém, a não ser quando eramos convidados para algum almoço. Fora isso, curtiamos muito nossa companhia. Depois tivemos a Flávia, que veio complementar o que já era bom. Eu amava minha vida. Eu amava os domingos passados no sítio, eu amava fazer o almoço, um prato especíal para ele, para mim também, é claro, mas eu adorava fazer um prato que ele gostasse muito, era muito legal, ver a cara dele de gula, e não via a hora que ficasse pronto, e depois comia com prazer, isso era um incentivo, eu sentia um grande prazer nesse momento, e olha que não sou uma boa dona de casa, não. Não sou maníaca nem por limpeza e nem por arrumação, gosto de tudo limpo e arrumado, mas sem neuroses. Mas os domingos no sítio sempre foram bons, nós eramos felizes.
Sinto uma grande tristeza por saber que esses momentos não vão mais se repetir, que eu nunca mais vou fazer um prato que ele adorava, nunca mais vou estar no fogão e chegar alguém por trás me dando um abraço e passando a mão boba na minha bunda. Nunca mais vou no mercado comprar castanhas de caju, queijinhos diversos, frios e pão, para fazermos um delicioso lanchinho tomando um vinho. Nunca mais vou jogar Yan, passavamos horas jogando Yan, em casa, na praia, atpe no avião, simplesmente adoravamos joga yan. Nunca mais vou ter alguém ao meu lado numa noite de lua nova, cheia, minguante ou crescente, sentado em uma cadeira só olhando o céu. Nunca mais vou poder dar um abraço triplo (eu, ele e a Flávia). Nunca mais vou andar de mãos dadas com os dedos entrelaçados ou com os braços dele em meu ombro e eu com o braço em torno da cintura dele,com o dedo segurando o passante do cinto. Nunca mais vou sentir aquele corpo, que eu conhecia em cada detalhe. Nunca mais vou poder passar a mão boba pela bunda e pelo pau dele, pelo peito dele, pelas coxas, que por sinal eu adorava, eram musculosas e firmes e cheias de pelos brancos. Nunca mais vou me sentir tão à vontade perto de alguém, a intimidade entre pessoas que passam 25 anos juntas, é algo sem explicação, agente sabe tudo um do outro, talvez isso não aconteça com todos, eu não sei, mas agente se amava muito, mesmo depois desse tempo, as transas, os beijos continuavam ardentes, alías, eu sempre me senti muito bem ao lado do Eduardo, desde o começo, não sei explicar, tive outros namorados, é claro, um até, que eu era muito apaixonada, mas com o Eduardo foi diferente, eu me sentia totalmente à vontade ao lado dele, em qualquer situação, inclusíve quando transamos pela primeira vez, e pensar que nunca mais vou ter isso me deixa com um sentimento de dor tão profundo que não sei como suportar.
Viver em Pirapetinga trazia muitas restrições em questão de diversão, então nos divertiamos da forma que nos fazia feliz, e como tinhamos poucas opções de lazer, de passeios, acabamos sonhando muito com as coisas que iriamos fazer aqui em Londrina, com a Flávia e que também teriamos a oportunidade de passearmos juntos, sairmos para jantar, enfim, fazer coisas que passamos anos e anos sem poder fazer. E saber que tudo isso não vai mais acontecer é aterrador.
Hoje me sinto muito deprimida por todos esses pensamentos tão tristes, mas, por mais que eu não queira pensar, eles vem a minha cabeça e perfuram meu coração de uma maneira angustiante.
Não consigo entender o porque mudei tanto em relação a Flávia, não consigo mais sentir o que eu sentia antes. Sei que ela é minha filha e minha responsabilidade e que eu tenho que cuidar dela, mas eu gostava muito mais de cuidar dela, quando eu tinha ele para cuidar também. Eu nem sabia que hávia me tornado uma pessoa tão dependente emocionalmente do Eduardo, mas infelizmente foi o que aconteceu, e essa falta de sentimentos em relação a minha filha, é mais um motivo de grande angustia para mim. O amor de mãe não deveria vir antes do amor pelo marido????? Acho que sou uma pessoa doente sentimentalmente.
É muito ruim passar os dias se sentindo assim, é muito ruim não ter com quem conversar, é muito ruim ver o domingo se arrastar e não poder fazer nada, é muito ruim ficar aqui sentindo essa enorme pena de mim mesma, é muito ruim não encontrar forças para reagir, é muito ruim não achar graça em nada, é muito ruim ser uma pessoa triste, é muito ruim ter esse punhal cravado no coração, é muito ruim não saber quem eu sou, é muito ruim não saber que caminho tomar, é muito ruim olhar pela janela e não enxergar nada, é muito ruim ir na obra e não ver mais beleza alguma, é muito ruim não encontrar nenhuma motivação para ir em frente, é muito ruim essa sensação de decepção diante da vida, é muito ruim e frustrante saber que os sonhos jamais de realizarão, é muito ruim essa magoa que sinto pela minha "irmã",
é muito ruim estar em lugar nenhum, é muito ruim ser como sou atualmente, é muito ruim desejar a própria morte, é muito ruim ficar sentindo essa avalanche de sentimentos que insistem em não me deixar em paz,
é muito ruim estar perdida, é muito ruim abrir mão da felicidade, é muito ruim ter que fazer e pensar em coisas que eu não gostaria de ter que fazer e pensar, é muito ruim se sentir vazia, é muito ruim acordar e não ter para quem dar bom dia, é muito ruim mudar tanto em tão pouco tempo, é ruim não conseguir fazer um único plano, é ruim ser insegura, é ruim sentir que tudo é muito ruim. Tudo isso, e muito mais, são as coisas ruins que tenho descoberto, mas tem uma coisa que é TERRIVELMENTE RUIM, É FICAR SEM O MEU GATÃO, sem as suas gentilezas e seus cuidados, isso é ULTRA, SUPER, MEGA RUIM......
Postado por
PAULA
às
14:36
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sábado, 1 de outubro de 2011
EU QUERIA....
Hoje a tarde fui na obra, fui fazer uma cobertura de guarda-sóis na casa dos jabutis. É engraçado o que está acontecendo, eu fico bem quando estou no jardim, ou fazendo alguma coisa para os bichos, ou arrumando um espaço para a Flávia brincar, e fico bem, mais ou menos, pois sei o quanto o Eduardo curtiria, ver os jabutis na água, ver a patinha tão à vontade, a Cléo super feliz, as coelhas, totalmente na delas, como sempre e as cachorras, não estão destruíndo o jardim. Além de saber o quanto ele gostaria de ver essas cenas, também sei, como ele estaria fazendo comigo, ele estaria ma abraçando, por cima do ombro e eu estaria abraçando ele pela cintura, por aquele corpo, que eu conhecia tão bem, que eu conhecia cada centímetro, cada curva, cada ressalto... Eu conhecia o corpo dele como ninguem. Eu sabia, quase tudo, sobre ele, e digo quase, porque cada um é cada um, e todos, temos o nosso eu, os nossos pensamentos e segredos.
Mas, eu sempre soube, em que momento gostavamos de abraçar, de beijar, de beijar muito e de abraçar muito. Nosso relacionamento, sempre foi baseado no carinho, na paixão que sentiamos, um pelo outro. Eu era louca nele, e ele sabia disso. Às vezes, eu era bem ciumenta, e não gostava das viagens, e eu falava para ele, ele me falava "Paula, tira isso da cabeça, pois eu sei a família que eu tenho, e não quero perder!" Ele sempre me conheceu muito. Eu confiava nele, eu amava ele, eu queria morrer com ele.
Durante a madrugada, eu não conseguia dormir, lembrei que vivi com ele metade da minha vida, e por mais que tentasse, não consegui lembrar da outra metade da minha vida, a metade em que não estive com ele.
Eu me esforcei para lembrar, do que e o que eu gostava de fazer, e lembrei de tão poucas coisas, que realmente, no fundo, não sei mais quem sou, de onde vim, e muito menos para onde vou. Mas, sou capaz de lembrar o dia que nos conhecemos, como se tivesse sido ontem, e quando vejo fotos, relembro dos momentos, como se estivessem acontecendo agora. É tudo muito estranho, os sentimentos são muito confusos, a vida perdeu a cor e o sentido.
Estou com saudades, com muita saudades....Eu queria muito poder viver o sonho que sonhamos.
Hoje consegui definir os meus sentimentos e os da minha "irmã". EU ESTAVA LOUCA PARA VOLTAR PARA MINHA VIDA, ELA ESTAVA LOUCA PARA NÃO VOLTAR PARA A VIDA DELA".
Mas, eu sempre soube, em que momento gostavamos de abraçar, de beijar, de beijar muito e de abraçar muito. Nosso relacionamento, sempre foi baseado no carinho, na paixão que sentiamos, um pelo outro. Eu era louca nele, e ele sabia disso. Às vezes, eu era bem ciumenta, e não gostava das viagens, e eu falava para ele, ele me falava "Paula, tira isso da cabeça, pois eu sei a família que eu tenho, e não quero perder!" Ele sempre me conheceu muito. Eu confiava nele, eu amava ele, eu queria morrer com ele.
Durante a madrugada, eu não conseguia dormir, lembrei que vivi com ele metade da minha vida, e por mais que tentasse, não consegui lembrar da outra metade da minha vida, a metade em que não estive com ele.
Eu me esforcei para lembrar, do que e o que eu gostava de fazer, e lembrei de tão poucas coisas, que realmente, no fundo, não sei mais quem sou, de onde vim, e muito menos para onde vou. Mas, sou capaz de lembrar o dia que nos conhecemos, como se tivesse sido ontem, e quando vejo fotos, relembro dos momentos, como se estivessem acontecendo agora. É tudo muito estranho, os sentimentos são muito confusos, a vida perdeu a cor e o sentido.
Estou com saudades, com muita saudades....Eu queria muito poder viver o sonho que sonhamos.
Hoje consegui definir os meus sentimentos e os da minha "irmã". EU ESTAVA LOUCA PARA VOLTAR PARA MINHA VIDA, ELA ESTAVA LOUCA PARA NÃO VOLTAR PARA A VIDA DELA".
Postado por
PAULA
às
19:44
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
O SOFRIMENTO FAZ CRESCER....
Hoje a Flávia acordou bem cedo para ir na feira, foi com meu pai e minha "irmã". Em Pira não tinha feira e eu sempre adorei uma feira. Quando pequena eu acompanhava minha mãe e depois iamos eu e o Eduardo, em uma feira que acontecia aos sabados, proxima ao apartamento que moravamos em São Paulo, faziamos as compras e depois comiamos um pastel, é claro, sem o pastel não tinha graça. Aqui em Londrina tem feira e quantas vezes, quando passava por alguma feira, pensava que finalmente, iriamos poder fazer a feira novamente e que a Flávia iria adorar aquele movimento e depois das compras comeriamos um pastel. Acho que eu sonhava muito. Ela foi conhecer a feira, mas de forma bem diferente do que eu tinha imaginado, e o que eu imaginei jamais vai acontecer. É uma pena.
Fico muito emocionada quando fico prestando atenção na Flávia e vejo o quanto ela amadureceu e cresceu nesses poucos meses que se passaram da perda do pai. Ela mudou muito, já não tem mais aquele sorriso e aquele jeitinho inocente que ela tinha antes dessa tragédia toda. Aquela expontaneidade infantil, ficou para trás. Fico muito triste por isso, pois eu e o Eduardo, sempre pensamos, que quanto mais pudessemos prorrogar a infancia dela, melhor seria. E agora, quando olho para ela, vejo uma menina totalmente diferente, hoje ela é mais séria, já não dá tantas gargalhadas como antes, e o que mais me entristesse, o brilho do olhar dela mudou, os olhos dela sempre foram brilhantes, quando ela ria, eles riam junto, agora, já não é mais assim.
É claro, que sei que ela é uma criança e muitas coisas ainda vão acontecer na vida dela, que traram muitas alegrias, e, que de uma forma ou de outra, ela vai conseguir ser feliz novamente um dia, mas, essa mudança que houve com ela, nunca vai voltar atrás, essa marca ela vai levar para sempre. É uma pena, ela ter que passar por tudo isso com tão pouca idade, sei também que ela está triste, por me ver triste, mas por mais que eu queira não consigo evitar, não consigo sentir o minimo entusiasmo por nada, talvez eu volte a sentir alguma coisa boa, um dia, quem sabe. Mas, tenho certeza que a Flávia merece muito ser feliz, se sentir feliz.
Ela fica decepcionada por não ter sonhado mais com o pai, outro dia ela me perguntou "Será que só sonhamos 4 vezes e acabou?" e, eu não sei, pois também sonhei 4 vezes e não sonhei mais, e dessas 4 vezes, 3 sonhos foram bons, o último foi horrivel, e é com esse sonho que fiquei até hoje. Espero que tenha outros sonhos, que não fique só em 4, e pronto.
Na realidade, eu não conhecia nenhuma criança dessa idade, que tivesse ficado sem o pai. Claro que sei que a Flávia não é a única que está passando por isso, mas eu não conheço e nem nunca tinha conhecido outra criança na mesma situação. E percebo, que queira ou não, o fato de ter perdido o pai tão cedo, já faz dela uma menina diferente das outras, e isso não tem volta.
As crises de choro tem diminuido bastante, principalmente depois que os bichos vieram para cá. Ontem, ela ficou muito empolgada, pois ela levou um dos nossos jabutis para a escola, ela ficou tão feliz com isso. As outras crianças adoraram e ela foi super responsável com os cuidados com ele. Agora, ela já está perguntando se um dia ela pode levar a patinha Tina também.
Ela tem falado mais vezes também, a respeito da nossa mudança. Ela está ansiosa para ir morar na casa, ela não consegue entender que eu que ainda não consegui arrumar forças para fazer essa mudança. Eu tenho ido na obra, mas está sendo tudo tão difícil. Ontem tentei abrir uma caixa, nessa caixa estavam as panelas, as lindas panelas que compramos, resultado, fechei novamente a caixa, ainda não estou preparada para isso, para tantas recordações, para ficar cara a cara com os sonhos, que não vão mais se realizar.
Fico muito emocionada quando fico prestando atenção na Flávia e vejo o quanto ela amadureceu e cresceu nesses poucos meses que se passaram da perda do pai. Ela mudou muito, já não tem mais aquele sorriso e aquele jeitinho inocente que ela tinha antes dessa tragédia toda. Aquela expontaneidade infantil, ficou para trás. Fico muito triste por isso, pois eu e o Eduardo, sempre pensamos, que quanto mais pudessemos prorrogar a infancia dela, melhor seria. E agora, quando olho para ela, vejo uma menina totalmente diferente, hoje ela é mais séria, já não dá tantas gargalhadas como antes, e o que mais me entristesse, o brilho do olhar dela mudou, os olhos dela sempre foram brilhantes, quando ela ria, eles riam junto, agora, já não é mais assim.
É claro, que sei que ela é uma criança e muitas coisas ainda vão acontecer na vida dela, que traram muitas alegrias, e, que de uma forma ou de outra, ela vai conseguir ser feliz novamente um dia, mas, essa mudança que houve com ela, nunca vai voltar atrás, essa marca ela vai levar para sempre. É uma pena, ela ter que passar por tudo isso com tão pouca idade, sei também que ela está triste, por me ver triste, mas por mais que eu queira não consigo evitar, não consigo sentir o minimo entusiasmo por nada, talvez eu volte a sentir alguma coisa boa, um dia, quem sabe. Mas, tenho certeza que a Flávia merece muito ser feliz, se sentir feliz.
Ela fica decepcionada por não ter sonhado mais com o pai, outro dia ela me perguntou "Será que só sonhamos 4 vezes e acabou?" e, eu não sei, pois também sonhei 4 vezes e não sonhei mais, e dessas 4 vezes, 3 sonhos foram bons, o último foi horrivel, e é com esse sonho que fiquei até hoje. Espero que tenha outros sonhos, que não fique só em 4, e pronto.
Na realidade, eu não conhecia nenhuma criança dessa idade, que tivesse ficado sem o pai. Claro que sei que a Flávia não é a única que está passando por isso, mas eu não conheço e nem nunca tinha conhecido outra criança na mesma situação. E percebo, que queira ou não, o fato de ter perdido o pai tão cedo, já faz dela uma menina diferente das outras, e isso não tem volta.
As crises de choro tem diminuido bastante, principalmente depois que os bichos vieram para cá. Ontem, ela ficou muito empolgada, pois ela levou um dos nossos jabutis para a escola, ela ficou tão feliz com isso. As outras crianças adoraram e ela foi super responsável com os cuidados com ele. Agora, ela já está perguntando se um dia ela pode levar a patinha Tina também.
Ela tem falado mais vezes também, a respeito da nossa mudança. Ela está ansiosa para ir morar na casa, ela não consegue entender que eu que ainda não consegui arrumar forças para fazer essa mudança. Eu tenho ido na obra, mas está sendo tudo tão difícil. Ontem tentei abrir uma caixa, nessa caixa estavam as panelas, as lindas panelas que compramos, resultado, fechei novamente a caixa, ainda não estou preparada para isso, para tantas recordações, para ficar cara a cara com os sonhos, que não vão mais se realizar.
Postado por
PAULA
às
09:52
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
EU GOSTARIA.....
Por mais que eu escreva, nunca, vou conseguir trasmitir tudo que gostaria de falar, que gostaria de expressar.
Me sinto tão, tão, tão mau, que não tenho palavras para explicar. A morte é a pior, das piores coisas que pode acontecer na vida de uma pessoa. Por tudo que tenho lido, que tenho estudado, nada é pior do que a morte.
Ela nos leva para caminhos, jamais imaginados, jamais pensados, jamais entendidos.
Quando minha mãe morreu, foi ruim, mas eu tinha o meu amor para me apoiar, para me guiar para fora do sofrimento. Agora, não tenho ninguem que possa, de alguma forma, me confortar....., nem mesmo minha filha é capaz disso. Quero meu sonho de volta, quero minha vida de volta, quero meu AMOR, quero aquele, que me fez acreditar que a felicidade existe.
Me sinto tão, tão, tão mau, que não tenho palavras para explicar. A morte é a pior, das piores coisas que pode acontecer na vida de uma pessoa. Por tudo que tenho lido, que tenho estudado, nada é pior do que a morte.
Ela nos leva para caminhos, jamais imaginados, jamais pensados, jamais entendidos.
Quando minha mãe morreu, foi ruim, mas eu tinha o meu amor para me apoiar, para me guiar para fora do sofrimento. Agora, não tenho ninguem que possa, de alguma forma, me confortar....., nem mesmo minha filha é capaz disso. Quero meu sonho de volta, quero minha vida de volta, quero meu AMOR, quero aquele, que me fez acreditar que a felicidade existe.
Postado por
PAULA
às
20:38
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
DOR E LUTO
COMO POSSO TER SIDO TÃO ESTUPÍDA??????
Eu admirava muito minha "irmã", achava que ela era uma pessoa muito competente e inteligente. Sempre pensei dessa forma, apesar dela ser uma pessoa meio deprimida, ela tinha um desempenho bom nas funções dela.
Quando resolvemos construir a casa, aqui em Londrina, ela ficou muito empolgada em administrar a obra, afinal era uma tarefa que ela sempre gostou. Na época que meu pai construiu a casa dele, ela também assumiu, a partir de um certo ponto da obra e as coisas deram certo, claro que sempre tudo cheio de criticas e nervoso, mas no fim tudo deu certo. A nossa obra, para ela, iria ser bem mais interessante, pois ela iria participar desde o começo, e nós estariamos em boas mãos, ou pelo menos achavamos isso, pois como falei, eu acreditava que ela era uma pessoa competente e confiante, para negociar preços. Como nos enganamos muito com as pessoas....
Mas, escolhemos e contratamos a arquiteta, escolhemos e contratamos o construtor e teriamos o apoio de minha "irmã" para negociar e fazer os pagamentos necessários para tocar a obra, já que moravamos longe. No começo até que tudo funcionou direito, até começar a construção mesmo, ai as coisas começaram a tomar outro rumo, pois em algum momento, ela começou a achar que "ela é que estava tocando a obra, literalmente" e então ela começou a se envolver na construção, dando ordens e ficando brava com todos, ela começou a achar que ela tinha que assumir o papel de construtora, foi aí que os problemas começaram a aparecer, pois ela se desentendia com todos, ela começou a duvidar da competência do construtor e do mestre de obras (esse depois de um tempo, saiu da obra, pois não aguentava mais as grosserias e os atrasos, ele me falou isso), e eu presenciei algumas cenas, em que ela falava com as pessoas de uma forma bem grosseira, tipo dando bronca em um adulto como se ele fosse uma criança, eu nunca gostei disso, nunca agi assim com as pessoas, e quando acontecia, eu nem gostava de ficar perto. Mas, ela foi tomando gosto em mandar e começou a se envolver cada vez mais, em problemas que não eram dela, então se o construtor falava uma coisa, ela achava que estava errado, se o mestre de obras falava alguma coisa, ela achava que estava errado, e assim foi...
Eu e o Eduardo, quando pedimos para ela tomar conta da obra, nunca pensamos que ela fosse se envolver da maneira como ela se envolveu, nós achavamos que a parte dela seria negociar preços e fazer os pagamentos para o construtor. Mas ela começou a se envolver em tudo, se o construtor mandasse fazer um orçamento, não estava bom, e assim ela foi tirando das mãos dele o que era papel dele, e então começaram os atrasos, pois esses orçamentos demoravam, porque primeiro cotava com um, depois de um tempo com outro e as coisas começaram a não andar direito, mas até então as coisas iam indo, e nossa vida estava sendo tocada lá em Pirapetinga.
O primeiro grande, mas grande atraso mesmo, foi por conta das janelas, pois com a arquiteta falamos que queriamos janelas de madeira, e realmente queriamos, e assim foi feito o projeto, isso foi em abril de 2009. Viemos para Londrina, tivemos a reunião com a arquiteta, decidimos sobre as janelas e fomos embora. Ela iria desenhar as janelas e já poderiam ser enviadas para cotação, tudo certo, tudo definido, até que... Minha "irmã" foi em maio para São Paulo, em uma feira de construção e nessa feira ela viu um revendedor de janelas de alumínio que imitava madeira e ela se encantou por isso. Ainda em maio, quando ela voltou da feira, me ligou em Pira, para falar das janelas de alumínio, eu não me empolguei, e falei que nós não queriamos alumínio, que não gostavamos. Ela ficou meio puta e falou que eu TINHA que ver como essa era legal, que seria muito mais interessante, que era tudo de bom e que valeria a pena olhar. Portanto, não foi mandado fazer orçamento das janelas de madeira. Em junho, sempre faziamos a festa junina e naquele ano, ela resoveu ir também, pois assim me levaria a amostra do alumínio, a festa foi no final de junho. Nós não sabiamos que não havia sido feito nenhum contato ainda com algum fabricante de janelas de madeira e a essas alturas, a casa já estava de pé, porem para o construtor prosseguir com alguns detalhes, ele precisava ter certeza como seriam as janelas, pois cada material usado, requer um tratamento diferente na finalização
do enquadramento dos vãos, onde vão ser colocadas as janelas, se for madeira é um acabamento, se for vidro é outro, se for alumínio outro. Então, na festa junina ela levou a amostra do alumínio, não era feio, era até bem interessante, mas não era a madeira que nós imaginavamos, mas para não decepciona-la, concordamos em também fazer uma cotação das janelas em alumínio. Ela veio embora, e em julho mandou os projetos das janelas para serem cotados, no alumínio e só. Vim para cá depois do dia 15 de julho, encontrei com o construtor e ele perguntou se já haviamos decidido sobre as janelas, para ele poder dar continuidade, não esqueço esse dia, estavamos na rua, em frente a obra, ele fez a pergunta e eu falei que seria madeira, então minha irmã falou, "eu acho que vai ser de alumínio". Fui embora no final do mes e a cotação não havia chegado ainda, voltei para cá no dia dos pais, em agosto. A cotação estava pronta, mas era uma coisa absurdamente cara, o alumínio branco tem um preço acessível, mas esse outro imitando madeira é um material importado e portanto o custo é muito, mas muito elevado, vendo os preços falamos que queriamos a madeira, então, só então é que começou a procurar um fabricante. Em setembro, quando voltei para cá já tinha o orçamento na madeira e só de olhar já sabiamos que era bem mais barato, aí vem a parte que me aborrece e aboreceu muito naquela época, não contente ainda com a nossa posição, ela queria conferir janela por janela, para ver se realmente a madeira era mais barata, aquilo foi um horror, pois ela não conseguia se convencer que NÓS, OS DONOS DA CASA, QUERIAMOS JANELAS EM MADEIRA, não importando se a manutenção seria melhor ou pior, mas nós QUERIAMOS MADEIRA. Por conta disso, veja quanto tempo de atrasos e desgastes, para no fim fazer as janelas em madeira, como realmente foi feito. Esse atraso foi definitivo para todos os outros que vieram depois. Só que tudo isso não foi com bom humor, era sempre falando que ela estava fazendo um favor para nós, ela estava fazendo tudo isso de graça... por mais chateados que ficavamos, não sabiamos como fazer,para não brigar, pois é super difícil converar com ela, a conersa flui bem, enquanto não se contardiz, o que ela diz, então não queriamos criar um clima ruim, pois, afinal, estavmos construindo aqui, para ficar um pouco mais perto da família, e por outro lado ela estava feliz. Tomamos decisões muito erradas na vida, e pedir ajuda para ela foi uma delas e a mais fatal de todas.
Com o passar do tempo, ela foi se envolvendo mais e mais, a ponto de ter uma dedicação sem explicação, e era sem explicação mesmo, pois jamais imaginamos uma coisa assim, jamais imaginamos que ela fosse transformar isso na vida dela (ela é solteira, sem filhos, mora sozinha), só que sempre tudo foi bem pezado, não era com alegria e bom humor, era sempre falando do favor que ela estava fazendo para nós.
A essas alturas o construtor foi perdendo o poder, ele falava para o Eduardo "Eu não mando porra nenhuma nessa obra" e se tentassemos falar com ela sobre isso, a conversa sempre terminava em cara feia, então fomos levando e o tempo foi passando. Tudo que a arquiteta nos falava que estava na hora de escolher, iamos aos lugares e escolhiamos, passavamos para a arquiteta e pronto, certo?? Não, pois minha irmã não conseguia acreditar que não fossemos mudar de ídeia, então ela insistia para que fossemos dar mais uma olhada, isso com basicamente tudo. Nós fomos pelo menos 4 vezes escolher maçanetas, que foram escolhidas na primeira vez que fomos a loja, e não mudamos, alías, nunca mudamos de ídeia sobre o que já haviamos escolhido. O piso foi outra novela....Fomos para São Paulo, escolhemos os pisos que gostamos, levamos a lista para a arquiteta, escolhemos os ambientes onde eles seriam colocados e a partir disso escolhemos as pedras de granito para as soleiras e bancadas, perdemos horas e horas com essas amostras e escolhas, tudo resolvido, não precisamos mais pensar nisso, certo? Não, errado... Antes de comprar os pisos, ela me liga em Pira, que ela não estava segura de já comprar, se não era melhor eu dar mais uma olhada para confirmar se era isso mesmo que nós queriamos, nesse dia eu fiquei brava, e falei que o que estava escolhido, estava escolhido e que a essas alturas não queria mais saber de ver pisos e pedras, esse dia eu fiquei bastante insatisfeita, fiquei com raíva. E o tempo foi passando, fechei minha loja em Pira, para já ir me preparando para a mudança. E o tempo continuou passando e as coisas emperradas, pois ela nunca tomava uma decisão, sempre tinha que esperar que eu chegasse, as vezes para ver detalhes tão insignificantes, que dava raíva, mas ela estava fazendo um favor, e nós não tinhamos o direito de reclamar.
Nesse meio tempo, abrimos mão de viagens para outros lugares, que não fosse Londrina, para escolher, reescolher e escolher novamente as mesmas coisas, até que em setembro do ano passado, não aguentei mais e falei algumas coisas, ela virou uma fera e nós tivemos uma briga muito acalorada, eu ía embora no dia seguinte, e foi uma discusão muito horrível, onde mais uma vez ela jogou na minha cara que ela estava fazendo um favor e que não estava ganhando nada para isso. No dia seguinte no aeroporto, ela foi se despedir da Flávia e não se despediu de mim, perguntei se ela não ía me dar tchau e ela falou que não, pois não eramos irmãs. Fui viajar bastante chateada e chegando em Pira contei para o Eduardo o que havia acontecido e liguei para ela, falando que ela deveria procurar um médico, pois com certeza se ela voltasse a tomar um anti depressivo, que ela já tomou, as coisas poderiam melhorar, mas ela não quis nem saber, mas era tão evidente que ela estava com depressão novamente...
Na semana seguinte, ela passou um e-mail para nós, falando que como a casa estava na reta final, e que ela era muito insegura então ela tomaria conta por mais 30 dias, e o construtor terminaria. Confesso que até ficamos aliviados com isso, nesse mesmo mes, o construtor também passou um e-mail falando que estava na reta final, então estavamos próximos da mudança finalmente, e eu comecei a sonhar em fazer a festa de 60 anos do Eduardo, como forma de inaugurar a casa, o aniversário dele, é no dia 29 de janeiro, então iria ser perfeito.
Voltei para Londrina em outubro, para o aniversário de 80 anos do meu pai, ía ter uma festa, e realmente foi uma linda festa. E, em relação a casa, ela não desistiu, como havia falado, pelo contrário, continuou como se nada tivesse acontecido, mas as coisas estavam indo, pois os pisos foram colocados, depois de muita insistência so construtor, pois minha irmã não queria que colocasse, pois iria sujar, então falamos que era para ser colocado e pronto.
Voltamos para cá em novembro, e as coisas estavam novamente devagar, aquilo deu uma sensação bem ruim. Em dezembro eu não vim, pois tinhamos a formatura da Flávia, o aniversário dela no dia 21 e iria ter uma festa, como em todos os anos, e o Eduardo também estava cheio de compromissos. Passou o aniversário, o Natal (meu pai estava lá em Pira, como todos os anos, desde que minha mãe morreu), passamos o ano novo no sítio, eu o Eduardo e a Flávia, foi muito legal, fizemos ceia, colocamos roupas brancas e tudo que tinhamos direito, afinal seria o último ano no sítio.
Viemos para Londrina dia 3 de janeiro, e qual não foi nossa decepção ao vermos que as coisas não estavam andando como deveriam...Assim que encontramos o construtor cobramos dele, e ele falou que não tinha progredido mais, pois a grama ainda não havia sido plantada e minha irmã não queria que colocasse o piso na piscina, pois iria sujar, nossa que raíva, de novo essa história, dessa vez eu falei que era para fazer sim, e que se sujasse depois limpava e pronto.
A essas alturas, já sabiamos é claro, que a casa não iria ficar pronta nem mesmo em janeiro, mas não tinhamos mais como voltar atrás, pois já havia pedido a transferência escolar da Flávia, e pior, do filhos da Léa também, então como voltar atrás agora??? O construtor garantia que a parte dele estava bem no final e que em março poderiamos mudar com certeza e minha irmã alegava o mesmo. Voltei para Pira, mais ou menos dia 15 de janeiro e comecei a preparar a mudança, pois as aulas tanto da Flávia, como dos filhos da Léa, iriam começar no ínicio de fevereiro. Arrumei, encaixotei, embrulhei e preparei tudo para estarmos aqui no dia 5, as aulas iriam começar no dia 7.
A Léa iria morar na casa do caseiro, como mora hoje em dia e em janeiro ainda, comecei a agitar o término da casa dela, pois a casa estava pronta, mas faltava pintar por dentro e colocar pia, vaso sanitário, enfim, faltava terminar e a casa estava cheia de caixas, das coisas que estavamos comprando para nossa casa, e essas caixas estavam guardadas lá, foi um saco, quando eu queria tirar as caixas de lá e minha irmã falava que não, que não precisava, pois o pintor poderia muito bem pintar a casa com as coisas lá, mas isso não aceitei e contratei 2 chapas e mandei tirar tudo de lá, e não conseguia parar de pensar, em como minha irmã gostava de complicar as coisas, para que deixar tudo lá... não conseguia entender, e ainda bem que tomei a atitude, pois senão nem a casa dela teria ficado pronta a tempo.
Quando fui embora em janeiro as coisas estavam caminhando bem, o construtor estava correndo, a paisagista estava correndo com o jardim e estava tudo funcionando.
Quando viemos em fevereiro, arrumamos a casa da Léa, e ela se mudou com os filhos, e Eduardo voltou para Pira e eu fiquei por conta da obra, só que minha função passou a ser andar atrás de minha irmã, pois ela também não me passava nada, ela queria resolver tudo junto, ela é extremamente controladora, ela queria participar de tudo, eu não podia resolver nada sem o aval dela, eu fiquei conhecendo esse lado, depois de estar aqui alguns dias, e tudo começou a ficar muito ruim, mas eu estava firme no meu propósito de não brigar com ela, então quando alguma coisa me irritava muito, eu preferia sair de perto um pouco e contar até 10, as vezes tinha que contar até 20 ou 50, era muito ruim. E isso acontecia muitas e muitas vezes. Uma delas, que me deixou muito mal, foi quando eu soube, que contra a nossa vontade, ela tinha mandado fazer uma caixa de concreto, com todos os fios passando, para previsão de um dia ter um gerador, coisa que já haviamos descartado a muito e muito tempo, e mesmo assim ela mandou fazer, como se só deixar previsto, não custasse nada, como se o material, os fios a mão de obra fosse de graça, por ser só uma previsão, como se isso não fosse mais uma obra. Ela não se preocupava em economizar. Foi quando falei disso com o Eduardo, que ele se mostrou muito decepcionado com a adminstração dela, pois em vez de procurar economizar, ela gastava cada vez mais, e com coisas tão inutéis, como essa previsão para se ter um gerador no futuro, futuro esse, que já não existe mais, mas, tem uma previsão para ter um gerador.
Sempre que eu perguntava alguma coisa, ou queria que alguma coisa fosse feita, ela me falava que ainda não era a hora e assim os dias foram passando e nada da casa ficar pronta. Chegou março e decidimos viajar com a Flávia no carnaval, resolvemos ir para Santa Catarina, para levarmos a Flávia no Beto Carrero, e foi muito legal. Quando falei para ela que nós iriamos viajar, ela ficou bem decepcionada, pois na cabeça dela, é claro que deveriamos estar aqui para ficar resolvendo coisas que nunca eram postas em prática. Marcamos a viagem para quinta feira, antes do carnaval e ficariamos até o domingo seguinte ao carnaval. Na quarta feira a tarde, ela me chamou para ir para a obra urgente, pois eu precisava resolver de qualquer maneira, nem lembro mais o que era, pois segundo ela, tinha que resolver naquele dia, pois como eu ía embora, tinha que deixar isso resolvido, aí eu falo : " Eu não estou indo embora, só vou fazer uma viagem durante o carnaval e volto, só vou estar fora durante 3 dias úteis, pois com certeza ninguem vai trabalhar durante o carnaval", e eu louca para fazer as malas, e tive que ficar na obra resolvendo coisas, que poderiam perfeitamente ter esperado a minha volta, já que quando voltei no domingo, nada tinha mudado. Estavamos no hotel na sexta feira, nos preparando para sair para o parque do Beto, quando toca o celular, era ela, para resolvermos coisas que não tinhamos como resolver de onde estavamos, a respeito do seguro desemprego da Léa, pode????? Como o Eduardo e eu também ficavamos irritados com isso. Era desgastante e ao mesmo tempo hilário.
Voltamos das nossas "férias" e tudo continuava na mesma. Então comecei a perceber que as coisas continuavam não andando, e comecei a querer soluções, só que tudo era um parto, nunca podia fazer nada, e quando realmente comecei a cobrar e querer as coisas prontas é que foi indo, mas no ritimo dela, pois não podia esquecer que ela estava fazendo um favor. O construtor pedia para quardar os restos dos pisos de cerâmica para poder dar continuidade a outras coisas, ele me falou e eu mandei guardar, aí vem ela e diz que não, pois precisava classificar e separar tudo que havia sobrado e que só ela poderia fazer. Isso é, ela não fazia, mas não deixava ninguem fazer.
Veja bem, já estamos no final de março e nada. Nessa época o Eduardo comprou a casa que queriamos doar para o Sr. Tim, nosso caseiro em Pira, durante muitos e muitos anos, e que o Eduardo queria deixar sem a preocupação dele ter que pagar um aluguel novamente. Nessa época o Eduardo estava louco para vir embora e eu comecei a forçar mais, mas pouco adiantava. Quando chamei uma empresa para fazer orçamento de limpeza da cozinha, pois queria terminar alguma coisa e poder começar abrir nossas coisas, então ela me falou que havia um problema na altura dos sifões das pias e que precisava quebrar a parede para concertar, perguntei desde quando ela sabia disso, ela me falou que fazia tempo, mas não falou nada antes, pois estava esperando eu me decidir se iria ou não fazer um nicho no armário, que em janeiro, antes de ir embora, eu já havia falado que não iria fazer o tal nicho. Nesse dia, tive que contar até 99, pois foi uma grande decepção. Fiquei muito puta, muito chateada, nesse dia falei com minha comadre e ela lembra de como eu estava indignada com a situação e nesse dia, a noite, quando o Eduardo ligou, logo me perguntou, com uma voz bem desanimada "Paula, e a nossa casa?" e eu tive que contar para ele o que estava acontecendo, pois a essas alturas, já sabia que não iria passar a pascoa em casa, mais uma vez, a coisa não estava funcionando.
Nessas alturas, passei a perceber que o eletricista deixava de fazer o trabalho dele, dentro da casa e ficava acompanhado do rapaz que foi contratado para a instalação dos interfones e das camêras de segurança, e então eu perguntei para ela o porque disso, então ela falou que contratou tudo que haviamos escolhido, mas que ela preferiu não pagar a mão de obra da instalação, para que o eletricista fizesse isso, e pagaria para ele, a mão de obra das instalações. Esse foi outro dia muito ruim, pois na hora me veio na cabeça, o quanto isso estava atrasando as coisas e que eu ficaria refem do eletricista para sempre, pois então, no futuro, quando desse algum problema, a empresa contratada para esse serviço, não teria a responsabilidade de concertar alguma coisa que desse errado. Mais uma vez, fiquei muito decepcionada com a administração dela, é tão claro na minha cabeça, que cada um deve fazer a sua parte. Ela tomava essas decisões estapafurdias da cabeça dela, ela não pedia opinião, ela simplesmente fazia como queria.
Finalmente chegou o dia de colocar a iluminação na cozinha, já estavamos em abril, nessas alturas. Já tinha escolhido todos os embutidos que seriam usados na iluminação no geral em novembro, reescolhi os mesmos em janeiro, mas foram comprados???? Não, é claro! Tinha que ter mais certeza, mais ainda. Então ela fez o pedido de uma pequena parte, bem pequena mesmo, tanto que hoje o teto está todo recortado, mas não tem os embutidos para colocar, isso em uma obra, que nunca faltou dinheiro, pois realmente nunca faltou, o Eduardo queria sempre pagar tudo a vista para ter descontos, mas era bem mais importante ter uma previsão de gerador, do que comprar o que efetivamente iriamos usar.
Ela me chama, vamos resolver a iluminação da cozinha, e me explicou como ela tinha imaginado, eu não gostei da posição que iria ficar o ventilador e mudei, aí ela fechou a cara e começou a fazer tudo de má vontade, até que nesse dia eu também não aguentei, e falei: "porque você pergunta se não quer ouvir o que eu penso, então é melhor não perguntar, faz do seu jeito, e pronto." Tudo isso era muto desgastante e irritante.
Essas pequenas e grandes coisas que aconteceram no decorrer dessa droga dessa obra, tornou tudo muito estressante e chato. No fundo, por tudo isso, nunca foi uma obra que trouxe grandes alegrias, eu e o Eduardo sentiamos um enorme prazer em comprar os objetos que iriam decorar e mobiliar a nossa casa, mas a obra em sí, sempre foi muito desgastante por conta desses atrasos e dessas chatices que eram impostas.
Não tenho nem noção de quantos fios, cabos, conduites e tantas outras coisas foram gastas em previsões, como a última que ela queria, porque queria fazer, que era passar um fio por todos aparelhos de ar condicionado, para que nós pudessemos ligar o ar de qualquer lugar onde estivessemos, pelo celular, e ela ainda deu o exemplo "Vocês chegam de viagem, e do aeroporto já podem ligar o ar", eu falei, não quero isso, ela falou "não precisa instalar, basta passar os fios e deixar previsto, se um dia vocês quiserem", nesse dia também acabei perdendo a paciência, quando perguntei "só pra deixar previsto não tem custo? os fios vão ser de graça? não preciso pagar mão de obra?" e mesmo assim ela ainda insitiu nisso, era de matar, era de dar muita raíva, ela não conseguia entender que essa não era a obra da nossa vida, e que nós preferiamos gastar com coisas que fossemos aproveitar, e não com bobagens como essa do ar, essa acho que foi a pior de todas, das que eu sei é claro, pois como já disse, vai saber quais outras previsões tem nessa droga dessa casa, que no fim, em vez de trazer alegrias, só trouxe aborrecimento e agora uma tristeza infinita. No fundo faltam tantas coisas, que já poderiam estar no lugar, há muito e muito tempo. Ela foi de uma incompetência que eu não tinha noção, eu realmente acreditava que ela era bem diferente do que se mostrou. E isso simplesmente, acabou com a minha vida e a vida da Flávia.
E foi assim que tudo acabou do jeito que acabou, e eu sinto uma culpa terrível de não ter colocado a minha, a nossa vida, na frente, dessa relação famíliar. Dessa relação tão cansativa, que realmente me rendeu algumas noites de pura ansiedade.
Eu não consigo compreender como tudo pode ter tomado o rumo que tomou, não consigo compreender o que aconteceu com aquela que eu sempre admirei pela esperteza, ter se deixado deslumbrar, não consigo achar outra palavra, para querer e fazer coisas tão cheias de frescura, que não tem nada haver com agente. Eu não participei da reunião do projeto elétrico, essa reunião foi entre a arquiteta e minha irmã, elas me contaram que fizeram um projeto bem detalhado, bem interessante. Até aí tudo bem, afinal não deve ter muitos mistérios em decidir onde vai ter uma tomada, um interruptor, etc. Quando começaram a cortar as paredes e passar os conduítes, tinha sempre muita coisa, um dia perguntei e minha irmã me falou que era para uma luz noturna, ou algo assim, então foi colocado em cada quarto e nos corredores uma luz, voltada para baixo, com um sensor de presença ao lado, quando entendi o que era, ainda quetionei se eu iria gostar disso, pois nós gostamos de escuro e gostamos de abajour, então vi isso como algo totalmente inútil, e que com certeza foi uma frescura muito, mas muito dispendiosa mesmo. Isso não foi uma espécie de deslumbramento? principalmente quando o suado dinheirinho não saia do próprio bolso? Como posso ter sido tão cega? Como posso não ter percebido antes o quanto as coisas estavam sendo doentias? Ela no fundo, não tinha preocupação com a nossa vida, ela queria cada detalhe da casa tão perfeito, mas tão perfeito, que cansou a todos os que estavam participando da construção, inclusive a nós. Porque já estava sendo um suplício estar aqui sem o Eduardo, morando em um quarto, vendo minha filha ser tratadada com desprezo pelos primos, não ter nossa vida e ainda ter que ficar engulindo sapos, para não brigar, com uma pessoa, que está mais do que evidente, é muito, mas muito doente.
Só que ela não procura ajuda, mas 20 dias depois de eu perder o meu amor, ela achou que estava na hora de eu me recuperar, e chamou um médico, mesmo contra a minha vontade, pois eu já sabia que um médico não poderia resolver meu problema, como realmente, não resolveu.
Imagine, a dor que sinto em meu peito, de culpa e arrependimento por não ter mandado minha irmã a merda, como muitas vezes tive vontade.
Um dia depois que ele morreu, ela veio me falar que "infelizmente a vida não quis que ele aproveitasse a linda casa", nossa, me deu vontade de matar ela, e eu falei, que não tinha sido a vida a responsável por ele não ter aproveitado e desfrutado do nosso sonho. E realmente não foi.
Talvez tudo tivesse dado certo, se ela não tivesse tentado assumir um papel que não era dela, em um certo momento ela começou a achar que ela era a construtora e não a administradora dos recursos financeiros, só isso, nada mais. Por outro lado sei que ela se esforçou para fazer tudo no maior capricho, mas ficar presa a tão pequenos detalhes, que as vezes, quando ela me falava, de certos detalhes, para mim não fazia a menor diferença.
Então, é claro que ninguem esperava o que aconteceu, mas para sempre vou carregar esse peso no peito, essa dor tão angustiante que está me matando.
Escrevi isso tudo, porque nesses dias esses sentimentos tem estado muito presentes, acho que porque, a última "surpresa" acabou comigo mais uma vez. Estou devendo um dinheirão para a empresa da pintura, e só essa semana é que fiquei sabendo, tudo estava sendo feito sem orçamentos, e agora que chegou a conta, não sei como vou fazer para pagar, então mais uma vez, em uma obra em que nunca faltou recursos, isso é de uma incompetência absurda, e mais uma vez, minha irmã me surpreendeu, realmente me mostrando um lado dela que eu desconhecia, então a admiração que eu sempre senti, se esvaiu totalmente, e infelizmente, só agora é que consigo exergar a insanidade dessa história toda, como posso ter sido tão estupída em não ter visto isso antes? Como posso ter sido tão estupída a ponto de achar que valia a pena me segurar para não brigar?
Estou com muita raíva de mim mesma, pois chegamos a cogitar a ídeia de alugar um apartamento e só não fizemos pois a promessa da mudança em março, não acarretaria tanto sofrimento, pois seriam só 2 meses, que se transformaram em 4 e que agora já são 8.
Eu perdi minha vida, meu amor, meu sentimento e continuo angustiada como no primeiro dia. Só que agora com mais conciência da minha estupídez.
Talvez, um dia essa magoa passe, talvez um dia eu possa suportar novamente ter um contato com minha "irmã", aquela que já falou várias vezes, que não somos irmãs, e que hoje em dia, eu tenho que concordar que realmente não somos.
Quando resolvemos construir a casa, aqui em Londrina, ela ficou muito empolgada em administrar a obra, afinal era uma tarefa que ela sempre gostou. Na época que meu pai construiu a casa dele, ela também assumiu, a partir de um certo ponto da obra e as coisas deram certo, claro que sempre tudo cheio de criticas e nervoso, mas no fim tudo deu certo. A nossa obra, para ela, iria ser bem mais interessante, pois ela iria participar desde o começo, e nós estariamos em boas mãos, ou pelo menos achavamos isso, pois como falei, eu acreditava que ela era uma pessoa competente e confiante, para negociar preços. Como nos enganamos muito com as pessoas....
Mas, escolhemos e contratamos a arquiteta, escolhemos e contratamos o construtor e teriamos o apoio de minha "irmã" para negociar e fazer os pagamentos necessários para tocar a obra, já que moravamos longe. No começo até que tudo funcionou direito, até começar a construção mesmo, ai as coisas começaram a tomar outro rumo, pois em algum momento, ela começou a achar que "ela é que estava tocando a obra, literalmente" e então ela começou a se envolver na construção, dando ordens e ficando brava com todos, ela começou a achar que ela tinha que assumir o papel de construtora, foi aí que os problemas começaram a aparecer, pois ela se desentendia com todos, ela começou a duvidar da competência do construtor e do mestre de obras (esse depois de um tempo, saiu da obra, pois não aguentava mais as grosserias e os atrasos, ele me falou isso), e eu presenciei algumas cenas, em que ela falava com as pessoas de uma forma bem grosseira, tipo dando bronca em um adulto como se ele fosse uma criança, eu nunca gostei disso, nunca agi assim com as pessoas, e quando acontecia, eu nem gostava de ficar perto. Mas, ela foi tomando gosto em mandar e começou a se envolver cada vez mais, em problemas que não eram dela, então se o construtor falava uma coisa, ela achava que estava errado, se o mestre de obras falava alguma coisa, ela achava que estava errado, e assim foi...
Eu e o Eduardo, quando pedimos para ela tomar conta da obra, nunca pensamos que ela fosse se envolver da maneira como ela se envolveu, nós achavamos que a parte dela seria negociar preços e fazer os pagamentos para o construtor. Mas ela começou a se envolver em tudo, se o construtor mandasse fazer um orçamento, não estava bom, e assim ela foi tirando das mãos dele o que era papel dele, e então começaram os atrasos, pois esses orçamentos demoravam, porque primeiro cotava com um, depois de um tempo com outro e as coisas começaram a não andar direito, mas até então as coisas iam indo, e nossa vida estava sendo tocada lá em Pirapetinga.
O primeiro grande, mas grande atraso mesmo, foi por conta das janelas, pois com a arquiteta falamos que queriamos janelas de madeira, e realmente queriamos, e assim foi feito o projeto, isso foi em abril de 2009. Viemos para Londrina, tivemos a reunião com a arquiteta, decidimos sobre as janelas e fomos embora. Ela iria desenhar as janelas e já poderiam ser enviadas para cotação, tudo certo, tudo definido, até que... Minha "irmã" foi em maio para São Paulo, em uma feira de construção e nessa feira ela viu um revendedor de janelas de alumínio que imitava madeira e ela se encantou por isso. Ainda em maio, quando ela voltou da feira, me ligou em Pira, para falar das janelas de alumínio, eu não me empolguei, e falei que nós não queriamos alumínio, que não gostavamos. Ela ficou meio puta e falou que eu TINHA que ver como essa era legal, que seria muito mais interessante, que era tudo de bom e que valeria a pena olhar. Portanto, não foi mandado fazer orçamento das janelas de madeira. Em junho, sempre faziamos a festa junina e naquele ano, ela resoveu ir também, pois assim me levaria a amostra do alumínio, a festa foi no final de junho. Nós não sabiamos que não havia sido feito nenhum contato ainda com algum fabricante de janelas de madeira e a essas alturas, a casa já estava de pé, porem para o construtor prosseguir com alguns detalhes, ele precisava ter certeza como seriam as janelas, pois cada material usado, requer um tratamento diferente na finalização
do enquadramento dos vãos, onde vão ser colocadas as janelas, se for madeira é um acabamento, se for vidro é outro, se for alumínio outro. Então, na festa junina ela levou a amostra do alumínio, não era feio, era até bem interessante, mas não era a madeira que nós imaginavamos, mas para não decepciona-la, concordamos em também fazer uma cotação das janelas em alumínio. Ela veio embora, e em julho mandou os projetos das janelas para serem cotados, no alumínio e só. Vim para cá depois do dia 15 de julho, encontrei com o construtor e ele perguntou se já haviamos decidido sobre as janelas, para ele poder dar continuidade, não esqueço esse dia, estavamos na rua, em frente a obra, ele fez a pergunta e eu falei que seria madeira, então minha irmã falou, "eu acho que vai ser de alumínio". Fui embora no final do mes e a cotação não havia chegado ainda, voltei para cá no dia dos pais, em agosto. A cotação estava pronta, mas era uma coisa absurdamente cara, o alumínio branco tem um preço acessível, mas esse outro imitando madeira é um material importado e portanto o custo é muito, mas muito elevado, vendo os preços falamos que queriamos a madeira, então, só então é que começou a procurar um fabricante. Em setembro, quando voltei para cá já tinha o orçamento na madeira e só de olhar já sabiamos que era bem mais barato, aí vem a parte que me aborrece e aboreceu muito naquela época, não contente ainda com a nossa posição, ela queria conferir janela por janela, para ver se realmente a madeira era mais barata, aquilo foi um horror, pois ela não conseguia se convencer que NÓS, OS DONOS DA CASA, QUERIAMOS JANELAS EM MADEIRA, não importando se a manutenção seria melhor ou pior, mas nós QUERIAMOS MADEIRA. Por conta disso, veja quanto tempo de atrasos e desgastes, para no fim fazer as janelas em madeira, como realmente foi feito. Esse atraso foi definitivo para todos os outros que vieram depois. Só que tudo isso não foi com bom humor, era sempre falando que ela estava fazendo um favor para nós, ela estava fazendo tudo isso de graça... por mais chateados que ficavamos, não sabiamos como fazer,para não brigar, pois é super difícil converar com ela, a conersa flui bem, enquanto não se contardiz, o que ela diz, então não queriamos criar um clima ruim, pois, afinal, estavmos construindo aqui, para ficar um pouco mais perto da família, e por outro lado ela estava feliz. Tomamos decisões muito erradas na vida, e pedir ajuda para ela foi uma delas e a mais fatal de todas.
Com o passar do tempo, ela foi se envolvendo mais e mais, a ponto de ter uma dedicação sem explicação, e era sem explicação mesmo, pois jamais imaginamos uma coisa assim, jamais imaginamos que ela fosse transformar isso na vida dela (ela é solteira, sem filhos, mora sozinha), só que sempre tudo foi bem pezado, não era com alegria e bom humor, era sempre falando do favor que ela estava fazendo para nós.
A essas alturas o construtor foi perdendo o poder, ele falava para o Eduardo "Eu não mando porra nenhuma nessa obra" e se tentassemos falar com ela sobre isso, a conversa sempre terminava em cara feia, então fomos levando e o tempo foi passando. Tudo que a arquiteta nos falava que estava na hora de escolher, iamos aos lugares e escolhiamos, passavamos para a arquiteta e pronto, certo?? Não, pois minha irmã não conseguia acreditar que não fossemos mudar de ídeia, então ela insistia para que fossemos dar mais uma olhada, isso com basicamente tudo. Nós fomos pelo menos 4 vezes escolher maçanetas, que foram escolhidas na primeira vez que fomos a loja, e não mudamos, alías, nunca mudamos de ídeia sobre o que já haviamos escolhido. O piso foi outra novela....Fomos para São Paulo, escolhemos os pisos que gostamos, levamos a lista para a arquiteta, escolhemos os ambientes onde eles seriam colocados e a partir disso escolhemos as pedras de granito para as soleiras e bancadas, perdemos horas e horas com essas amostras e escolhas, tudo resolvido, não precisamos mais pensar nisso, certo? Não, errado... Antes de comprar os pisos, ela me liga em Pira, que ela não estava segura de já comprar, se não era melhor eu dar mais uma olhada para confirmar se era isso mesmo que nós queriamos, nesse dia eu fiquei brava, e falei que o que estava escolhido, estava escolhido e que a essas alturas não queria mais saber de ver pisos e pedras, esse dia eu fiquei bastante insatisfeita, fiquei com raíva. E o tempo foi passando, fechei minha loja em Pira, para já ir me preparando para a mudança. E o tempo continuou passando e as coisas emperradas, pois ela nunca tomava uma decisão, sempre tinha que esperar que eu chegasse, as vezes para ver detalhes tão insignificantes, que dava raíva, mas ela estava fazendo um favor, e nós não tinhamos o direito de reclamar.
Nesse meio tempo, abrimos mão de viagens para outros lugares, que não fosse Londrina, para escolher, reescolher e escolher novamente as mesmas coisas, até que em setembro do ano passado, não aguentei mais e falei algumas coisas, ela virou uma fera e nós tivemos uma briga muito acalorada, eu ía embora no dia seguinte, e foi uma discusão muito horrível, onde mais uma vez ela jogou na minha cara que ela estava fazendo um favor e que não estava ganhando nada para isso. No dia seguinte no aeroporto, ela foi se despedir da Flávia e não se despediu de mim, perguntei se ela não ía me dar tchau e ela falou que não, pois não eramos irmãs. Fui viajar bastante chateada e chegando em Pira contei para o Eduardo o que havia acontecido e liguei para ela, falando que ela deveria procurar um médico, pois com certeza se ela voltasse a tomar um anti depressivo, que ela já tomou, as coisas poderiam melhorar, mas ela não quis nem saber, mas era tão evidente que ela estava com depressão novamente...
Na semana seguinte, ela passou um e-mail para nós, falando que como a casa estava na reta final, e que ela era muito insegura então ela tomaria conta por mais 30 dias, e o construtor terminaria. Confesso que até ficamos aliviados com isso, nesse mesmo mes, o construtor também passou um e-mail falando que estava na reta final, então estavamos próximos da mudança finalmente, e eu comecei a sonhar em fazer a festa de 60 anos do Eduardo, como forma de inaugurar a casa, o aniversário dele, é no dia 29 de janeiro, então iria ser perfeito.
Voltei para Londrina em outubro, para o aniversário de 80 anos do meu pai, ía ter uma festa, e realmente foi uma linda festa. E, em relação a casa, ela não desistiu, como havia falado, pelo contrário, continuou como se nada tivesse acontecido, mas as coisas estavam indo, pois os pisos foram colocados, depois de muita insistência so construtor, pois minha irmã não queria que colocasse, pois iria sujar, então falamos que era para ser colocado e pronto.
Voltamos para cá em novembro, e as coisas estavam novamente devagar, aquilo deu uma sensação bem ruim. Em dezembro eu não vim, pois tinhamos a formatura da Flávia, o aniversário dela no dia 21 e iria ter uma festa, como em todos os anos, e o Eduardo também estava cheio de compromissos. Passou o aniversário, o Natal (meu pai estava lá em Pira, como todos os anos, desde que minha mãe morreu), passamos o ano novo no sítio, eu o Eduardo e a Flávia, foi muito legal, fizemos ceia, colocamos roupas brancas e tudo que tinhamos direito, afinal seria o último ano no sítio.
Viemos para Londrina dia 3 de janeiro, e qual não foi nossa decepção ao vermos que as coisas não estavam andando como deveriam...Assim que encontramos o construtor cobramos dele, e ele falou que não tinha progredido mais, pois a grama ainda não havia sido plantada e minha irmã não queria que colocasse o piso na piscina, pois iria sujar, nossa que raíva, de novo essa história, dessa vez eu falei que era para fazer sim, e que se sujasse depois limpava e pronto.
A essas alturas, já sabiamos é claro, que a casa não iria ficar pronta nem mesmo em janeiro, mas não tinhamos mais como voltar atrás, pois já havia pedido a transferência escolar da Flávia, e pior, do filhos da Léa também, então como voltar atrás agora??? O construtor garantia que a parte dele estava bem no final e que em março poderiamos mudar com certeza e minha irmã alegava o mesmo. Voltei para Pira, mais ou menos dia 15 de janeiro e comecei a preparar a mudança, pois as aulas tanto da Flávia, como dos filhos da Léa, iriam começar no ínicio de fevereiro. Arrumei, encaixotei, embrulhei e preparei tudo para estarmos aqui no dia 5, as aulas iriam começar no dia 7.
A Léa iria morar na casa do caseiro, como mora hoje em dia e em janeiro ainda, comecei a agitar o término da casa dela, pois a casa estava pronta, mas faltava pintar por dentro e colocar pia, vaso sanitário, enfim, faltava terminar e a casa estava cheia de caixas, das coisas que estavamos comprando para nossa casa, e essas caixas estavam guardadas lá, foi um saco, quando eu queria tirar as caixas de lá e minha irmã falava que não, que não precisava, pois o pintor poderia muito bem pintar a casa com as coisas lá, mas isso não aceitei e contratei 2 chapas e mandei tirar tudo de lá, e não conseguia parar de pensar, em como minha irmã gostava de complicar as coisas, para que deixar tudo lá... não conseguia entender, e ainda bem que tomei a atitude, pois senão nem a casa dela teria ficado pronta a tempo.
Quando fui embora em janeiro as coisas estavam caminhando bem, o construtor estava correndo, a paisagista estava correndo com o jardim e estava tudo funcionando.
Quando viemos em fevereiro, arrumamos a casa da Léa, e ela se mudou com os filhos, e Eduardo voltou para Pira e eu fiquei por conta da obra, só que minha função passou a ser andar atrás de minha irmã, pois ela também não me passava nada, ela queria resolver tudo junto, ela é extremamente controladora, ela queria participar de tudo, eu não podia resolver nada sem o aval dela, eu fiquei conhecendo esse lado, depois de estar aqui alguns dias, e tudo começou a ficar muito ruim, mas eu estava firme no meu propósito de não brigar com ela, então quando alguma coisa me irritava muito, eu preferia sair de perto um pouco e contar até 10, as vezes tinha que contar até 20 ou 50, era muito ruim. E isso acontecia muitas e muitas vezes. Uma delas, que me deixou muito mal, foi quando eu soube, que contra a nossa vontade, ela tinha mandado fazer uma caixa de concreto, com todos os fios passando, para previsão de um dia ter um gerador, coisa que já haviamos descartado a muito e muito tempo, e mesmo assim ela mandou fazer, como se só deixar previsto, não custasse nada, como se o material, os fios a mão de obra fosse de graça, por ser só uma previsão, como se isso não fosse mais uma obra. Ela não se preocupava em economizar. Foi quando falei disso com o Eduardo, que ele se mostrou muito decepcionado com a adminstração dela, pois em vez de procurar economizar, ela gastava cada vez mais, e com coisas tão inutéis, como essa previsão para se ter um gerador no futuro, futuro esse, que já não existe mais, mas, tem uma previsão para ter um gerador.
Sempre que eu perguntava alguma coisa, ou queria que alguma coisa fosse feita, ela me falava que ainda não era a hora e assim os dias foram passando e nada da casa ficar pronta. Chegou março e decidimos viajar com a Flávia no carnaval, resolvemos ir para Santa Catarina, para levarmos a Flávia no Beto Carrero, e foi muito legal. Quando falei para ela que nós iriamos viajar, ela ficou bem decepcionada, pois na cabeça dela, é claro que deveriamos estar aqui para ficar resolvendo coisas que nunca eram postas em prática. Marcamos a viagem para quinta feira, antes do carnaval e ficariamos até o domingo seguinte ao carnaval. Na quarta feira a tarde, ela me chamou para ir para a obra urgente, pois eu precisava resolver de qualquer maneira, nem lembro mais o que era, pois segundo ela, tinha que resolver naquele dia, pois como eu ía embora, tinha que deixar isso resolvido, aí eu falo : " Eu não estou indo embora, só vou fazer uma viagem durante o carnaval e volto, só vou estar fora durante 3 dias úteis, pois com certeza ninguem vai trabalhar durante o carnaval", e eu louca para fazer as malas, e tive que ficar na obra resolvendo coisas, que poderiam perfeitamente ter esperado a minha volta, já que quando voltei no domingo, nada tinha mudado. Estavamos no hotel na sexta feira, nos preparando para sair para o parque do Beto, quando toca o celular, era ela, para resolvermos coisas que não tinhamos como resolver de onde estavamos, a respeito do seguro desemprego da Léa, pode????? Como o Eduardo e eu também ficavamos irritados com isso. Era desgastante e ao mesmo tempo hilário.
Voltamos das nossas "férias" e tudo continuava na mesma. Então comecei a perceber que as coisas continuavam não andando, e comecei a querer soluções, só que tudo era um parto, nunca podia fazer nada, e quando realmente comecei a cobrar e querer as coisas prontas é que foi indo, mas no ritimo dela, pois não podia esquecer que ela estava fazendo um favor. O construtor pedia para quardar os restos dos pisos de cerâmica para poder dar continuidade a outras coisas, ele me falou e eu mandei guardar, aí vem ela e diz que não, pois precisava classificar e separar tudo que havia sobrado e que só ela poderia fazer. Isso é, ela não fazia, mas não deixava ninguem fazer.
Veja bem, já estamos no final de março e nada. Nessa época o Eduardo comprou a casa que queriamos doar para o Sr. Tim, nosso caseiro em Pira, durante muitos e muitos anos, e que o Eduardo queria deixar sem a preocupação dele ter que pagar um aluguel novamente. Nessa época o Eduardo estava louco para vir embora e eu comecei a forçar mais, mas pouco adiantava. Quando chamei uma empresa para fazer orçamento de limpeza da cozinha, pois queria terminar alguma coisa e poder começar abrir nossas coisas, então ela me falou que havia um problema na altura dos sifões das pias e que precisava quebrar a parede para concertar, perguntei desde quando ela sabia disso, ela me falou que fazia tempo, mas não falou nada antes, pois estava esperando eu me decidir se iria ou não fazer um nicho no armário, que em janeiro, antes de ir embora, eu já havia falado que não iria fazer o tal nicho. Nesse dia, tive que contar até 99, pois foi uma grande decepção. Fiquei muito puta, muito chateada, nesse dia falei com minha comadre e ela lembra de como eu estava indignada com a situação e nesse dia, a noite, quando o Eduardo ligou, logo me perguntou, com uma voz bem desanimada "Paula, e a nossa casa?" e eu tive que contar para ele o que estava acontecendo, pois a essas alturas, já sabia que não iria passar a pascoa em casa, mais uma vez, a coisa não estava funcionando.
Nessas alturas, passei a perceber que o eletricista deixava de fazer o trabalho dele, dentro da casa e ficava acompanhado do rapaz que foi contratado para a instalação dos interfones e das camêras de segurança, e então eu perguntei para ela o porque disso, então ela falou que contratou tudo que haviamos escolhido, mas que ela preferiu não pagar a mão de obra da instalação, para que o eletricista fizesse isso, e pagaria para ele, a mão de obra das instalações. Esse foi outro dia muito ruim, pois na hora me veio na cabeça, o quanto isso estava atrasando as coisas e que eu ficaria refem do eletricista para sempre, pois então, no futuro, quando desse algum problema, a empresa contratada para esse serviço, não teria a responsabilidade de concertar alguma coisa que desse errado. Mais uma vez, fiquei muito decepcionada com a administração dela, é tão claro na minha cabeça, que cada um deve fazer a sua parte. Ela tomava essas decisões estapafurdias da cabeça dela, ela não pedia opinião, ela simplesmente fazia como queria.
Finalmente chegou o dia de colocar a iluminação na cozinha, já estavamos em abril, nessas alturas. Já tinha escolhido todos os embutidos que seriam usados na iluminação no geral em novembro, reescolhi os mesmos em janeiro, mas foram comprados???? Não, é claro! Tinha que ter mais certeza, mais ainda. Então ela fez o pedido de uma pequena parte, bem pequena mesmo, tanto que hoje o teto está todo recortado, mas não tem os embutidos para colocar, isso em uma obra, que nunca faltou dinheiro, pois realmente nunca faltou, o Eduardo queria sempre pagar tudo a vista para ter descontos, mas era bem mais importante ter uma previsão de gerador, do que comprar o que efetivamente iriamos usar.
Ela me chama, vamos resolver a iluminação da cozinha, e me explicou como ela tinha imaginado, eu não gostei da posição que iria ficar o ventilador e mudei, aí ela fechou a cara e começou a fazer tudo de má vontade, até que nesse dia eu também não aguentei, e falei: "porque você pergunta se não quer ouvir o que eu penso, então é melhor não perguntar, faz do seu jeito, e pronto." Tudo isso era muto desgastante e irritante.
Essas pequenas e grandes coisas que aconteceram no decorrer dessa droga dessa obra, tornou tudo muito estressante e chato. No fundo, por tudo isso, nunca foi uma obra que trouxe grandes alegrias, eu e o Eduardo sentiamos um enorme prazer em comprar os objetos que iriam decorar e mobiliar a nossa casa, mas a obra em sí, sempre foi muito desgastante por conta desses atrasos e dessas chatices que eram impostas.
Não tenho nem noção de quantos fios, cabos, conduites e tantas outras coisas foram gastas em previsões, como a última que ela queria, porque queria fazer, que era passar um fio por todos aparelhos de ar condicionado, para que nós pudessemos ligar o ar de qualquer lugar onde estivessemos, pelo celular, e ela ainda deu o exemplo "Vocês chegam de viagem, e do aeroporto já podem ligar o ar", eu falei, não quero isso, ela falou "não precisa instalar, basta passar os fios e deixar previsto, se um dia vocês quiserem", nesse dia também acabei perdendo a paciência, quando perguntei "só pra deixar previsto não tem custo? os fios vão ser de graça? não preciso pagar mão de obra?" e mesmo assim ela ainda insitiu nisso, era de matar, era de dar muita raíva, ela não conseguia entender que essa não era a obra da nossa vida, e que nós preferiamos gastar com coisas que fossemos aproveitar, e não com bobagens como essa do ar, essa acho que foi a pior de todas, das que eu sei é claro, pois como já disse, vai saber quais outras previsões tem nessa droga dessa casa, que no fim, em vez de trazer alegrias, só trouxe aborrecimento e agora uma tristeza infinita. No fundo faltam tantas coisas, que já poderiam estar no lugar, há muito e muito tempo. Ela foi de uma incompetência que eu não tinha noção, eu realmente acreditava que ela era bem diferente do que se mostrou. E isso simplesmente, acabou com a minha vida e a vida da Flávia.
E foi assim que tudo acabou do jeito que acabou, e eu sinto uma culpa terrível de não ter colocado a minha, a nossa vida, na frente, dessa relação famíliar. Dessa relação tão cansativa, que realmente me rendeu algumas noites de pura ansiedade.
Eu não consigo compreender como tudo pode ter tomado o rumo que tomou, não consigo compreender o que aconteceu com aquela que eu sempre admirei pela esperteza, ter se deixado deslumbrar, não consigo achar outra palavra, para querer e fazer coisas tão cheias de frescura, que não tem nada haver com agente. Eu não participei da reunião do projeto elétrico, essa reunião foi entre a arquiteta e minha irmã, elas me contaram que fizeram um projeto bem detalhado, bem interessante. Até aí tudo bem, afinal não deve ter muitos mistérios em decidir onde vai ter uma tomada, um interruptor, etc. Quando começaram a cortar as paredes e passar os conduítes, tinha sempre muita coisa, um dia perguntei e minha irmã me falou que era para uma luz noturna, ou algo assim, então foi colocado em cada quarto e nos corredores uma luz, voltada para baixo, com um sensor de presença ao lado, quando entendi o que era, ainda quetionei se eu iria gostar disso, pois nós gostamos de escuro e gostamos de abajour, então vi isso como algo totalmente inútil, e que com certeza foi uma frescura muito, mas muito dispendiosa mesmo. Isso não foi uma espécie de deslumbramento? principalmente quando o suado dinheirinho não saia do próprio bolso? Como posso ter sido tão cega? Como posso não ter percebido antes o quanto as coisas estavam sendo doentias? Ela no fundo, não tinha preocupação com a nossa vida, ela queria cada detalhe da casa tão perfeito, mas tão perfeito, que cansou a todos os que estavam participando da construção, inclusive a nós. Porque já estava sendo um suplício estar aqui sem o Eduardo, morando em um quarto, vendo minha filha ser tratadada com desprezo pelos primos, não ter nossa vida e ainda ter que ficar engulindo sapos, para não brigar, com uma pessoa, que está mais do que evidente, é muito, mas muito doente.
Só que ela não procura ajuda, mas 20 dias depois de eu perder o meu amor, ela achou que estava na hora de eu me recuperar, e chamou um médico, mesmo contra a minha vontade, pois eu já sabia que um médico não poderia resolver meu problema, como realmente, não resolveu.
Imagine, a dor que sinto em meu peito, de culpa e arrependimento por não ter mandado minha irmã a merda, como muitas vezes tive vontade.
Um dia depois que ele morreu, ela veio me falar que "infelizmente a vida não quis que ele aproveitasse a linda casa", nossa, me deu vontade de matar ela, e eu falei, que não tinha sido a vida a responsável por ele não ter aproveitado e desfrutado do nosso sonho. E realmente não foi.
Talvez tudo tivesse dado certo, se ela não tivesse tentado assumir um papel que não era dela, em um certo momento ela começou a achar que ela era a construtora e não a administradora dos recursos financeiros, só isso, nada mais. Por outro lado sei que ela se esforçou para fazer tudo no maior capricho, mas ficar presa a tão pequenos detalhes, que as vezes, quando ela me falava, de certos detalhes, para mim não fazia a menor diferença.
Então, é claro que ninguem esperava o que aconteceu, mas para sempre vou carregar esse peso no peito, essa dor tão angustiante que está me matando.
Escrevi isso tudo, porque nesses dias esses sentimentos tem estado muito presentes, acho que porque, a última "surpresa" acabou comigo mais uma vez. Estou devendo um dinheirão para a empresa da pintura, e só essa semana é que fiquei sabendo, tudo estava sendo feito sem orçamentos, e agora que chegou a conta, não sei como vou fazer para pagar, então mais uma vez, em uma obra em que nunca faltou recursos, isso é de uma incompetência absurda, e mais uma vez, minha irmã me surpreendeu, realmente me mostrando um lado dela que eu desconhecia, então a admiração que eu sempre senti, se esvaiu totalmente, e infelizmente, só agora é que consigo exergar a insanidade dessa história toda, como posso ter sido tão estupída em não ter visto isso antes? Como posso ter sido tão estupída a ponto de achar que valia a pena me segurar para não brigar?
Estou com muita raíva de mim mesma, pois chegamos a cogitar a ídeia de alugar um apartamento e só não fizemos pois a promessa da mudança em março, não acarretaria tanto sofrimento, pois seriam só 2 meses, que se transformaram em 4 e que agora já são 8.
Eu perdi minha vida, meu amor, meu sentimento e continuo angustiada como no primeiro dia. Só que agora com mais conciência da minha estupídez.
Talvez, um dia essa magoa passe, talvez um dia eu possa suportar novamente ter um contato com minha "irmã", aquela que já falou várias vezes, que não somos irmãs, e que hoje em dia, eu tenho que concordar que realmente não somos.
Postado por
PAULA
às
14:26
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
MUITA DOR.
Assinar:
Comentários (Atom)



